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Master's Dissertation
DOI
https://doi.org/10.11606/D.11.2020.tde-13082020-151426
Document
Author
Full name
Danilo Andretta
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Piracicaba, 2020
Supervisor
Committee
Santos, Heliani Berlato dos (President)
Irigaray, Hélio Arthur Reis
Mendes, Luciano
Santos, Carolina Maria Mota
Title in Portuguese
"Deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher, e os dois formarão uma só carne": a dual career sob a influência da religião
Keywords in Portuguese
Casais evangélicos
Dual career
Relação trabalho-família
Religião
Abstract in Portuguese
Nas últimas décadas, o fenômeno dual career tem sido amplamente explorado sob vários aspectos da literatura. O que permanecia intocado, pelo menos até recentemente, era o contexto sociocultural que envolvia as vivências das famílias dual career. A partir do modelo conceitual proposto e ampliado por Berlato (2018), a dimensão sociocultural é tida como a base para a compreensão da complexa rede de significados que permeia a dual career. Neste sentido, esta pesquisa buscou explorar essa dimensão a partir do fenômeno da religião. O objetivo da pesquisa foi compreender o gerenciamento das esferas trabalho e família para casais dual career evangélicos. Dez casais foram entrevistados de forma individual e conjunta, totalizando trinta entrevistas. A análise de discurso possibilitou a identificação de três categorias. Na primeira categoria, intitulada "A religião institui uma realidade sagrada", os relatos revelaram o entendimento de família como uma criação de Deus. Dentre as questões desta categoria, a mais conflituosa é o entendimento da mulher como submissa na relação familiar. Os casais sustentam o rompimento com a visão de que a mulher deve obedecer cegamente ao cônjuge. Contudo, ao mesmo passo que a mulher passa a ser posicionada ao lado do cônjuge, os casais ainda reconhecem que o homem é a principal autoridade na família. O homem é o "cabeça" da casa, possuidor de uma autoridade espiritual e responsável por conduzir e proteger a família. Nesta primeira categoria emergiram as seguintes subcategorias: a família como instituição divina, a bíblia como elemento central para os casais evangélicos, a fuga da realidade mundana, o evangélico como exemplo, a mulher submissa - uma questão conflituosa, a religião como lente do mundo, a conexão com Deus, o evangélico é discriminado, uma religião sem placas, e um exemplo para os filhos. A segunda categoria buscou salientar os aspectos que permeiam a esfera familiar. Intitulada como "A supremacia familiar", esta categoria revelou que a família tem uma importância superior ao trabalho. Neste repertório, os casais reconhecem os papéis sociais do homem e da mulher. O homem é visto como direcionador, protetor, mais racional e rígido com os filhos, responsável pelo sustento e a figura de referência na família. A mulher, por outro lado, representa o lado emocional e dedicada à criação dos filhos. Embora não seja uma visão compartilhada por todos os casais entrevistados, ela é predominante. No que tange à divisão das tarefas domésticas, ambos os cônjuges colaboram com as demandas da casa. Alguns homens perpetuam a ideia de que a mulher é a principal responsável pela casa. Quanto aos cuidados dos filhos, os discursos mostram um compartilhamento muito maior entre os cônjuges. O que se observa é que o discurso em torno dos papéis sociais em determinados momentos destoa das vivências destes casais. Os discursos realçam como a interlocução entre trabalho e família é significativa para os casais evangélicos, pois é a partir do casamento que o olhar sobre as trajetórias de carreira deixam de ser vistas unicamente sob o enfoque do indivíduo e passam a ser visualizadas a partir do casal. Na segunda categoria emergiram as subcategorias: o significado de família, o modelo de família cristão, a cristalização dos papéis sociais a partir da religião, o casal evangélico e o seu envolvimento nas atividades religiosas, a organização das tarefas domésticas, a visão de igualdade na criação dos filhos, a família como produtora de conflitos, e o casamento muda tudo. Na terceira categoria, denominada "A família e a religião ressignificam o trabalho", os casais falam a respeito de suas trajetórias de carreira. Ao sedimentar a religião e a família como instituições fortemente significativas para os indivíduos, o trabalho aqui é entendido como aquilo que possibilita atender às necessidades da família. No que diz respeito à renda, ainda há uma ideia de que o homem deve ganhar mais do que a mulher por ser o responsável pelo sustento da família. O trabalho é visto ora como produtor de conflitos para a família, ora visto como produtor de benefícios. Nesta terceira categoria emergiram as seguintes subcategorias: o significado do trabalho, o casamento como norteador da trajetória profissional, o estudo como elemento importante na carreira, quem deve ganhar mais?, as influências da religião sobre o trabalho, o trabalho como produtor de conflitos, há igualdade entre homens e mulheres no trabalho?, o valor da família para as organizações, o diálogo e a tomada de decisão para os casais evangélicos, o trabalho como produtor de benefícios para a família, e trabalho ou carreira? A partir desta pesquisa, destacou-se que a dimensão sociocultural é significativa para a compreensão da relação dual career e não ela deve ser ignorada pelas organizações, principalmente ao considerar que os casais evangélicos não colocam o trabalho à frente da família e representam um perfil em ascensão no país.
