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Tese de Livre Docencia
DOI
10.11606/T.7.2014.tde-24102014-140953
Documento
Autor
Nome completo
Ana Luiza Vilela Borges
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2014
Banca examinadora
Oliveira, Maria Amelia de Campos (Presidente)
Fujimori, Elizabeth
Narchi, Nadia Zanon
Schor, Néia
Vieira, Elisabeth Meloni
Título em português
Atenção em contracepção e uso de métodos contraceptivos entre mulheres que passaram por um abortamento
Palavras-chave em português
Aborto
Enfermagem em saúde pública
Saúde reprodutiva
Resumo em português
Introdução. Mulheres que passaram por um abortamento correm risco de engravidar novamente uma a duas semanas após esta intercorrência. Por esta razão, o aconselhamento em contracepção e a oferta de métodos contraceptivos ainda durante a hospitalização são parte da atenção pós-abortamento. As evidências mostram que o uso de métodos contraceptivos é alto quando são disponibilizados insumos e aconselhamento ainda durante a hospitalização. Contudo, nada se sabe a respeito das práticas contraceptivas de mulheres brasileiras que passaram por abortamento, tendo em vista que a atenção em contracepção nesse período não é adequada, provavelmente por conta das restrições legais em relação ao abortamento induzido no Brasil. Objetivos. Analisar as práticas contraceptivas pós-abortamento de mulheres e o efeito da atenção em contracepção no uso de métodos contraceptivos nos seis meses após o abortamento. Métodos. Trata-se de um estudo observacional do tipo longitudinal, com mulheres hospitalizadas por abortamento em uma maternidade pública da cidade de São Paulo. Aquelas que foram encontradas um mês após a alta hospitalar (n=147) foram entrevistadas mensalmente por telefone até seis meses após o abortamento. As mulheres que relataram uma gravidez confirmada nesse período foram excluídas do estudo. Por se tratar de medidas repetidas e correlacionadas, os dados foram analisados por meio de Equações de Estimação Generalizadas, considerando a estrutura de correlação do tipo não estruturada. Resultados. A proporção de uso de métodos contraceptivos foi alta a partir do segundo mês pós-abortamento, sendo o mix contraceptivo composto por pílula oral, condom e injetáveis. A atenção em contracepção teve efeito positivo sobre o uso de métodos contraceptivos nos seis meses pós-abortamento. As mulheres que referiram ter recebido orientação sobre contracepção e passado por consulta médica no mesmo mês tiveram 2,16 vezes mais chance [IC95% 1,29-3,59] de usar métodos do que as mulheres que não reportaram tais eventos. Entretanto, não foi observado qualquer efeito estatisticamente significativo da atenção em contracepção quando esses eventos ocorreram isoladamente. Dezessete mulheres engravidaram nesse período, das quais dez referiram que a gravidez ocorreu antes do que queriam. Conclusões. A atenção em contracepção pós-abortamento contribuiu positivamente para o uso de métodos contraceptivos seis meses após o procedimento. O uso de métodos contraceptivos foi alto, mas as mulheres permaneceram em vulnerabilidade contraceptiva no primeiro mês pós-abortamento. A atenção em contracepção deve ser iniciada imediatamente após o abortamento, de forma a contemplar as intenções reprodutivas das mulheres tanto quanto as recomendações clínicas de espaçamento intergestacional, independentemente da legislação sobre interrupção voluntária da gravidez em vigor.
Título em inglês
Family planning services and contraceptive method use among post-abortion women
Palavras-chave em inglês
Abortion
Contraception
Public Health Nursing
Sexual and Reproductive Health
Resumo em inglês
Introduction. Family planning counseling and provision of contraceptive methods are key components of post-abortion care. This recommendation is based on the fact that following pregnancy termination, women are at risk of becoming pregnant again as early as two weeks after the procedure, even though a pregnancy interval of at least six months after any abortion (spontaneous or induced) is recommended. Due to the restricted legal status of abortion in Brazil, post-abortion family planning is poorly delivered. Although it is well known that contraception use is high when post-abortion family planning is provided, we do not know about contraceptive practices of Brazilian women after an abortion. Objectives. Our objectives were to analyze post-abortion contraceptive practices and to assess the effect of family planning services on contraceptive use over the six months post-abortion. Methods. This prospective observational cohort study sampled 147 women hospitalized for post-abortion care in Brazil and followed up one month later. Women answered telephone interviews monthly for six months about contraceptive use. Considering we had repeated measures, Generalized Estimating Equations with unstructured working correlation were used to analyze the effect of family planning services on contraceptive use over the six month period post-abortion. Results. Contraceptive use was high from the second month on and method mix was limited to pills, condoms and injectables. Women who reported access to both medical consultation and contraceptive advice had higher odds of using contraceptive methods six months post-abortion when compared with those who reported no access to the services [adjusted OR= 2.16, 95% Confidence Interval: 1.29-3.59]. Accessing either service alone did not contribute to contraceptive use. Seventeen women got pregnant during this period. Ten of them reported the pregnancy was mistimed. Conclusions. Post-abortion family planning contributed to contraception use during the six month period after an abortion, if not restricted to simple contraceptive counseling. Contraceptive use was high, but women were vulnerable to become pregnant again in the first month post-abortion. Patient-centered services promoting the immediate initiation of contraception that suits women’s pregnancy intention is recommended, irrespective of the country’s legislation on pregnancy termination.
 
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TeseLD_AnaVilela.pdf (1.52 Mbytes)
Data de Publicação
2014-10-29
 
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