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Master's Dissertation
DOI
https://doi.org/10.11606/D.22.2021.tde-24082021-135844
Document
Author
Full name
Ana Paula Rosa
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Ribeirão Preto, 2021
Supervisor
Committee
Santos, Patricia Leila dos (President)
Barrera, Sylvia Domingos
Ferreira, Marlene de Cassia Trivellato
Zanini, Marta Regina Gonçalves Correia
Title in Portuguese
Prevalência de problemas emocionais e comportamentais em crianças do primeiro ano do ensino fundamental com dificuldades de aprendizagem de acordo com a avaliação de professores e responsáveis
Keywords in Portuguese
Dificuldades de aprendizagem
Ensino fundamental
Problemas de comportamento
Saúde mental
Abstract in Portuguese
Saber ler, escrever são habilidades básicas que o indivíduo deve dominar, no início da escolarização, para seguir aprendendo e tornar-se apto a viver em uma sociedade cada vez mais letrada e tecnológica. Dificuldades de aprendizagem e de comportamento são problemas, frequentemente associados, que prejudicam a aquisição das habilidades acadêmicas e sociais, levando ao fracasso escolar e desencadeando possíveis problemas de saúde mental que se iniciam na infância e podem perdurar até a vida adulta. Desse modo, objetivou-se, no presente estudo, levantar a prevalência problemas emocionais e comportamentais em alunos de primeiro ano do ensino fundamental com dificuldades de aprendizagem, de acordo com avaliação de responsáveis e professores. 599 alunos de primeiro ano participaram da primeira fase (rastreamento de crianças com baixo desempenho escolar por meio de uma escala especificamente desenvolvida para esta finalidade). Nesta fase, 107 alunos (17,86%) foram classificados com desempenho escolar insuficiente, sendo que os meninos apresentam mais dificuldades do que as meninas. Na segunda fase (rastreio de problemas emocionais e comportamentais nas crianças com dificuldades de aprendizagem de acordo com a avalição de professores e responsáveis), 105 alunos foram avaliados pelas professoras por meio do Questionário de capacidades e dificuldades - SDQ. As professoras também preencheram uma ficha que indicava em qual domínio de aprendizagem (leitura, escrita e/ou matemática) os alunos com baixo desempenho possuíam mais dificuldade. Foram realizadas análises estatísticas descritivas para o tratamento dos dados obtidos nas fases 1 e 2, e posteriormente, aplicou-se o teste t de Student para verificar se havia diferenças significativas entre grupos (meninas e meninos) e entre informantes (professoras e responsáveis) quanto a prevalência de problemas de saúde mental. Dos 105, 76 alunos foram também avaliados pelos responsáveis por meio do SDQ. De acordo com avaliação das professoras (n=105), 65 alunos (61,90%) foram classificados na faixa anormal do SDQ e 74 (70,48%) apresentaram dificuldade significativa nos três domínios de aprendizagem. De acordo com a avaliação dos responsáveis (n=76), 47 alunos (61,84%) foram classificados na faixa anormal do SDQ. A maior porcentagem de crianças classificadas na faixa anormal, tanto na avaliação de professoras quanto de responsáveis (n=76), ocorreu na subescala Hiperatividade, 49 (64,47%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre meninas e meninos com dificuldades de aprendizagem quanto a prevalência de problemas emocionais e comportamentais. Observou-se moderado índice de convergência entre as avaliações de professoras e responsáveis: 41 casos (53,95%). O maior índice de convergência foi referente ao SDQ total: 33 crianças (80,49%) foram classificadas na faixa anormal do SDQ por ambos os informantes. A subescala com maior taxa de concordância foi Hiperatividade, 25 crianças (60,98%) classificadas na faixa anormal. Em relação aos resultados divergentes, o maior índice de não concordância entre os informantes refere-se à subescala Comportamento Pró-social (p < 0,001). De maneira geral, os resultados deste estudo apontam para uma alta prevalência de problemas de comportamento externalizantes (hiperatividade) em crianças de primeiro ano com dificuldades de aprendizagem. Parece não ter havido moderação da variável sexo quanto a prevalência de problemas de saúde mental.
Title in English
Prevalence of emotional and behavioral disorders in first grade students with learning difficulties according to the evaluation of teachers and guardians
Keywords in English
Behavioral disorders
Elementary school
Learning difficulties
Mental health
Abstract in English
Knowing how to read and write are basic skills that individuals must master, at the beginning of schooling, in order to continue learning and to become able to live in an increasingly literate and technological society. Both learning difficulties and behavior problems are issues, frequently associated, that affect the acquisition of academic and social skills, which lead to school failure and trigger possible mental health problems that start during childhood and might last until adulthood. Thus, the aim of this study was to raise the prevalence of emotional and behavioral disorders in first graders with learning difficulties, according to the evaluation of their guardians and teachers. 599 first grade students took part in the first phase (screening of children with low school performance through a scale specifically developed for this purpose). In this phase, 107 students (17.86%) were classified with poor school performance, with boys showing more difficulties than girls. In the second phase (screening of emotional and behavioral disorders in children with learning difficulties according to the evaluation of teachers and guardians), 105 students were evaluated by teachers through the Strengths and Difficulties Questionnaire - SDQ. The teachers also filled out a form that indicated in which learning domain (reading, writing and/or mathematics) the low-performing students had more difficulties with. Descriptive statistical analyses were performed for the treatment of data obtained in phases 1 and 2, and after that, the Student's T-Test was applied to verify whether there were significant differences between groups (girls and boys) and informants (teachers and guardians) regarding the prevalence of mental health problems. 76 students out of 105 were also evaluated by their guardians through the SDQ. According to the teachers' evaluation (n=105), 65 students (61.90%) were classified in the abnormal range of the SDQ, whereas 74 (70.48%) presented significant difficulties in all of the three learning domains. According to the evaluation of the guardians (n=76), 47 students (61.84%) were classified in the abnormal range of the SDQ. The highest percentage of children classified in the abnormal range, whether in teachers' or guardians' assessments (n=76), occurred in the Hyperactivity Subscale, 49 (64.47%). There were no statistically significant differences between girls and boys with learning difficulties regarding the prevalence of emotional and behavioral disorders. A moderate convergence index was observed between the evaluations of teachers and guardians: 41 cases (53.95%). The highest convergence rate was related to the total SDQ: 33 children (80.49%) were classified in the abnormal range of the SDQ by both informants. The subscale with the highest concordance rate was Hyperactivity, 25 children (60.98%) classified in the abnormal range. Regarding the divergent results, the highest non-agreement index among the informants refers to the Prosocial Behavior Subscale (p < 0.001). Overall, the results of this study point to a high prevalence of externalizing behavior disorders (hyperactivity) in first graders with learning difficulties. There seems to be no moderation of the gender variable regarding the prevalence of mental health problems.
 
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AnaPaulaRosa.pdf (5.81 Mbytes)
Publishing Date
2021-09-02
 
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