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Tese de Livre Docencia
DOI
10.11606/T.8.2013.tde-14032013-104333
Documento
Autor
Nome completo
Luis Antonio Bittar Venturi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2012
Banca examinadora
Ross, Jurandyr Luciano Sanches (Presidente)
Conti, José Bueno
Guerra, Antonio José Teixeira
Sanchez, Miguel Cezar
Théry, Hervé Émilien René
Título em português
Oriente Médio: o compartilhamento e a tecnologia revertendo a perspectiva de escassez hídrica e conflitos
Palavras-chave em português
Compartilhamento
Conflito
Recurso hídrico
Resumo em português
Ao se tratar de Oriente Médio, a água é tema central, seja pela escassez deste recurso em si, seja por relacionar-se à ideia de conflito. Com muita frequência, o primeiro aspecto associa-se ao segundo. Este esquema lógico: conflito como decorrência da escassez hídrica é tão amplamente utilizado e facilmente absorvido por qualquer um que se interesse pela região, que acaba se tornando um modelo explicativo. Porém, este paradigma deve ser rediscutido, uma vez que a realidade do Oriente Médio contemporâneo tem se alterado aceleradamente. Por um lado, os países que compartilham águas, como aquelas da bacia do rio Eufrates, parecem consolidar entendimentos deixando a ideia de conflito cada vez mais distante. Já, nos países do Golfo Pérsico, de extrema escassez natural, a inserção técnica gera autonomia de abastecimento e anula as possibilidades de conflitos envolvendo recursos hídricos, exigindo dos geógrafos uma revisão dos padrões teórico-conceituais relacionados à água como recurso natural. Diante das novas realidades daquela região, esta pesquisa tem como objetivo central demonstrar a necessidade de uma revisão teórico-conceitual acerca do recurso hídrico. Como desdobramento deste objetivo, propomos um aperfeiçoamento do paradigma explicativo escassez-conflito e, ao mesmo tempo, uma maior acurácia conceitual acerca da água enquanto recurso renovável. Orientamos a tese pela hipótese geral de que, tanto o compartilhamento entre os países como o atual grau de inserção técnica na produção de água tornariam os atuais paradigmas explicativos e conceituais acerca do recurso hídrico pouco eficientes para a compreensão destas realidades eleitas para esta análise. O estudo baseou-se na análise evolutiva da história recente de dois contextos que, embora muito distintos, juntos, abrangem quase a totalidade do Oriente Médio, portanto, mais representativos da região. Esta análise pautou-se, em grande parte, pela escola da Geografia Regional, razão pela qual apoiamo-nos em autores como Raoul Blanchard, Emmanuel De Martonne, Paul Vidal de La Blache, W.B. Fisher, Pierre Gourou, Sir Laurence Dudley Stamp, mas também em Max Sorre, citados com frequência ao longo do texto. O primeiro contexto relaciona-se a uma situação de águas compartilhadas, representado pela bacia do rio Eufrates, envolvendo a Turquia (nascentes e alto curso), Síria (médio curso) e Iraque (curso inferior e foz). O segundo contexto refere-se ao Golfo Pérsico, focalizando pelo menos dois países, (Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita), devido sua representatividade na região que se caracteriza, entre outros aspectos, pelo forte estresse hídrico aliado ao alto desenvolvimento tecnológico voltado para a produção de água potável. Metodologicamente, conduzimos esta pesquisa sob a perspectiva hipotético-dedutiva, partindo-se de sentenças gerais dadas pelo paradigma escassez hídrica-conflito e pelo conceito de recurso hídrico. Tais elementos teóricos foram confrontados com a realidade empírica do Oriente Médio e, na busca de sua compreensão, foram falseados. Tecnicamente, apoiamo-nos em análise documental, entrevistas, registros fotográficos, produtos cartográficos e, sobretudo, em extensos trabalhos de campo que forneceram o lastro empírico necessário aos argumentos propostos.
Título em inglês
Middle East: the sharing and technology reversing the prospect of water scarcity and conflicts
Palavras-chave em inglês
Conflict
Hydric resource
Sharing
Resumo em inglês
When Middle East is the main issue, water plays an important role either by its scarcity or by bringing the idea of conflict, and quite often both sides are intertwined. This logical principle: a dispute, which is derived from scarceness, is widely used and easily understood by anyone who is interested in the region which will eventually become a model of account. Notwithstanding this paradigm must be reviewed once Middle East`s contemporary status quo has swiftly been changed. On one hand, countries which share water, as those in the Euphrates basin, seem to settle agreements leaving behind the specter of conflict. On the other hand, in the Gulf states, technological input in water production voids any likelihood of struggle for water resources given these countries autonomy of supply, requiring from geographers a conceptual review on water as natural resource. Facing the contemporary reality of that region, this research aims prove the need of a theoretical and conceptual revision referring to water. Consequently, we propose an improvement of the paradigm scarceness-conflict and more accuracy of the concept related to water. We oriented the research a general hypothesis that not only the interdependence between countries but also the high level of technological insertion into water production would became the actual theoretical premises insufficient to comprehend those realities chosen to this analysis. This report was based on the evolutive analysis of the recent history of two contexts that although quite distinct, together cover most of the Middle East and therefore better represent the region. This analysis was based, in considerable extent, on Regional Geography school and for this reason, authors as Raoul Blanchard, Emmanuel De Martonne, Paul Vidal de La Blache, W.B. Fisher, Pierre Gourou, Sir Laurence Dudley Stamp, but also Max Sorre, are constantly quoted along the text. The first context is related to the condition of shared water represented by the Euphrates basin, Turkey (springs and upper course), Syria (medium course) and Iraq (lower course and delta). The second context is related to the Gulf, focusing on at least two states, UAE and Saudi Arabia due to their representative environment in the region characterized, among other things, by the lack of water resources and technological development which assure production of drinking water. Methodologically, we conducted the research from a hypothetical-deductive perspective, starting from general sentences given by the paradigm scarceness-conflict and by the concept of water resource. These theoretical elements were collated with Middle East’s empirical realities but faltered in explaining them.Technicaly, we based on documental analysis, interviews, photographic registers, cartographic products and, mostly, on extensive field works which brought the necessary empirical lay to the arguments.
 
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Data de Publicação
2013-03-14
 
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