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Thèse de Doctorat
DOI
https://doi.org/10.11606/T.16.2020.tde-02042021-162003
Document
Auteur
Nom complet
Mirela Geiger
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2020
Directeur
Jury
Bruna, Paulo Julio Valentino (Président)
Silva, Helena Aparecida Ayoub
Andrade, Nelson
Fehr, Lucas
Suzuki, Marcelo
Titre en portugais
Arquitetura escolar pública paulista: Companhia de Construções Escolares do Estado de São Paulo - CONESP 1976-87
Mots-clés en portugais
Companhia de Construções Escolares do Estado de São Paulo - Conesp.
Escolas públicas (arquitetura)
História da arquitetura
Resumé en portugais
Ao longo de sua história, a arquitetura escolar pública paulista produziu edifícios reconhecidos nacionalmente como significativos exemplares arquitetônicos. Estes foram construídos no início da República até 1920, as 12 escolas pré-modernas projetadas, em 1936, por José Maria da Silva Neves e Hernani do Val Penteado na cidade de São Paulo, as escolas do Convênio Escolar para a capital nos anos 1950 de autoria dos arquitetos de formação carioca, Hélio Duarte, Eduardo Corona, Roberto Tibau e o paulista Ernest Mange. Nos anos 1960, a arquitetura escolar que era produzida em São Paulo, notadamente, por Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha no período conhecido como Ipesp, quando o Instituto de Previdência do Estado de São Paulo financiava a construção destas escolas. Esta produção tem o reconhecimento nacional por sua importância arquitetônica; no entanto esta produção de reconhecimento nacional é pontual. Paralelamente a estes importantes edifícios construídos em pequena escala, até 1966, o Departamento de Obras Públicas tinha a incumbência de projetar e construir escolas em uma proporção muito maior. Só a partir de 1966, o Fundo Estadual de Construções Escolares - Fece passa a ser o único responsável por planejar, projetar e construir as escolas estaduais. Sucedido pela Companhia de Construções Escolares do Estado de São Paulo - Conesp e, por sua vez, pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE, atual responsável por essa atribuição. Desse modo, observa - se que a arquitetura produzida pela Conesp não atinge esse patamar de qualidade. Mas, pela primeira vez no país um órgão governamental implanta um novo conceito de projetar, uma nova metodologia de projeto, de edifícios a serem produzidos em larga escala. Para tanto, estabelece padronizações e sistematizações que permitem construir edifícios de forma massiva, a curto prazo e a baixo custo, por meio de um processo de projetar importado da Europa, notadamente da Inglaterra e dos Estados Unidos. A escassez de edifícios escolares nas nações sob a órbita do sistema capitalista, tanto nos países desenvolvidos e industrializados, devido ao crescimento demográfico intenso pós - II Guerra Mundial, como também nos países em desenvolvimento que, além da explosão demográfica, estavam em processo de urbanização e de migrações internas intensas. Nesse momento, suscita uma força tarefa mundial no sentido de escolarizar todos esses continentes. No Brasil, desde o início da República, foram adotados projetos "padrão", reimplantados inúmeras vezes independente da conformação do terreno. A proposta inicial da Conesp vai em direção contrária, a partir de módulos, componentes construtivos, dimensionamento rígido de ambientes e propõe, inicialmente, projetar um a um seus edifícios de forma rápida, possibilitada por essa nova metodologia. Mas são adotados edifícios pavilhonares, pela facilidade de assentamento no lote nos mais diversos perfis topográficos que, muitas vezes, desconsideram a orientação solar e seu entorno urbano, dividindo o edifício em blocos, administrativo, didático e de vivência. Cada um destes blocos tem uma circulação com extensos corredores que são ligados entre si por passagens cobertas. Em sua maioria, os edifícios escolares passam a perder sua unidade e seu valor simbólico. Esta metodologia de projeto é disseminada mundialmente pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - Unesco que estabelece uma cooperação com a União Internacional dos Arquitetos - U.I.A. que, por sua vez, cria o Comitê de Construções Escolares e passa a desenvolver material técnico específico para essa temática.
Titre en anglais
Public School Architecture in São Paulo: Company of School Buildings in the State of São Paulo: Conesp |1976-1987.
Mots-clés en anglais
Company of School Buildings in the State of São Paulo - Conesp
History of architecture
Public schools (architecture)
Resumé en anglais
Along its history, public school architecture has produced buildings which are nationwide acknowledged as significant architectural examples. Among the distinguished buildings encompassed in this category one should start with those built in the period spanning from the beginning of the Republic to the 20 ?s. Then, there are the 12 pre-modern schools designed in 1936 by José Maria da Silva Neves and Hernani do Val Penteado in the city of São Paulo, followed by those built during the School Agreement for the capital, in the 50 ?s, authored by the architects Hélio Duarte, Eduardo Corona, Roberto Tibau from Rio de Janeiro and Ernest Mange from São Paulo. In the 60 ?s, there follows the school architecture produced in São Paulo, notably by Vilanova Artigas and Paulo Mendes da Rocha, in the period known as Ipesp, when the Social Welfare Institute of the State of São Paulo financed the construction of these schools. Despite being nationally renowned due to its architectural relevance, this notable production is unique. In parallel to these important buildings built in small scale, the Department of Public Works was, up to 1966, the agency in charge of designing and building schools in a much greater proportion. It was not until 1966 that the State Fund for School Buildings - Fece starts to be the single unit responsible for planning, designing and building state schools. Then, it was followed by the State Company of School Buildings in the State of São Paulo - Conesp and, subsequently, by the Foundation for the Developmet of Education - FDE, which is currently responsible for this assignment. It is worth pointing out that the architecture produced by Conesp does not reach the same quality level as those unique buildings. But for the first time in the country a governamental agency establishes a new concept and methodology for designing buildings to be built in a large scale. In order to do so, it establishes standardizations and systematizations which make it possible to build massively, in a short period of time and at a low cost, by making use of a designing process imported from Europe, notably from England and also from the United States. There was a scarcity of school buildings in countries organized around the capitalist system, both in developed and industrialized countries, due to the intense population growth in the post- World War II , as well as in developing countries which were going through a process of urbanization and major domestic migrations. This moment gives rise to a world task force for providing education to all these continents. In Brazil, since the beginning of the Republic, there was the adoption of "standard" designs, built in a number of sites regardless of the plot features. The initial proposal of Conesp follows the opposite direction, counting on modules, building components, strict room dimensioning and geometric configuration, with a view to design its building one by one in a fast pace enabled by this new methodology. This is one of its merits. But the buildings adopted are in the form of pavillions due to the easiness of placement in sites of the most varied topographic features, many times not taking into account the sun orientation and its urban surroundings, dividing the building in blocks, that is, administrative, instructional and living "pavillions". Each of these blocks makes use of extensive corridors in order to provide circulation and the buildings are connected by covered paths. In their vast majority, the school buildings begin to lose theirs unity and simbolic value. This design methodology is wordwide disseminated by the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - Unesco which establishes a cooperation with the International Union of Architects - U.I.A. which, in its turn creates the School Building Committee and begins to develop specific technical material over this topic.
 
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TEMirelaGeiger_rev.pdf (38.44 Mbytes)
Date de Publication
2021-04-30
 
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