Title in English
"A man leaves his father and mother and is united to his wife, and they become one flesh": a dual career under the influence of religion
Keywords in English
Dual career
Evangelical couples
Religion
Work-family relationship
Abstract in English
In the last few decades, the dual career phenomenon has been widely explored in several aspects of the literature. What remained untouched, at least until recently, was the socio-cultural context that involved the experiences of dual career families. Based on the conceptual model proposed and expanded by Berlato (2018), the socio-cultural dimension figured as the basis for understanding the complex network of meanings that permeates the dual career. In this sense, this research sought to explore this dimension based on the phenomenon of religion. The objective of the research was to understand the management of work and family spheres for dual career evangelical couples. Ten couples were interviewed individually and jointly, totaling thirty interviews. The discourse analysis of the interviews made it possible to identify three categories. In the first category, entitled "Religion institutes the sacred reality", the reports revealed the family is understanding as God's creation. Among the issues that stand out in this category, the most conflicting is the understanding of women as submissive in the family relationship. Couples support the break with the view that a woman must blindly obey her spouse. However, at the same time that the woman is positioned next to the spouse, couples still recognize that the man is the main authority in the family. The man is the "head" of the house, possessing a spiritual authority and responsible for leading and protecting the family. In this first category, the following subcategories emerged: the family as a divine institution, the bible as a central element for evangelical couples, the escape from worldly reality, the evangelical as an example, the submissive woman - a conflictual issue, religion as the lens of the world, the connection with God, the evangelical is discriminated against, a religion without signs, and an example for children. The second category sought to highlight the aspects that permeate the family sphere of evangelical couples. Titled as "The centrality of the family for evangelical couples", this category revealed that the family is of greater importance than work. In this repertoire, couples recognize the social roles of men and women. The man is seen as a leader, protector, more rational and rigid with his children, responsible for the support and the reference figure in the family. The woman, on the other hand, represents the emotional side and dedicated to raising children. Although it is not a view shared by all couples interviewed, it is prevalent. Regarding the division of domestic tasks, both spouses collaborate with the demands of the home. Some men perpetuate the idea that the woman is primarily responsible for the home. As for the care of children, the speeches show a much greater sharing between the spouses. What is observed is that the discourse around social roles at certain times is different from the experiences of these couples. The speeches highlight how the interlocution between work and family is significant for couples who experience dual career, since it is after marriage that the look at career trajectories is no longer seen only under the individual's focus and begins to be viewed from the family perspective. In the second category, the subcategories emerged: the meaning of family, the Christian family model, the crystallization of social roles based on religion, the evangelical couple and their involvement in religious activities, the organization of domestic tasks, the vision of equality in raising children, the family as a producer of conflicts, and marriage changes everything. In the third category, called "How my work is meant through family and religion", couples talk about their career paths. By consolidating religion and the family as strongly significant institutions for individuals, work here is understood as what makes it possible to meet the needs of the family. With regard to income, there is still an idea that men should earn more than women because they are responsible for supporting the family. Work is also seen at times as a producer of conflicts for the family, at times as a producer of benefits. In this third category, the following subcategories emerged: the meaning of work for evangelical couples, marriage as a guide to the professional trajectory, study as an important element in the career, who should earn more?, the influences of religion on work, work as producer of conflicts, is there equality between men and women at work?, the value of the family for organizations, dialogue and decision-making for evangelical couples, work as a producer of benefits for the family, and work or career? From this research, it was highlighted that the socio-cultural dimension is significant for the understanding of the dual career relationship and it should not be ignored by organizations, especially when considering that evangelical couples do not put work ahead of the family and represent a profile in rise in the country.
 
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Danilo_Andretta.pdf (1.94 Mbytes)
Publishing Date
2020-08-14
 
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