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Tese de Doutorado
DOI
https://doi.org/10.11606/T.23.2021.tde-28012022-114554
Documento
Autor
Nome completo
João Pedro Perez Gomes
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2021
Orientador
Banca examinadora
Silva, Paulo Henrique Braz da (Presidente)
Figueiredo, Francine Kuhl Panzarella de
Corrêa, Maria Elvira Pizzigatti
Ferreira, Thásia Luiz Dias
Título em português
Avaliação da articulação temporomandibular em indivíduos com hemofilia grave: caracterização clínica e aplicação da relaxometria T2 em imagens de ressonância magnética
Palavras-chave em português
Artropatia hemofílica
Hemartrose
Relaxometria T2
Ressonância nuclear magnética
Sinovite hemofílica
Resumo em português
A hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária ligada ao cromossomo X, decorrente da ausência ou da baixa quantidade no plasma dos fatores de coagulação VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B). Clinicamente, a hemofilia se caracteriza por episódios recorrentes de sangramentos, que podem ocorrer espontaneamente ou em decorrência de traumas. O sistema músculo-esquelético é freqüentemente afetado pelos eventos hemorrágicos nos indivíduos portadores de hemofilia. Dentro desse sistema, as articulações são alvos de episódios recorrentes de sangramentos, resultando no fenômeno a que chamamos de hemartrose, responsável por estimular a hiperplasia da membrana sinovial articular e caracterizando o quadro das sinovites hemofílicas. O ciclo vicioso típico de hemartrose-sinovite-hemartrose quando estabelecido, tem como consequência a cronificação das alterações agudas articulares. Histologicamente, na sinovite, é observada a proliferação de fibroblastos sinoviais e a presença de um infiltrado de células inflamatórias. Apesar de a articulação temporomandibular (ATM) ser uma articulação do tipo sinovial, são poucos os relatos sobre o seu envolvimento na hemartrose e na sinovite hemofílica. Em razão disso, o objetivo deste estudo foi o de avaliar a ATM por meio de imagens de ressonância magnética (RM) utilizando-se a técnica denominada relaxometria. A relaxometria, também chamada de mapeamento T2, consiste em calcular as variações na intensidade do sinal de radiofrequência (RF) emitido pelos prótons das moléculas de água em função da variação do tempo quando excitados por um pulso externo de RF e submetidos à influência de um campo magnético estático. Esta mensuração é possível de ser realizada por meio da chamada sequência multieco de spin. A literatura científica descreve que a concentração de ferro nos tecidos resulta em encurtamento do tempo T2 e em consequente diminuição da intensidade de sinal das amostras biológicas. Desta forma, a relaxometria realizada com o objetivo de quantificar a concentração de ferro pode servir como uma forma de se estudar as propriedades intrínsecas dos tecidos e o ambiente molecular das estruturas analisadas. Foram selecionados pacientes maiores de 18 anos de idade, comprovadamente portadores de hemofilia A ou B classificadas como grave e que tiveram seguimento regular ambulatorial. O grupo controle foi pareado por idade e sexo com os pacientes, sendo representado por voluntários sem histórico de discrasia sanguínea ou disfunção temporomandibular (DTM). Foram avaliados 39 indivíduos (18 pacientes e 21 controles). Os critérios de exclusão foram: pacientes portadores de próteses metálicas, marca-passo cardíaco, clipes metálicos intracranianos (para aneurisma), claustrofobia severa e não consentimento à participação no estudo. Este estudo observou que a morfologia dos discos articulares se altera com o passar do tempo em indivíduos portadores de hemofilia grave (p-valor = 0,006), entretanto, nenhuma diferença estatística foi observada no que diz respeito à intensidade de sinal calculada em 4 momentos distintos (p-valor > 0,05), sugerindo não haver uma concentração maior de ferro no interior do disco articular na amostra estudada, nem entre os grupos e nem na transição entre os momentos avaliados. Também não foi observada diferença estatística (p-valor > 0,05) no que diz respeito aos sintomas relatados (sintomatologia dolorosa, cefaleia e alteração no movimento de abertura bucal e lateralidade da mandíbula) entre indivíduos portadores de hemofilia e indivíduos do grupo controle, sugerindo que a ATM possui uma forte capacidade de adaptação em comparação com as demais articulações do tipo sinovial diante dos efeitos provocados pela degradação da cartilagem articular.
Título em inglês
Evaluation of the temporomandibular joint in individuals with severe hemophilia: clinical characterization and application of T2 relaxometry in magnetic resonance images
Palavras-chave em inglês
Hemarthrosis
Hemophilic arthropathy
Hemophilic synovitis
Nuclear magnetic resonance
T2 relaxometry
Resumo em inglês
Hemophilia is an inherited hemorrhagic disease linked to the X chromosome, resulting from the absence or low amount in the plasma of coagulation factors VIII (hemophilia A) or IX (hemophilia B). Clinically, hemophilia is characterized by recurrent bleeding episodes, which can occur spontaneously or as result of a trauma. The musculoskeletal system is frequently affected by hemorrhagic events in individuals with hemophilia. Within this system, the joints are the target of recurrent bleeding episodes, resulting in the phenomenon we call hemarthrosis, responsible for stimulating hyperplasia of the synovial joint membrane and characterizing the condition of hemophiliac synovitis. The vicious cycle typical of hemarthrosis-synovitis-hemarthrosis, when established, results in the chronicity of acute joint changes. Histologically, in synovitis, the proliferation of synovial fibroblasts and the presence of an inflammatory cell infiltrate are observed. Although the temporomandibular joint (TMJ) is a synovial-type joint, there are only few reports on its involvement in hemarthrosis and hemophilic synovitis. The aim of this study was to evaluate the TMJ using nuclear magnetic resonance imaging (MRI) images by means of the technique called T2 relaxometry. Relaxometry, also called T2 mapping, consists of calculating the variation between the decay time of the radiofrequency (RF) signal emitted by the protons of the atoms of water molecules when excited by an external RF pulse and subjected to the influence of a static magnetic field. This measurement is possible to be performed through the so-called multi-spin echo sequence. The scientific literature describes that the concentration of iron in the tissues results in a shortening of the T2 time and a consequent decrease in the signal intensity of the biological samples. In this way, the relaxometry performed with the objective of quantifying the concentration of iron can serve as a way of studying the intrinsic properties of the tissues and the molecular environment of the analyzed structures. Patients older than 18 years of age, who were proven to have hemophilia A or B, classified as severe and who had regular outpatient follow-up, were selected. The control group was matched for age and sex with the patients, being represented by volunteers with no history of blood dyscrasia or temporomandibular disorder (TMD). 39 individuals (18 patients and 21 controls) were registered in the study. The exclusion criteria were: patients with metallic prostheses, cardiac pacemaker, intracranial metallic pacemakers, severe claustrophobia and non-consent to participate in the study. This study observed that the morphology of the articular discs changes over time in individuals with severe hemophilia (p-value = 0.006), however, no statistical difference was observed with regard to the signal intensity calculated at 4 different moments (p-value> 0.05), suggesting that there is no higher concentration of iron inside the articular disc in the studied sample, neither between groups nor in the transition between the assessed moments. There was also no statistical difference (p-value> 0.05) with regard to the reported symptoms (painful TMJ symptoms, headache and changes in mouth opening and jaw laterality) between hemophiliacs and control subjects, suggesting that TMJ has a strong capacity for adaptation compared to other synovial joints in view of the effects caused by the degradation of articular cartilage.
 
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Data de Publicação
2022-04-26
 
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