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Tese de Livre Docencia
Documento
Autor
Nome completo
Cassia Baldini Soares
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2007
Banca examinadora
Fonseca, Rosa Maria de Godoy Serpa da (Presidente)
Cohn, Amelia
Esposito, Marilia Pontes
Fujimori, Elizabeth
Mishima, Silvana Martins
Título em português
Consumo contemporâneo de drogas e juventude: a construção do objeto da perspectiva da saúde coletiva
Palavras-chave em português
Drogas de abuso
Juventude
Políticas públicas
Saúde coletiva
Valores sociais
Resumo em português
Este trabalho trata da construção do objeto consumo de drogas pela juventude, demonstrado a partir da análise crítica de estudos por nós produzidos, e que tomam como referência os fundamentos do campo da Saúde Coletiva e da Enfermagem em Saúde Coletiva, num movimento que partiu da avaliação de programas de prevenção do uso de drogas, amadureceu com a inscrição progressiva do conceito de necessidades de saúde e, finalmente, com a apropriação do conceito de valor para realizar o recorte do objeto de estudo e de intervenção. Tratamos dos eixos teóricos de nossa produção, levando em conta as diferentes maneiras sob as quais o consumo de drogas pela juventude vem sendo enfrentado, seja sob a ótica da pesquisa, seja sob a ótica das respostas sociais e públicas. As seguintes considerações – dispostas ao longo de quatro capítulos – são emblemáticas para o encaminhamento da proposta final, presente no quinto e último capítulo: 1) o consumo de drogas pelos jovens, manifestação contemporânea das adversidades que os cercam, merece ser compreendido na sua complexidade e enfrentado para além de sua manifestação fenomênica; 2) cabe ao campo da Saúde Coletiva e, como tal, à Enfermagem em Saúde Coletiva, subsidiar o encaminhamento de políticas e práticas sociais e públicas destinadas a apoiar e fortalecer a juventude, evidenciando em especial a sua atração/rejeição pelos objetos que permitem prazer imediato, entre eles, as drogas; 3) o consumo de drogas na contemporaneidade tem dimensão estrutural, está inscrito no espetáculo da marcha de expansão do capital e sob os postulados da “pós-modernidade”, vinculado aos interesses das grandes corporações de drogas lícitas e do narcotráfico; 4) a perspectiva ontológica de valor presente na produção de Georg Lukács, que trata da complexidade do processo de constituição dos sistemas humanos de valoração nas sociedades capitalistas e da relação incondicional entre necessidades e valores sociais na formulação de respostas aos desafios da existência humana, possibilita reconhecer que uma crise de valores – aludida por Marilena Chauí como crise de valores morais – sustentaria o eixo central e mediador da aproximação/distanciamento dos jovens ao “mundo das drogas” na contemporaneidade; 5) a categoria juventude, reordenada sob os conceitos de classe social, de geração e de conflito geracional por Marialice Foracchi, permite compreender os jovens das diferentes classes como sujeitos históricos e suas potencialidades para oferecer respostas coletivas diferentes daquelas formatadas pelos padrões dominantes do espetáculo; 6) o uso/desuso de drogas, lícitas ou ilícitas, tem caráter social e se expressa desigualmente no interior da juventude: sob a reestruturação produtiva, as juventudes brasileiras têm desiguais e diversas condições de acesso ao trabalho, à educação e aos bens socialmente produzidos, da mesma forma reagindo desigual e diversamente – no interior do processo de descontinuidade geracional – às inseguranças, à ordem instituída pelo mundo adulto, aos estímulos ao prazer imediato; 7) embora as políticas e práticas sociais públicas em nosso país, especialmente a partir da Constituição de 1988, tenham progressivamente incluído a juventude como um de seus focos de atenção – presente aí também o campo da saúde – os resultados não ultrapassam os limites do uso das noções de risco ou de fator de risco, especialmente revisitadas pelo projeto da nova saúde pública ao circunscrever o objeto de estudo/intervenção; 8) o campo da Saúde Coletiva, na distinção que mantém com os pressupostos e as diretrizes da nova saúde pública, se contrapõe ao modelo hegemônico de intervenção estrutural sobre o problema – o da guerra às drogas – mas também encaminha reservas em relação ao adotado modelo de redução de danos, oferecendo-se como baliza para produzir ações educativas de caráter emancipatório; 9) partindo da compreensão da natureza social dos fenômenos da saúde e da doença e, portanto, da relevância de se intervir sobre o plano dos determinantes e dos resultados, a Saúde Coletiva apela para que se considere a juventude na sua historicidade, na sua potencialidade para a realização de práxis sociais criativas e na possibilidade de que, estimulados por metodologias apropriadas, os jovens das diferentes classes sociais expressem os valores e necessidades que apoiam suas respostas aos desafios que os cercam, núcleos fundamentais para a construção de seu fortalecimento e de estratégias de superação dos problemas que os perturbam; 10) sob o eixo da instrumentalização da inteligência popular e ancorada pela contribuição da pedagogia histórico-crítica proposta por Dermeval Saviani, uma proposta educativa de caráter emancipatório poderá levar os jovens a se apropriar do entendimento das raízes que suportam o consumo de drogas, potencializando sua capacidade de aglutinação no encaminhamento de soluções coletivas. Munidos por tais considerações, que colocam em debate a complexidade do problema tratado, direcionados pela análise de Richard Sennett acerca da cultura no novo capitalismo, apresentamos as bases de um projeto de pesquisa em desenvolvimento cujo objetivo é o de sistematizar um arcabouço teórico-metodológico e operacional para intervenção junto a jovens, baseado nos valores sociais e relativos ao consumo de drogas em diferentes classes sociais, com a finalidade de alicerçar o desenvolvimento de políticas públicas que levem a estruturar práticas de intervenção não apenas voltadas ao desgaste da juventude, mas, sobretudo ao seu fortalecimento. Advoga-se o desenvolvimento de uma educação emancipatória para a constituição de uma cultura de resistência, forjada a partir do questionamento dos valores dominantes, do acolhimento de manifestações de descontentamento e do desenvolvimento de valores de compromisso e responsabilidade que posicionem os jovens na condição de sujeitos ético-políticos, incentivando a participação política e a solidariedade social.
