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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.17.2020.tde-20082020-113813
Documento
Autor
Nome completo
Ana Carolina Bonetti Alves
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2020
Orientador
Banca examinadora
Pinto, Maria Paula Panuncio (Presidente)
Carretta, Regina Yoneko Dakuzaku
Carrijo, Débora Couto de Melo
Troncon, Luiz Ernesto de Almeida
Título em português
A graduação em cursos da área da saúde e a formação interprofissional na FMRP: o ponto de vista de estudantes e professores
Palavras-chave em português
Educação interprofissional
Formação de profissionais da saúde
Interdisciplinaridade
Interprofissionalidade
Resumo em português
A necessidade de ampliar os cenários de ensino para a formação de profissionais da saúde é reconhecida a partir de movimentos internacionais que discutem o conceito de saúde, seus determinantes e a melhor forma de alcançá-la. Assim, a educação interprofissional (EIP) e a prática colaborativa (PC) ganham destaque como temas emergentes do campo da saúde. Os projetos pedagógicos dos cursos (PPC) de graduação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) afirmam que a interdisciplinaridade é estimulada e que há oportunidades e cenários para o exercício da prática colaborativa ao longo da formação na graduação. Este estudo teve como objetivo geral identificar a percepção de estudantes e docentes sobre a perspectiva interdisciplinar e oportunidades de educação interprofissional, no contexto de quatro cursos de graduação ligados ao Departamento de Ciências da Saúde (DCS). Como objetivos específicos buscou identificar a percepção dos estudantes de graduação sobre a presença de atividades teóricas e práticas envolvendo a perspectiva interdisciplinar e a prática colaborativa; identificar a percepção de professores de graduação sobre a presença e efetividade de atividades teóricas e práticas envolvendo a perspectiva interdisciplinar e a educação interprofissional; e identificar como a questão do trabalho em equipe é abordada na formação de profissionais da saúde enquanto prática colaborativa. Trata-se de estudo descritivoexploratório, adotando abordagem predominantemente qualitativa. Participaram 110 estudantes e 16 professores, dos cursos de graduação em Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Metabolismo e Terapia Ocupacional (DCS-FMRP), abordados através de entrevista semiestruturada. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra, analisadas em seu conteúdo para identificação de categorias temáticas e registro da frequência de sua ocorrência. A partir da identificação de dois temas centrais e 16 categorias empíricas, resultados apontam para fragilidades na formação. De acordo com os resultados e a análise realizada, estudantes e professores concordam que o conhecimento e as práticas interdisciplinares e interprofissionais oferecidos na graduação são insuficientes, por vezes falhos e quase sempre não intencionais, impactando de forma negativa a aprendizagem relacionada ao trabalho em equipe, a prática colaborativa e a integralidade do cuidado em saúde. A sobrecarga do trabalho docente, o desconhecimento das profissões e dos papéis profissionais, a hierarquia nas equipes de saúde e o ensino fragmentado são pontos presentes nos discursos dos participantes. Embora a organização curricular favoreça o contato entre estudantes de diferentes cursos, isso acontece de forma justaposta e com pouco ou nenhum diálogo entre interfaces ou singularidades, nas diferentes disciplinas. A partir dos resultados evidencia-se a necessidade de transformação do ensino de forma gradual, tanto nas disciplinas teóricas quanto nas práticas. Os conceitos envolvidos na compreensão do trabalho em equipe e da prática colaborativa são complexos e demandam atitude interdisciplinar. Sendo assim, para que o anunciado nos projetos pedagógicos se torne realidade é necessário que haja posicionamento da instituição de ensino, intencionalidade e capacitação docente. No entanto, estudantes e professores tem plena noção da importância da EIP e parecem existir condições na FMRP para aprimoramento.
Título em inglês
Undergraduation in health courses and interprofessional training at FMRP: the point of view of students and teachers
Palavras-chave em inglês
Interdisciplinarity
Interprofessional education
Interprofessionality
Training of health professionals
Resumo em inglês
The need to expand the teaching scenarios for the training of health professionals is recognized from international movements that discuss the concept of health, its determinants and the best way to achieve it. Thus, interprofessional education (IPE) and collaborative practice (CP) are highlighted as emerging themes in the health field. The pedagogical projects of the undergraduate courses of Medical School of Ribeirão Preto (FMRP) state that interdisciplinarity is encouraged and that there are opportunities and scenarios for the exercise of collaborative practice throughout undergraduate training. This study aimed to identify the perception of students and teachers about the interdisciplinary perspective and opportunities for interprofessional education, in the context of four undergraduate courses linked to the Department of Health Sciences (DCS). As specific objectives, it sought to identify the perception of undergraduate students on the presence of theoretical and practical activities involving an interdisciplinary perspective and collaborative practice; to identify the perception of undergraduate teachers on the presence and effectiveness of theoretical and practical activities involving an interdisciplinary perspective and interprofessional education; and identify how the issue of teamwork is addressed in the training of health professionals as a collaborative practice. This is a descriptive-exploratory study, adopting a predominantly qualitative approach. 110 students and 16 professors participated from the undergraduate courses in Physiotherapy, Speech Therapy, Nutrition and Metabolism and Occupational Therapy, addressed through semi-structured interviews. The interviews were recorded and fully transcribed, analyzed in their content to identify thematic categories and record the frequency of their occurrence. According to the results and the analysis carried out, students and teachers agree that the knowledge and interdisciplinary and interprofessional practices offered in undergraduate courses are insufficient, sometimes flawed and almost always unintentional, negatively impacting the learning related to teamwork, collaborative practice and comprehensive health care. The overload of teaching work, the ignorance of professions and professional roles, the hierarchy in health teams and fragmented teaching are points present in the speeches of the participants. Although the curricular organization favors contact between students from different undergraduation courses, this happens in a juxtaposed way and with little or no dialogue between interfaces or singularities, in different disciplines. From the results, the need for gradual transformation of teaching is evident, both in theoretical and practical disciplines. The concepts involved in understanding teamwork and collaborative practice are complex and require an interdisciplinary attitude. Therefore, in order for the announced in the pedagogical projects to become reality, it is necessary that there is a positioning of the teaching institution, intentionality and faculty development. However, students and teachers are fully aware of the importance of IPE and there seem to be conditions at FMRP for improvement.
 
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Data de Publicação
2020-10-16
 
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