Doctoral Thesis

Document
Doctoral Thesis
Full name
Luis Antonio Gioia Ettore
E-mail
Institute/School/College
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Date of Defense
2024-09-02
Published
São Paulo, 2024
Committee
Barros, Lucas Ayres Barreira de Campos (President)
Martins, Henrique Castro
Flores, Eduardo da Silva
Santana, Verônica de Fátima
Title in English
Essays on remote voting and minority shareholder empowerment
Keywords in English
Board of directors, Corporate governance, Minority institutional investor, Remote voting, Shareholder activism
Abstract in English
I study whether minority shareholder empowerment, enabled by the remote voting adoption, impacts corporate governance outcomes through greater foreign shareholder participation and influence. I constructed a unique governance and activism dataset, including administrative and hand-collected data. Regarding Essay 1, in a natural experiment setting, the difference-in-differences approach estimates that the mechanism increased the voting turnout by 8 p.p. in the first year of adoption. 98% of the users are international investors. Analyzing the investing patterns of four of the biggest funds and corporate diversity pushers worldwide, I find that they considerably enhanced the number of invested companies, starting during the remote voting adoption. There was also an increase in the presence and voting participation of pension funds and sustainability-driven investors at general meetings. Mainly, I document an increase of approximately 3 p.p. in the percentage of women on boards, representing nearly 50% of the pre-adoption ratio of female directors. Foreign investors' support for female directors during board elections increased sixfold, migrated from male directors. The results have several policy implications. In particular, they provide evidence on the potential of the participation of international investors with universal ownership as a mechanism to reduce the gap in the quality of governance practices between developed and emerging economies and address strategies to enhance corporate board gender diversity other than quota-related regulations. In Essay 2, we study the impact of a cost reduction shock on minority shareholder engagement, corporate governance board-related outcomes and corporate transparency. We find that foreign institutional investors vote more, increase their holdings, and are less likely to support incumbent directors. There was a considerable increase in dissident voting amongst international shareholders. The companies ownership holding of foreign main voters increased by 1 p.p. during the first year of implementation. The remote voting was able to enhance by over 4 p.p. the percentage of independent directors. There was also a relevant increase in the installation of monitoring bodies, especially the ones unsubordinated to the board. Finally, the implementation allowed companies to produce and disclose more and bigger voting-related reports regarding their content, utility, comprehensibility, and size. In Essay 3, we study the Brazilian corporate landscape and its governance dynamics, shareholder engagement and social perspective. There has been an increase of shareholder-sponsored proposals, especially around the first years of remote voting adoption, when it more than doubled. The overall approval of shareholder-sponsored proposals also significantly increased between 2018 and 2021. Importantly, foreign investors outline the poor quality of disclosure from Brazilian companies as their main reason for dissident voting. ESG-related poor disclosure complaints from international institutional investors enhanced after 2016. We also observe that there has been an increase in the proportion of black or brown people in decision-making positions, but the levels are still low, around 20%. We show that during the last decade, personnel compensation in relation to assets decreased by more than 2 p.p. for high-reputation firms. On the other hand, the social and environmental scores increased over time for the same high-reputation firms.
Title in Portuguese
Ensaios sobre votação à distância e empoderamento dos acionistas minoritários
Keywords in Portuguese
Ativismo dos acionistas, Conselho de administração, Governança corporativa, Investidor institucional minoritário, Voto à distância
Abstract in Portuguese
Estudo se o empoderamento dos acionistas minoritários, facilitado pela adoção do voto à distância, impacta variáveis de governança corporativa por meio de uma maior participação e influência dos acionistas estrangeiros. Construí uma base de dados única sobre governança e ativismo, incluindo dados administrativos e coletados manualmente. Em relação ao Ensaio 1, através de um experimento natural, a abordagem de diferenças em diferenças estima que o mecanismo aumentou o quórum em 8 p.p. no primeiro ano de adoção. 98% dos usuários são investidores internacionais. Analisando os padrões de investimento de quatro dos maiores fundos e promotores da diversidade corporativa mundialmente, observo que eles aumentaram consideravelmente o número de empresas investidas, começando durante a adoção do voto remoto. Houve também um aumento na presença e participação de fundos de pensão e investidores focados em sustentabilidade em assembleias gerais. Principalmente, documento um aumento de aproximadamente 3 p.p. na porcentagem de mulheres em conselhos, representando quase 50% da proporção pré-adoção de diretoras. O apoio de investidores estrangeiros às diretoras durante as eleições para o conselho aumentou seis vezes, migrando dos diretores do sexo masculino. Os resultados têm várias implicações de política pública como o aumento da diversidade de gênero nos conselhos de administração através de investidores com propriedade universal. No Ensaio 2, estudamos o impacto de um choque de redução de custos no engajamento dos acionistas minoritários, na independência do conselho de administração e transparência corporativa. Encontramos que investidores institucionais estrangeiros votam mais, aumentam suas participações e são menos propensos a apoiar diretores incumbentes. Houve um aumento considerável na votação dissidente entre acionistas internacionais. A participação acionária dos principais investidores estrangeiros aumentou em 1 p.p. durante o primeiro ano de implementação. O voto remoto foi capaz de aumentar em mais de 4 p.p. o percentual de diretores independentes. Houve também um aumento relevante na instalação de órgãos de monitoramento, especialmente aqueles não subordinados ao conselho. Finalmente, a implementação permitiu que as empresas produzissem e divulgassem atas e mapas de votação com mais conteúdo, utilidade, compreensibilidade e tamanho. No Ensaio 3, estudamos o cenário corporativo brasileiro e sua dinâmica de governança, engajamento dos acionistas e perspectiva social. Houve um aumento de propostas patrocinadas por acionistas, especialmente nos primeiros anos da adoção do voto remoto, quando mais do que dobraram. A aprovação geral das propostas patrocinadas por acionistas também aumentou significativamente entre 2018 e 2021. Observa-se que investidores estrangeiros destacam a baixa qualidade de divulgação das empresas brasileiras como sua principal razão para votação dissidente. As reclamações de investidores institucionais internacionais sobre a divulgação de baixa qualidade relacionadas a aspectos ESG aumentaram após 2016. Observamos também que houve um aumento na proporção de pessoas negras ou pardas em posições de tomada de decisão, mas os níveis ainda são baixos, em torno de 20%. Mostramos que durante a última década, o salário dos empregados em relação ao ativo diminuiu mais de 2 p.p. para empresas de alta reputação. Por outro lado, as pontuações sociais e ambientais aumentaram ao longo do tempo para as mesmas empresas de alta reputação.

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Publishing Date
2025-04-24

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