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Master's Dissertation
DOI
Document
Author
Full name
Rose Inês Matos Batista
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Ribeirão Preto, 2019
Supervisor
Committee
Santos, Jose Eduardo Tanus dos (President)
Messora, Michel Reis
Carneiro, Fernando Silva
Rascado, Ricardo Radighieri
Title in Portuguese
Enxaguante bucal inibe os efeitos anti-hipertensivos da Larginina em modelo de hipertensão 2R1C
Keywords in Portuguese
Ciclo êntero-salivar do nitrato
Efeitos anti-hipertensivos
Efeitos vasculares
Enxaguante bucal
L-arginina
Abstract in Portuguese
Introdução: O óxido nítrico (NO) é produzido pela ação das óxido nítrico sintases (NOS), possuindo como único substrato para essa produção o aminoácido L-arginina. Além dessa via, a biodisponibilidade de NO também pode ser aumentada pelo ciclo êntero-salivar do nitrato, no qual a presença de bactérias orais com capacidade nitrato redutase é limitante. Assim, a hipótese deste trabalho é de que o enxaguante bucal pode atenuar os efeitos benéficos da L-arginina na hipertensão. Métodos: Ratos Hannover foram divididos em 4 grupos Sham e 4 grupos 2 rins 1 clipe (2R1C) com os tratamentos Veículo (água), Enxaguante bucal, L-arginina e L-arginina + Enxaguante bucal. O tratamento com L-arginina foi feito na água de beber em uma concentração de 10g/L e o enxaguante bucal foi aplicado na mucosa oral com o auxílio de um swab. A pressão sistólica foi monitorada semanalmente e ao final das 4 semanas de tratamento, todos os animais foram submetidos a análise da atividade nitrato redutase das bactérias orais, além de reatividade de aorta e coleta de plasma e aorta para análises bioquímicas. Todos os procedimentos foram aprovados pelo CEUA do campus da USP de Ribeirão Preto (Protocolo nº 142/2017). Resultados: A atividade nitrato redutase das bactérias da cavidade oral foi diminuída pelo uso de enxaguante. A pressão sistólica aumentou significativamente nos ratos 2R1C em relação aos do grupo Sham já na primeira semana de hipertensão. O tratamento com L-arginina foi capaz de diminuir a pressão arterial em todas as semanas e o enxaguante reverteu significativamente o efeito da L-arginina nas semanas 3, 5 e 6. Em relação à reatividade de aorta, a hipertensão foi capaz de diminuir o relaxamento à acetilcolina, ocasionando prejuízos tanto no pD2 quanto no Emax. A L-arginina foi capaz de melhorar a função vascular dos ratos hipertensos, tornando a resposta de relaxamento à acetilcolina semelhante à dos grupos Sham e a administração concomitante com enxaguante reverteu essa melhora. Nos ratos hipertensos, o tratamento com L-arginina aumentou as concentrações de nitrato na aorta e o enxaguante reverteu esse aumento. Ainda, o enxaguante bucal tendeu a diminuir as concentrações plasmáticas de nitrito, espécies nitrosiladas e nitrosotiois. Conclusão: Em nosso estudo, a L-arginina foi capaz de ocasionar diminuição nos valores pressóricos e melhora na função vascular, sendo estes efeitos diminuídos pelo enxaguante oral. Portanto, sugere-se que a integridade funcional do ciclo ênterosalivar do nitrato é importante para o efeito anti-hipertensivo da L-arginina
Title in English
Mouthwash inhibits the antihypertensive effects of L-arginine in 2R1C hypertension model
Keywords in English
L-arginine
mouthwash
Nitrate-salivary cycle
Vascular effects , Antihypertensive effects
Abstract in English
Introduction: Nitric oxide (NO) is produced by nitric oxide synthases (NOS), having as the only substrate for this production the amino acid L-arginine. In addition to this pathway, the bioavailability of NO can be increased by the enterosalivary cycle of nitrate in which the presence of oral bacteria with nitrate reductase activity is limiting. Thus, the hypothesis of this waork is that mouthwash would attenuate the beneficial effects of L-arginine in hypertension. Methods: Hannover rats were divided into 4 groups SHAM and 4 groups 2 kidney 1 Clip (2k1C) with the treatments vehicle (water), Mouthwash, L-arginine and L-arginine+Mouthwash. The treatment with Larginine was made in the drinking water in a concetration of 10g/L and the mouthwash was applied in the oral mucosa with the aid of a swab. The systolic pressure was monitored weekly and at the end of the 4 weeks of treatment, all animals were submitted to analysis of nitrate reductase activity of oral bacteria, as well as aortic reactivity and plasma and aorta collection for biochemical analyzes. All procedures were approved by the CEUA of the USP campus of Ribeirão Preto (Protocol nº 142/2017). Results: The nitrate reductase activity of oral bacteria was decreased by the use of mouthwash. Systolic blood pressure increased significantly in the 2K1C rats compared to the Sham group in the first week of hypertension. Treatment with L-arginine was able to lower blood pressure in all treatment weeks and the mouthwash significantly reversed the effect of L-arginine at weeks 3, 5 and 6. Regarding aortic reactivity, hypertension was able to decrease relaxation to acetylcholine, causing damage in both pD2 and in Emax. L-arginine was able to improve the vascular function of hypertensive rats, making the acetylcholine relaxation response similar to that of Sham groups and concomitant administration with mothwash reversed this improvement. In hypertensive rats, treatment with L-arginine increased nitrate concentrations in the aorta and the mouthwash reversed this increase. Also, mouthwash tended to decrease plasma concentrations of nitrite, nitrosylated species and nitrosotiois. Conclusion: In our study, L-arginine was able to reduce blood pressure and to improve vascular function in hypertensive rats and the mouthwash was able to reverse these effects. Therefore, it is suggested that maintenance of the enterosalivary cycle is important for the antihypertensive effect of L-arginine
 
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Publishing Date
2019-11-12
 
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