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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Nathália Souza Paulino da Silva
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Kfoury Junior, José Roberto (Presidente)
Caires, Rodrigo Antunes
Silva, Bárbara Marques Serra Pereira Antunes da
Título em português
Anatomia do Bulbo olfatório em Sphyrna lewini juvenil (GRIFFITH & SMITH, 1834): (tubarão-martelo) (Elasmobranchii: Carchahinidae)
Palavras-chave em português
Microscopia
Sistema olfatório
Sphyrnidae
Tubarão-martelo
Resumo em português
O tubarão-martelo Sphyrna lewini (GRIFFITH & SMITH, 1834) é uma espécie cosmopolita de hábitos costeiros e oceânicos pertencente a ordem Carcharhiniformes. A cabeça achatada dorso-ventralmente e expandida lateralmente em um cefalofólio os conferem uma peculiaridade morfológica frente às demais espécies, resultando em órgãos olfatórios grandes. Dado a morfologia peculiar da cabeça e o potencial relevante do tubarão-martelo para navegação em dois ambientes marinhos distintos, postulamos que tal peculiaridade poderia ter reflexos na arquitetura do bulbo olfatório e do órgão olfatório periférico (a roseta olfatória) como adaptação olfatória dessa espécie em seu habitat. Assim, este trabalho analisou estas estruturas pela microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Os bulbos olfatórios são macroscopicamente longos e coesos, não apresentam turgências ou subdivisões. As análises histológicas mostraram uma camada periférica conjuntiva, uma camada glomerular e uma camada de feixes nervosos suportados por uma extensa massa de células mitrais. As rosetas olfatórias consistem em um número de lamelas (não determinado) cobertas por epitélio olfatório sensorial disposto em coluna, composto por neurônios receptores grandes e alongados que apresentam microvilos na região apical, células basais arredondadas e uma lâmina basal de suporte. Embora as estruturas que compõem o sistema olfatório do tubarão-martelo Sphyrna lewini sejam grandes macroscopicamente e com maior área de superfície epitelial sensorial, não há evidência direta correlacionando o tamanho dessas estruturas à sensibilidade olfatória.
Título em inglês
Anatomy of the Olfactory Bulb in Young Sphyrna lewini (GRIFFITH & SMITH, 1834): (hammerhead-shark) (Elasmobranchii: Carchahinidae)
Palavras-chave em inglês
Hamerhead shark
Microscopy
Olfactory System
Sphynidae
Resumo em inglês
The hammerhead shark Sphyrna lewini (GRIFFITH & SMITH, 1834) is a cosmopolitan species of coastal and oceanic habits belonging to the order Carcharhiniformes. The head, compressed dorso-ventrally and laterally expanded in a cephalofoil, correspond to a morphological peculiarity in relation to the other species, resulting in large olfactory organs. Given the peculiar morphology of the head and the relevant potential of the hammerhead shark for navigation in two distinct marine environments, we postulate that this particularity may be reflected in the architecture of the olfactory bulb and the peripheral olfactory organ (the olfactory rosette) as an olfactory adaptation of this species to its habitat. Therefore, this work examined these structures by light microscopy (LM) and scanning electron microscopy (SEM). The olfactory bulbs are macroscopically long and cohesive, with no swellings or subdivisions. Histological analyzes showed a conjunctive peripheral layer, a glomerular layer and a layer of nerve bundles supported by an extensive mass of mitral cells. Olfactory rosettes consist of a number of lamellae (not determined) covered by sensory olfactory epithelium arranged in a column, composed of large and elongated receptor neurons that present microvilli in the apical region, rounded basal cells and a basal lamina of support. Although the structures that make up the olfactory system of the Sphyrna lewini are large macroscopically and with greater sensory epithelial surface area, there is no direct evidence correlating the size of these structures to the olfactory sensitivity.
 
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Data de Publicação
2019-10-15
 
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