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Mémoire de Maîtrise
DOI
10.11606/D.100.2018.tde-02022018-120130
Document
Auteur
Nom complet
Clara Cecilia Seguro da Silva
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2018
Directeur
Jury
Ansara, Soraia (Président)
Dantas, Bruna Suruagy do Amaral
Freitas, Eduardo Luiz Viveiros de
Magalhães, Valéria Barbosa de
Titre en portugais
Memória das mulheres zapatistas: participação, mobilização e a construção do ser mulher no movimento zapatista
Mots-clés en portugais
Acteal
EZLN
Indígenas
Memória
México
Mobilização
Mulheres zapatistas
Participação política
Resumé en portugais
O movimento zapatista tem dedicado espaço à luta das mulheres desde seu princípio em 1980, segundo o que se expressa em comunicados oficiais. O movimento nasce seguindo o modelo de guerrilha, porém, nos primeiros dias de combate cede à opinião pública, aceitando a via pacífica de mobilização política para alcançar seus objetivos, assumindo os modelos de reinvindicação dos Novos Movimentos Sociais. Desta forma, o objetivo desta pesquisa é entender o processo de mobilização e participação política das mulheres nas comunidades zapatistas. Mais especificamente, procuramos identificar o que mobilizou-as a participarem do movimento zapatista; entender o impacto que estas mulheres percebem em suas vidas e na vida de outras mulheres. Para tal entrevistamos quatro mulheres que se envolveram no movimento zapatista em diferentes níveis bem como as observações feitas em campo e analisamos seus discursos a partir das suas memórias. Para isso fizemos uma análise com base na Memória Coletiva, Maurice Halbwachs (1990) e Ecléa Bosi (2004; 2012); na participação e mobilização política, Sidney Tarrow (1997), Alberto Melucci (1989; 1999) e Maria da Glória Gohn (2014; 2014a); e as teorias feministas latino-americanas. Percebemos o entrelaçamento das memórias familiares dessas mulheres com fatos políticos marcados na história política recente do Estado mexicano, e os destaques de datas, personagens e lugares marcados na história política do movimento; as oportunidades políticas e as redes articuladas pelo movimento zapatista. Destaca-se como três dessas quatro mulheres conseguiram criar uma relação com as organizações de que fazem parte, de forma a realizar seus sonhos, mas sem se desvincular totalmente destas, o que parece ter contribuído para sua emancipação; bem como, as diretrizes do movimento influenciaram suas escolhas profissionais e pessoais, e seus avanços e críticas a partir dos feminismos
Titre en anglais
Memory of the Zapatista Women: participation, mobilization and the construction of being a woman in the Zapatista movement
Mots-clés en anglais
Acteal
EZLN
Memory
Mexico
Mobilization
Natives
Political engagement
Zapatista women
Resumé en anglais
The Zapatista movement has been giving room to the women's fight since it's first begging in 1980.The movement was born designed by the guerrilla model, however, it was laid aside due to the pressure from public opinion, accepting the "pacific path" to reach it's goals, assuming the reimbursement models of the New Social Movements. Based on that, the general aim of this research is to understand the process of mobilization and politic participation of women in the Zapatist comunits; The specific goals are: to know what has mobilized women to be part of the Zapatista movement; to understand the impact of the movement felt on their lives and on the other women's lives. For this purpose, the reports of four women involved in different levels of the Zapatista movement were collected and analyzed, from their memories as well as field observations. For this we did an analysis based on Collective Memory, Maurice Halbwachs (1990) and Ecléa Bosi (2004; 2012); In participation and political mobilization, Sidney Tarrow (1997), Alberto Melucci (1989; 1999) and Maria da Glória Gohn (2014; 2014a); And feminist Latin American theories. The interweaving of these women's family memories with recent Mexican history political facts were seized and, besides that, dates, characters and places were highlighted and marked in the political history of the movement. Emphasis were given on how three of these four women were able to build a relationship with the organizations they are part of in order to realize their dreams while still being linked to them as well as the directives of the movement influenced their professional and personal choices and their advances and criticisms from feminisms
 
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Date de Publication
2018-03-02
 
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