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Mémoire de Maîtrise
DOI
https://doi.org/10.11606/D.17.2020.tde-19082020-232440
Document
Auteur
Nom complet
Yolana Maria Gonçalves Kaneko
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
Ribeirão Preto, 2020
Directeur
Jury
Mussi, Marisa Marcia (Président)
Duarte, Geraldo
Passos, Mauro Romero Leal
Titre en portugais
Sífilis gestacional e congênita em Manaus - Amazonas ao longo de dez anos
Mots-clés en portugais
Amazonas
Políticas públicas de saúde
Sífilis congênita
Sífilis gestacional
Resumé en portugais
A Sífilis é considerada uma infecção sexualmente transmissível, de caráter sistêmico e curável, causada pelo Treponema pallidum e tratável com antibióticos. Apresenta altas taxas de transmissão vertical, acarretando graves problemas de morbimortalidade como a sífilis congênita. As consequências para a gestação e o feto podem ser graves, causando aproximadamente 300 mil mortes fetais e neonatais ao ano, no mundo e colocando o adicional de 200 mil crianças sob risco aumentado de prematuridade, além de abortamentos e doença congênita, com graves sequelas para a criança. O Estado do Amazonas apresenta frequência de detecção de sífilis gestacional acima da média nacional. Em 2007, Manaus registrou 135 casos de sífilis gestacional notificados no SINAN, passando a 782 casos em 2015. Desta forma, estudos epidemiológicos da sífilis no Estado do Amazonas podem ser úteis para uma melhor compreensão da magnitude do problema e para indicar possíveis intervenções que contribuam para a redução dessa infecção e do risco da transmissão vertical. O objetivo deste estudo é identificar aspectos gerais da sífilis em gestantes e sífilis congênita ao longo de dez anos (2007 a 2017), na cidade de Manaus, com ênfase na ocorrência em gestações sucessivas, a partir de dados de notificação. Trata-se de um estudo observacional, descritivo de prevalência. Foram elegíveis todas as gestantes, puérperas e crianças notificados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação como portadores de sífilis gestacional ou sífilis congênita no período de 2007 a 2017. As fontes de coleta de dados foram as Fichas de Notificação Compulsória - Sífilis Gestacional e Congênita, as quais incluíam informações sóciodemográficas, de acesso à assistência pré-natal, o exame de triagem (teste rápido), o teste não treponêmico (VDRL), titulações do VDRL, manifestações clínicas, tratamento e evolução do caso. Foram identificadas 4755 notificações de sífilis gestacional, das quais 2466 tiveram seus recém-nascidos notificados e 2309, não. Já a sífilis congênita foi notificada em 2906 recémnascidos, dos quais 2446 tiveram suas mães notificadas e 460 não. Nos dez anos do estudo a prevalência da sífilis gestacional aumentou de 3,4/1000 (IC 95% 11,3±2,7) para 31,2/1000 nascidos vivos (IC 95% 121 ± 11,5), enquanto a sífilis congênita, de 2,4/1000 (IC 95% 9,1± 3,2) para 20,2/1000 nascidos vivos (IC 95% 76 ± 6,6). As taxas de detecção da sífilis gestacional e congênita variaram respectivamente de 0,81/10.000 habitantes e 0,59/10.000 habitantes em 2007, para 6,1/10.000 habitantes e 3,95/10.000 habitantes, em 2017. O perfil sócio demográfico que mais se destacou tanto para as gestantes quanto para as mães dos recém-nascidos foi de mulheres entre 20 a 29 anos com Ensino Médio (completo ou não). Realizaram pré-natal 2896 gestantes, as quais foram diagnosticadas no pré-natal (1726) - em sua maioria no terceiro trimestre gestacional (2158) - ou no parto (1721) e com sífilis primária (2491). Com relação às mães não notificadas dos recém-nascidos notificados, mais de 50% receberam assistência pré-natal (266) e 181 foram diagnosticadas no parto- sendo que 383 tiveram VDRL reagente, 227 não realizaram teste treponêmico e em mais da metade desse grupo, a titulação do VDRL estava ≤1:8 diluições. Vale destacar que 179 mulheres tiveram diagnóstico de sífilis durante o pré-natal, mas não foram notificadas como portadoras de sífilis gestacional. Das 4755 mulheres notificadas com sífilis gestacional, 3716 tiveram VDRL reagente, e destas, metade apresentou titulações que variavam de 1:1 - 1:8 diluições. O tratamento foi realizado em 4291 gestantes notificadas e 329 mulheres não notificadas durante a gravidez, respectivamente, sendo mais frequentemente usada a penicilina G benzatina 2.400.000UI (2363). Em relação às características das notificações de sífilis congênita quanto à evolução do caso, a maior prevalência foi de RNs vivos e assintomáticos (75,2%). Quando sintomáticos (4,9%), o sintoma mais comum era rinite muco sanguinolenta. Entre 2592 RNs notificados para sífilis congênita, o teste VDRL foi realizado em 2111, estando reagente em 1769. Sendo que a maioria apresentava titulações entre 1:1 a 1:2 diluições. Os exames complementares mais realizados foram a radiologia de ossos longos, a detecção de treponema em lesões e o VDRL no sangue periférico. Foram identificadas 361 notificações em mais de uma gestação para 356 mulheres. Em 352 dos casos a mesma mulher foi renotificada em duas gestações. No entanto, em somente 14 delas foi possível identificar a provável reinfecção, com base na titulação ascendente do VDRL a cada notificação. Este cenário evidenciou a qualidade insatisfatória do atendimento na rede básica, no que diz respeito à conduta inadequada para o manejo dos casos, com perda da oportunidade para o diagnóstico e o tratamento da sífilis gestacional e congênita.
