Tese de Doutorado
Documento
Tese de Doutorado
Autor
Nome completo
Eduardo Alves Saramago
E-mail
Unidade da USP
Escola de Educação Física e Esporte
Área do Conhecimento
Data de Defesa
2025-06-09
Imprenta
São Paulo, 2025
Orientador
Banca examinadora
Serrão, Julio Cerca (Presidente)
Marques, Martim Francisco Bottaro
Santos, Silvio Soares dos
Tricoli, Valmor Alberto Augusto
Título em português
Efeito da altura do posicionamento da barra nas costas e do tipo de calçado em variáveis dinâmicas e cinemáticas determinantes do desempenho no agachamento de atletas de powerlifting
Palavras-chave em português
Biomecânica, Centro de pressão, Cinemetria, Dinamometria, Levantamentos básicos
Resumo em português
No powerifting o agachamento se destaca por ser o primeiro a ser realizado em competição, por ser mais instável e por sofrer influência da técnica de altura de barra e do tipo de calçado. Nosso objetivo do foi caracterizar e comparar o efeito da associação entre a altura do posicionamento da barra nas costas, alta ou baixa, e o tipo de calçado utilizado, plano ou com salto, na oscilação do COP e no comportamento das variáveis dinâmicas e cinemáticas determinantes do desempenho, indicado indiretamente pela velocidade do movimento, tempo de duração da fase ascendente, trajetória vertical da barra e percepção subjetiva de esforço no agachamento livre em alta intensidade, com 82,5% de 1 RM, de atletas de powerlifting do sexo masculino. A amostra foi composta por 15 homens, atletas de powerlifting (idade 25,73 ± 7,02 anos; massa corporal 90,80 ± 12,07 kg; estatura 175,26 ± 7,11 cm e 1 RM no achamento 201,56 ± 33,62 kg). Eles realizaram 3 séries com 82,5% em quatro condições variando entre barra alta e baixa e calçado plano e com salto. Pode-se concluir, a partir das comparações realizadas entre as condições, que o uso do calçado com salto em comparação com o calçado plano aumenta a estabilidade corporal durante o agachamento, independente da predileção pelo calçado, por reduzir a oscilação das variáveis do COP associadas ao equilíbrio dinâmico. Sobre o uso da barra baixa em comparação coma barra alta pode-se concluir que ela aumenta o ângulo de inclinação do tronco, possivelmente contribuindo para aumentar a ativação dos músculos da cadeia posterior e assim otimizando a capacidade de produção de força no agachamento verificada pela menor força de reação do solo nessa condição, indicando uma vantagem biomecânica em relação a ela, bem como maior velocidade média da barra na fase ascendente, menor duração da fase ascendente, menor percepção subjetiva de esforço e menor oscilação ântero-posterior da trajetória da barra
Título em inglês
Effect of bar position height and footwear on dynamic and kinematic variables determining squat performance in powerlifting athletes.
Palavras-chave em inglês
Biomechanics, Center of pressure, Dynamometry, Kinematics, Main lifts
Resumo em inglês
In powerlifting, the squat stands out as the first lift performed in competition, being more unstable and influenced by bar height technique and the type of footwear used. The aim of this study was to characterize and compare the effects of the association between bar placement (high or low) and the type of footwear (flat or heeled) on COP oscillation and dynamic and kinematic variables that determine performance, indirectly indicated by movement velocity, duration of the upward phase, vertical bar trajectory, and subjective effort perception during high-intensity free squats at 82.5% of 1RM, performed by male powerlifting athletes. The sample consisted of 15 male athletes (age 25.73 ± 7.02 years; body mass 90.80 ± 12.07 kg; height 175.26 ± 7.11 cm; 1RM squat 201.56 ± 33.62 kg). They performed 3 sets with 82.5% in four conditions, varying between high and low bar positions and flat and heeled footwear. Comparisons showed that heeled footwear increased body stability during the squat compared to flat footwear by reducing COP oscillation, regardless of footwear preference. Regarding bar height, the low bar position increased trunk lean angle, likely contributing to greater posterior chain muscle activation and optimizing squat force production, as evidenced by lower ground reaction force in this condition, suggesting a biomechanical advantage. Additionally, the low bar position resulted in higher average bar velocity during the upward phase, shorter upward phase duration, lower subjective effort perception, and reduced anteroposterior oscillation of the bar trajectory
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Data de Publicação
2025-11-27
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