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Tese de Livre Docencia
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Katia de Souza Amorim
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2012
Banca examinadora
Massimi, Marina (Presidente)
Figueiredo, Marco Antonio de Castro
Moura, Maria Lucia Seidl de
Pedrosa, Maria Isabel Patricio de Carvalho
Pino, Angel
Título em português
Linguagem, comunicação e significação em bebês
Palavras-chave em português
Bebê
Comunicação
Corporeidade
Linguagem
Significação
Resumo em português
Esta tese de livre-docência aborda a linha de investigação sobre linguagem, comunicação e significação em bebês, conduzida pelo grupo de pesquisa. Para sua apresentação, inicialmente, são discutidas algumas questões histórico-políticas e culturais, as quais circunscreveram novos olhares e práticas dirigidas ao bebê. Nessa discussão, temáticas relacionadas à construção da própria psicologia do desenvolvimento são apresentadas. Com isso, compreensões diversas e, até mesmo, antagônicas sobre desenvolvimento são discutidas. Muitas dessas se contrapõem a dados empíricos do grupo, fazendo com que se colocasse em foco a temática em questão. Para aprofundar a análise do objeto de estudo, foi conduzida revisão bibliográfica nacional e internacional, a qual é apresentada e em que se verificou uma polissemia, com uma diversidade de pontos de vista, em sua maioria pouco dialogáveis. Discute-se ainda que, a partir da revisão, foram selecionados elementos que pudessem contribuir para as reflexões e a condução de nossas pesquisas. Assim, a partir de um referencial histórico-cultural, particularmente da perspectiva da Rede de Significações, definiu-se pela investigação daqueles processos, através de estudos de caso, fazendo-se seguimento longitudinal dos bebês, em contextos diversos (casa, creche e instituição de acolhimento), a partir de videogravações e entrevistas. O material empírico deriva de 23 projetos conduzidos no período de 18 anos e está relacionado a seis bancos de dados de pesquisa. Resultados são apresentados, destacando aspectos como a capacidade interativa do bebê e os seus recursos comunicativos. Destes, especificamente são discutidos a emoção, o olhar e os gestos. O que se verificou foi uma enorme capacidade interativa do bebê, que se estende para além da relação com a mãe, inclusive tendo outras figuras de referência. Evidencia-se que essa competência interativa apresenta alta complexidade, o bebê utilizando-se de recursos diversos com os diferentes parceiros; e, mesmo, fazendo uso de frequências variadas desses recursos nas diversificadas relações; e, também, em uma mesma relação ao longo do tempo. Explicita-se que, desde muito pequeno, o bebê tem alta capacidade de negociação, através do uso de recursos peculiares à sua idade e habilidades. A emoção e o olhar foram recursos muito utilizados nos primeiros meses. Porém, verificou-se que eles não são dados biologicamente, mas coconstruídos na relação com o outro. Os diálogos dos bebês se fazem, também, através de uma gama ampla de gestos, que já carregam significações culturais e que, no curso das interações, podem se desdobrar em função de novos elementos ou diferentes configurações. Nem sempre esses gestos são vistos como comunicativos pelos parceiros. Em relação a isso, discute-se que não se deve confundir linguagem com língua, os descompassos da compreensão das significações se dando por não se atribuir significado ao gesto, sem que isso signifique que o gesto não esteja carregado de significados. Aspecto importante é a verificação de que os parceiros de interação envolvem não só adultos, como bebês pares de idade. Nestas interações, há troca, negociações, uso de recursos culturalmente dados, além de uma multiplicidade de gestos, indicando o elevado nível de uso da linguagem, mesmo com os pares. Alguns desses elementos são discutidos de forma situada e relacional, através do choro ou comportamento de incômodo, em relações na casa, creche e no abrigo, destacando-se as significações que vão sendo coconstruídas; ainda, no que, no processo, vai se destacando de questões como a posição da criança no ambiente, as relações consideradas significativas e os modos de se relacionar com as pessoas; ainda, o que se espera da criança e o que a criança deve esperar do adulto. Nos processos, imerso que está o bebê na linguagem, a subjetividade da criança vai se constituindo. Ao final, há posicionamento teórico em relação aos dados, discutindo-se que os mesmos apontam a capacidades que não foram exploradas ou o foram pouco verificadas por outros pesquisadores. Conclui-se que essa linha de pesquisa representa contribuição ao conhecimento das capacidades comunicativas do bebê, com implicações tanto teóricas, como práticas relacionadas à educação infantil. Finalmente, novas questões são apresentadas como se desdobrando dessas pesquisas e apontando para a continuidade dessa linha de investigação.