Titre en anglais
Gestational and congenital syphilis in Manaus - Amazonas in ten years
Mots-clés en anglais
Amazonas
Congenital syphilis
Gestational syphilis
Public health policies
Resumé en anglais
Syphilis is considered a sexually transmitted infection, of a systemic and curable character, caused by Treponema pallidum and treatable with antibiotics. It has high rates of vertical transmission, aggravating serious problems of morbidity and mortality as a congenital syphilis. Consequences for pregnancy and the fetus are might be severe, it causes approximately 300 thousand fetal and neonatal deaths per year, in the world, and places an additional 200 thousand infants at increased risk of prematurity, in addition to abortions and congenital disease, with severe sequelae to the child. The Amazonas state has frequencies of detection of gestational syphilis above the national average. In 2007, Manaus recorded 135 cases of notified gestational cases in SINAN, increasing to 782 cases in 2015. Thus, epidemiological studies in the Amazonas state can be useful for a better assessment of the magnitude of the problem and to indicate interventions for reduction of this infection and of vertical transmission risk. This is a descriptive observational study of prevalence. To study general aspects of syphilis in pregnant women and congenital syphilis over ten years (2007 to 2017), in the city of Manaus, with an emphasis on the occurrence of successive events, based on notification data. All pregnant and, puerperal women and children notified in the National System of Recordings of Notification as having gestational syphilis or congenital syphilis in the period from 2007 to 2017 were eligible. The data source were the Compulsory notification forms - Gestational syphilis, which included data about the reception, screening test (rapid test) and diagnostic test (VDRL), clinical findings, treatment and serological evolution. 4755 notifications of gestational syphilis were identified, of which 2466 had a reported pregnancy outcome and 2309 did not. 2906 newborns infants were notified as congenital syphilis of whom 2446 had their mothers notified and 460 did not. The prevalence of gestational syphilis increased from 3.4 / 1000 (95% CI 11.3 ± 2.7) to 31.2 / 1000 live births (95% CI 121 ± 11.5) in 2017, while for congenital syphilis it ranged from 2.4 / 1000 (95% CI 9.1 ± 3.2) in 2007 to 20.2 / 1000 live births (95% CI 76 ± 6.6) in 2017. Respectively for gestational syphilis and congenital syphilis, the detection rates varied from 0.81 / 10,000 inhabitants and 0.59 / 10,000 inhabitants to 6.1/10.000 inhabitants and 3.95 / 10,000 inhabitants from 2007 to 2017. The most frequent socio-demographic profile for pregnant women and newborns' mothers was 20 and 29 years old with high school (complete or not). A total of 2896 pregnant women referred prenatal care. Most of them were diagnosed in the prenatal care (1726) - mainly in the third trimester of pregnancy (2158) and with primary syphilis (2491) - or at delivery (1721). Regarding unnotified mothers of notified newborns, more than 50% received prenatal care (266) and 181 were diagnosed at the time of delivery; a total of 383 had a reagent VDRL, 227 did not have treponemic testing, and in more than half of this group the VDRL titration was ≤8 dilutions,- It is worth mentioning that 179 women who were diagnosed with syphilis during prenatal care but were not notified as having gestational syphilis. Of the 4755 notified with gestational syphilis, 3716 had a reagent VDRL with most titers ranging from 1:1-1:8. Treatment was carried out in 4291 notified pregnant women and 329 women unnotified during pregnancy, mostly with benzathine penicillin G 2,400,000UI (2363). Regarding the characteristics of the outcomes of the notified cases of congenital syphilis the majority were asymptomatic live born infants (75,2%). When symptomatic (4,9%) the more common finding was bloody mucus rhinitis. Of 2592 newborns notified as congenital syphilis the VDRL testing was performed in 2111 being positive in 1769 with most titers ranging from 1:1 to 1:2 dilutions. The most frequently performed exams were radiology of the long bones, detection of treponema in cutaneous lesions and VDRL serology. A total of 361 notifications were identified in more than one pregnancy for 356 women. However, a potential reinfection was only possible to be identified in 14 women. This scenario showed an unsatisfactory quality of care in the primary health care network, considering the inadequate standards for handling cases, with loss of opportunities for diagnosis and treatment of gestational and congenital syphilis.
 
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Date de Publication
2020-10-20
 
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