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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Gláucia Gonçalves Raineri
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Bauru, 2019
Orientador
Banca examinadora
Costa Filho, Orozimbo Alves (Presidente)
Corteletti, Lilian Cássia Bornia Jacob
Martins, Carlos Henrique Ferreira
Nishino, Lucia Kazuko
Título em português
Reflexo vestíbulo-ocular em crianças hígidas: aplicabilidade do video Head Impulse Test
Palavras-chave em português
Crianças
Gravação em vídeo
Pré-escolar
Teste do impulso cefálico
Resumo em português
Introdução: danos ao sistema vestibular no nascimento ou na primeira infância podem ocorrer e impactar significativamente o desenvolvimento de uma criança em diversas áreas. A avaliação e o diagnóstico infantil na área da otoneurologia têm se revelado ainda como um desafio pela dificuldade de identificar as alterações vestibulares e pelo fato do desconforto dos exames vestibulares clássicos, que se potencializam para essa faixa etária. O avanço tecnológico tem proporcionado considerável progresso quanto à avaliação do reflexo vestíbulo-ocular (RVO) nessa população de modo menos invasivo e desconfortável por meio do video Head Impulse Test (vHIT). Objetivo: este trabalho se propõe a caracterizar o ganho do RVO para os canais semicirculares (CSC) horizontais e verticais em crianças hígidas quanto às variáveis sexo, diferença entre lados e faixa etária, bem como a aplicabilidade do vHIT. Metodologia: trata-se de um estudo clínico, observacional, transversal com análise de dados de modo descritivo e inferencial. Para a avaliação do RVO por meio do vHIT foi utilizado o equipamento Sistema de Impulso ICS Otometrics. A casuística incluiu 52 crianças hígidas na faixa etária de 5 a 10 anos de idade. Resultados: quanto ao ganho do RVO, observou-se diferença significativa em relação ao sexo para CSC posterior esquerdo, diferença significante do ganho entre lados para todos os CSC, mas não foi verificada correlação entre o ganho e a faixa etária. Em relação à aplicabilidade, foram observadas dificuldades na avaliação da população infantil no que diz respeito aos aspectos físicos e comportamentais, sendo comum a presença de artefatos nessa população. Conclusão: a caracterização do ganho do RVO para os CSC apresentou diferença significativa para a variável sexo, mas não para a variável faixa etária, e, quanto aos lados, verificou-se diferença significativa maior à direita. A caracterização da aplicabilidade do exame vHIT na população estudada evidenciou que apesar de demandar maior cuidado com a realização do exame, é possível minimizar efeitos causados pelos aspectos físicos e comportamentais, demonstrando que novas perspectivas da avaliação otoneurológica infantil são possíveis, tendo como aliado o vHIT.
Título em inglês
Vestibulo-ocular reflex in healthy children: applicability of the video Head Impulse Test
Palavras-chave em inglês
Children
Head impulse test
Preschool
Video recording
Resumo em inglês
Introduction: damage to the vestibular system at birth or in early childhood can occur and significantly impact the development of children in several areas. Otoneurologic evaluation and diagnosis in children are still a challenge due to the difficulty in identifying vestibular changes and the discomfort of typical vestibular assessments, which is worse for people in this age group. Technological advances have provided considerable progress in the vestibulo-ocular reflex (VOR) assessment of such population in a less invasive and more comfortable way through the video Head Impulse Test (vHIT). Objective: this research aims to lay out the VOR gain characteristics for horizontal and vertical semicircular canals (SCC) in healthy children regarding the gender, the difference between sides, and age range variables, as well as the applicability of the vHIT. Methods: this is a cross-sectional, observational, clinical study with descriptive and inferential data analysis. The ICS Otometrics Impulse System was used for evaluating VOR through the vHIT. The sample included 52 healthy children aged 5 to 10 years. Results: regarding the VOR gain, there was a significant difference between genders for left SCC and a significant difference of the gain between sides for all SCC, but no correlation between gain and age group was found. In regard to the applicability, difficulties were observed in the evaluation of the child population with respect to physical and behavioral aspects, and the presence of artifacts was common in that population. Conclusion: defining the VOR gain for SCC showed a significant difference for the gender variable, but not for the age group variable. Regarding the sides variable, there was a significantly greater difference on the right. The laying out of the vHIT exam applicability in the studied population showed that, despite demanding greater care with the assessment, it is possible to minimize effects caused by the physical and behavioral aspects, demonstrating that it is possible to have new perspectives on the otoneurological evaluation of children, and vHIT is a valuable tool in that sense.
 
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Data de Publicação
2019-09-11
 
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