Título em inglês
Contemporaneous drug consumption and youth: the construction of the object on the grounds of collective health.
Palavras-chave em inglês
Collective health
Public policies
Recreational drugs
Social values
Youth
Resumo em inglês
This study is a construction on the object of drug consumption among young people, by means of critical analysis of studies that we have produced. The reference point taken is the fundamentals of the field of Collective Health and Nursing within Collective Health. The study begins with an evaluation of programs for preventing drug use and is developed through progressively bringing in the concept of health needs and finally appropriating the value concept in order to focus on the study and intervention subject. These are the theoretical strands of our production, and they take into account the different ways in which drug consumption among young people is being tackled, both from a research viewpoint and from the viewpoint of social and public responses. The following points, which are laid out in four chapters, are emblematic for setting out the final proposal in the fifth and final chapter: 1) drug consumption by young people, a contemporaneous manifestation of the adversities that surround them, deserves to be understood in its full complexity and tackled by going beyond the manifestation of the phenomenon; 2) it is up to the field of Collective Health and, as such, to Nursing within Collective Health, to give backing to social and public policies and practices put forward for supporting and strengthening young people, especially with regard to attraction to and rejection of objects that enable immediate pleasure, among which drugs; 3) drug consumption today has structural dimensions and is part of the spectacle of the forward march of expanding capital, under the postulates of “post-modernity” and linked to the interests of the major legal drug corporations and those of drug trafficking; 4) the ontological value perspective present in work by Georg Lukács, which deals with the complexity of the process of setting up human value systems in capitalist societies and the unconditional relationship between needs and social values in formulating responses to challenges to human existence; this makes it possible to recognize that a crisis of values (referred to by Marilena Chauí as a crisis of moral values) is central to and mediates how close young people are to the “world of drugs” today; 5) reclassifying young people using Marialice Foracchi’s concepts of social class, generation and generation conflict allows young people from different classes to be understood as historical subjects with a potential to offer collective responses differing from those formatted by the dominant patterns of the spectacle; 6) use or nonuse of legal or illegal drugs has a social nature that is expressed unequally among young people: under conditions of production restructuring, Brazilian young people present inequalities and a variety of access conditions to work, education and socially produced assets, and likewise react unequally and differently (within a process of generation discontinuity) to insecurity, order instituted by the adult world and stimuli for immediate pleasure; 7) although social and public policies and practices in our country, especially since the 1988 constitution, have progressively included young people as one of their focuses of attention (also present in the field of health), the results have not gone beyond the limits of using the notions of risk or risk factors, which is particularly revisited through the new public health project in circumscribing the study and intervention subject; 8) the field of Collective Health, which is kept distinct through the presuppositions and guidelines of new public health, is set against the hegemonic model of structural intervention in the problem (the war on drugs) but also has reservations in relation to the harm reduction model adopted, and is offered as a marker for producing educational actions of emancipatory nature; 9) starting from understanding the social nature of health and disease phenomena and therefore from the relevance of intervening at the levels of determinants and results, Collective Health calls for young people to be considered historically and in terms of their potential for achieving creative social practice and the possibility that, with appropriate methodological stimulation, young people from different social classes may express values and needs that support their responses to the challenges that surround them, as fundamental nuclei for strengthening them and building strategies for overcoming the problems that trouble them; 10) following the line of giving power to people’s intelligence and anchored in the contribution of Dermeval Saviani’s proposal for historical-critical pedagogy, an educational proposal of emancipatory nature may lead young people to grasp an understanding of the roots that support drug consumption, thus giving them the capacity to get on track towards collective solutions. With these points in mind, which put the complexity of this problem into discussion (as guided by Richard Sennett’s analysis on the culture of new capitalism), we present the basis for a research project that is under development, in which the objective is to systematize a theoretical, methodological and operational framework for interventions among young people, based on social values and relating to drug consumption among different social classes, with the aim of grounding the development of public policies that lead to structuring intervention practices that are not just aimed at dealing with the wastage of young people but above all their strengthening. The development of emancipatory education to build a resistance culture is advocated, created through questioning the dominant values, giving space for expressions of discontent and developing the values of commitment and responsibility, thereby positioning young people as ethical-political subjects and encouraging political participation and social solidarity.
 
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Data de Publicação
2007-11-26
 
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