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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-31072019-125515
Documento
Autor
Nome completo
Diogo de Araujo Cavalcanti
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Schvartzman, Gabriel Steinberg (Presidente)
Chadwick, Christie Goulart
Chwarts, Suzana
Machado, Jonas
Título em português
O monstro leonino que surge do mar: um estudo de Daniel 7:1-4 à luz de sua relação intertextual coma Bíblia Hebraica e a literatura e iconografia do antigo oriente médio
Palavras-chave em português
Águia
Animal
Daniel
Fera
Leão alado
Mar
Monstro
Ventos
Resumo em português
Em O monstro leonino que surge do mar, estuda-se a simbologia contida em Dn 7:1 a 4. Nesse capítulo, narra-se uma visão onírica em que quatro feras monstruosas emergem de um mar agitado pelos quatro ventos do céu. A primeira a surgir é semelhante a um leão com asas de águia, as quais lhe são arrancadas, e o animal é posto em pé e recebe um coração humano. Impregnada de simbolismo, a visão é seguida de uma interpretação geral dentro do próprio capítulo, mas ainda assim oculta sentidos que convidam à investigação. Este estudo propõe uma close reading desse recorte, em uma abordagem literária e sincrônica, contemplando diversas perspectivas do debate acadêmico atual. A análise se concentra nos principais elementos simbólicos do texto, culminando na aparição da fera leonina. Trata-se de um mergulho na Bíblia Hebraica (BH), bem como na literatura e iconografia do Antigo Oriente Médio (AOM), e no próprio livro de Daniel, com vistas a iluminar o objeto de estudo. Os resultados dessa investigação identificam a relação umbilical entre a visão de Dn 7 e as narrativas dos cap. 1 a 6, em torno da temática da soberania divina. A composição da cena dos quatro ventos e o grande mar (Dn 7:1, 2) aparenta ser polissêmica e alusiva ao preâmbulo de Gn 1:2 ao mesmo tempo em que mantém evidentes conexões com sentidos encontrados nos Profetas. As feras grandes, monstruosas (Dn 7:3), têm evidentes paralelos na BH, como nações destruidoras, em especial, na tradição profética. A fera semelhante a leão com asas de águia se liga à visão de Dn 2 em que o primeiro dos quatro metais da estátua representa Babilônia. Seu hibridismo comunica a combinação de capacidades, com paralelos conceituais nos mischwesen ou seres híbridos do AOM. Sua natureza política e voracidade imperial o conectam ao motivo leonino utilizado largamente na literatura e iconografia do AOM, que servia para reforçar a ideologia real. Nos Profetas, Babilônia é simbolizada pelo leão e pela águia. Por ter asas e emergir do mar em uma limitada alusão aos mitos de combate antigos, com reflexos na BH , termina por denunciar sua natureza antidivina e cosmológica. Essa fera leonina passa por processos incapacitantes da perda de mobilidade e ferocidade, inversamente ao ocorrido com o rei Nabucodonosor em Dn 4, o que prenuncia sua derrocada e ressalta a soberania de YHWH.
Título em inglês
The leonine monster that emerges from the sea: a study of Daniel 7:1-4 in the light of its intertextual relationship with the Hebrew Bible and the literature and iconography of the Ancient Near East
Palavras-chave em inglês
Animal
Beast
Daniel
Eagle
Monster
Sea
Winds
Winged lion
Resumo em inglês
The leonine monster that emerges from the sea is a research on the symbology present in Dan 7:1-4. This chapter depicts a dream-vision in which four monstrous beasts come out from a "great sea" stirred up by "the four winds of heaven." The first beast to appear is similar to a lion with eagle's wings, which are suddenly plucked off, and the animal is lifted up from the ground, stands as a human being, and receives a human heart. This deeply symbolic vision has a general interpretation within Dan 7 itself, but it still conceals meanings that call for an investigation. The present study does a close reading of this selected biblical text, in a literary and synchronic approach, taking into account multiple perspectives in the current scholarly debate. The analysis focuses on the main symbolic elements of the text, culminating with the appearing of the leonine beast. It delves into the Hebrew Bible, as well as the literature and iconography of the Ancient Near East, in connection with the book of Daniel itself, to cast light on the subject under investigation. The results of this research uncover the umbilical relationship between the vision of Dan 7 and the narratives of chapters 1 to 6, around the theme of divine sovereignty. The arrangement of the four winds and the great sea scene (Dan 7:1, 2) seems to be polysemic and allusive to the preamble of Gen 1:2 while maintaining strong connections with the meanings found in the Prophets. The large, monstrous beasts (Dan 7:3) have clear parallels in the Hebrew Bible, especially in the prophetic tradition, as destructive nations. The lion-like beast with eagle's wings (Dan 7:4) must be seen in association with the vision of Dan 2 where the first of the four metals of the statue represents Babylon. Its hybridism communicates the combination of abilities, finding conceptual parallels in the mischwesen or hybrid beings of the Ancient Near East. The lion's political nature and imperial voracity bridge the biblical use of the leonine motif with the widespread use of this imagery in the literature and iconography of the Ancient Near East, which served to reinforce royal ideology. In the Prophets, Babylon is symbolized by both the lion and the eagle. By having wings and emerging from the sea--a limited allusion to ancient combat myths with reflections in the Hebrew Bible--it denounces the anti-divine and cosmological overtones of such a beast. This leonine monster undergoes incapacitating processes of mobility and ferocity losses, in a reverse process to what happened to king Nebuchadnezzar in Dan 4, which foreshadows the ultimate demise of Babylon plus the other kingdoms and highlights YHWH's sovereignty.
 
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Data de Publicação
2019-07-31
 
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