Título em inglês
Infants' language, communication and signification
Palavras-chave em inglês
Communication
Embodiment
Infant
Language
Signification
Resumo em inglês
This thesis addresses the investigation line on infants' language, communication and signification, which is being conducted by the research group. For this presentation, initially, some issues regarding historical, political and cultural aspects are discussed, which has historically canalized new views and practices directed to the baby. In this discussion, topics related to the construction of developmental psychology are also presented. Analysis highlights the diverse and even opposite understandings on infant development, many of those being contradictory to empirical data of the group, leading us to set light on these issues. In order to deepen analysis related to the study object, a national and international literature review was carried out, which is presented and through which it is made explicit the polyssemy of views, mostly of which not dialogable. Based on the literature review, some elements were selected in order to contribute either with the group's theoretical considerations or the research conductions. Thus, from a historical-cultural approach, particularly from the perspective of the Network of Meanings, it was defined to carry out investigations regarding those processes - language, communication and signification in infants. Research would have case studies as a design, investigations being conducted by longitudinal follow-up of babies in different contexts (home, daycare and institution), through video recordings and interviews. Empirical material is related to six research databases and is drawn from 23 projects conducted during the period of 18 years. Results are presented, highlighting aspects such as the interactive capabilities of the babies and their communicative means. Among these communicative abilities, some are presented, as the emotion, the role of glance and also children's gestures. What is discussed is the huge baby interactive capacity that extends beyond the relationship with the mother, also including other reference figures. What also became clear is that these interactive competencies present a high complexity, the baby making use of diverse kind of means with the different partners; besides, the frequencies of the used means vary throughout the relationships and also in the same relationship over time. Besides it is made explicit that since very early, the baby has a high bargaining power, through the use of resources peculiar to their age and abilities. The emotion and the glance were much used during the first months. These were understood, however, as not being as biologically given, but co-constructed within relation with the other. The babies' dialogues also were established through a wide range of gestures, which are already loaded with cultural meanings and which can unfold in the course of interactions, in light of new aspects or relational configuration. These gestures were not always understood by partners as communicative patterns. In this regard, it is argued that one should not confuse language with "idiom", understanding mismatches of the meanings happening because a meaning were not assigned to the gesture, not that the gesture was not charged with meaning. Important aspects were the findings regarding that interactional partner are not only adults, but also peers. In these interactions, it could be apprehended that there is exchange, deal, use of cultural means and a variety of gestures, indicating the high level of language use even among very young peers. Some of these elements are discussed in diverse contextualized and relational situations, specifically by the crying or nuisance behavior in relationships at home, nursery and shelter. Through these, it is emphasized that meanings are being coconstructed, meanings which highlights issues such as the child's position in the environment, the relations considered as significant and the ways of relating among people; yet, what is expected of the child and what the child should expect from the adult/environment. In the process, the baby is seen as immersed in language, making use of it, the child's subjectivity being constructed. At the end, some theoretical issues are stated, understanding that they point to the capabilities that have not been yet explored or that have been initially verified by very few other researchers. We conclude that this line of research presents a contribution to knowledge of the baby's communication skills, with both theoretical and practical implications, the last ones related to early childhood education. Finally, new issues are presented as unfolding from these studies, pointing to the continuation of this line of investigation.
 
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Data de Publicação
2019-05-03
 
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