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Dissertação de Mestrado
Documento
Autor
Nome completo
Adriane Figueira Batista
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Iannace, Ricardo (Presidente)
Barossi, Luana
Camargo, Fabio Figueiredo
Cunha, Maria Zilda da
Título em português
Ordo Amoris: inventários das quatro estações em Caio Fernando Abreu e Renato Russo
Palavras-chave em português
Caio Fernando Abreu
Cultura de afetos
Eros
Ordo amoris
Renato Russo
Resumo em português
Esta pesquisa, que é também uma ode em suas múltiplas expressões, se ergue no rastro dos afetos, do caos e do lirismo desmedido encontrados nos discursos poéticos de Caio Fernando Abreu e Renato Russo (o primeiro nos domínios da ficção literária e o segundo nos da canção de rock); constrói-se, também, com vistas às inquietações atravessadas pela busca do lugar da poesia no cenário da prosa e da letra de música, aqui recortadas, atendo-se ao modo como essas vozes se mantêm ressonantes e esteticamente significativas no contexto atual. Na procura por legitimar o protagonismo de Eros e seus pares dentro do universo contemporâneo e impetuoso de um mundo híbrido e desconexo, a ordo amoris, como linguagem coletiva e universal na erótica social, foi um modo de operacionalizar as questões centrais e organizar esses inventários (forjados a partir das metáforas do livro de contos Inventário do ir-remediável e do disco As quatro estações), transferindo, refletindo e redesenhando os espaços de criação, recepção e estética em literatura, que nessa dissertação borra fronteiras. A cultura de afetos, a filosofia existencialista e as contribuições sobre sujeito, coletividade, erotismo e subjetividade(s) reinventam e sustentam os debates que se edificam em espaços plurais de atuação, no desenho cartográfico que se vai formando a partir da poética de Caio e Renato e seus discursos à flor da pele. As quatro estações potencializam e iluminam os passos das divindades míticas e dos sujeitos líricos que se cruzam nessa pesquisa, são as vias férteis que acenam para a presentificação do agora, quando há trocas necessárias de papéis em que o eu se dissolve e se derrama no outro, na busca por essa alma coletiva da humanidade (quase) perdida e da celebração. São, principalmente, os pressupostos teóricos de Michel Maffesoli (2014a) e Giorgio Agamben (2013) que fundamentam e iluminam esse barco solto na correnteza.
Título em inglês
Ordo Amoris: inventories of the four seasons in Caio Fernando Abreu and Renato Russo
Palavras-chave em inglês
Caio Fernando Abreu
Culture of affections
Eros
Ordo amoris
Renato Russo
Resumo em inglês
This study arises in the trail of the affections, chaos and excessive lyricism found in the poetic discourses of Caio Fernando Abreu e Renato Russo (the first in the fields of literary fiction and the second in the fields of rock songs), and is also an ode in its multiple expressions; it is also constructed with a view to the concerns that are crossed by the search for the place of poetry in the scenario of prose and the music lyrics, brought here paying attention to the way these voices remain resonant and aesthetically significant in the current context. In order to legitimize the protagonism of Eros and his peers within the contemporary and impetuous universe of a hybrid and disconnected world, the ordo amoris, as collective and universal language in social erotica, was a way to operationalize the central issues and organize these inventories (made up from the metaphors of the short story book Inventário do ir-remediável [Inventory of the Irremediable] and the album As quatro estações [The Four Seasons]), transferring, reflecting and redesigning the spaces of creation, reception and aesthetics in literature, which in this dissertation blurs borders. The culture of affections, the existentialist philosophy and the contributions on subject, collectivity, eroticism and subjectivity (ies) reinvent and sustain the debates that are built in plural spaces of action, in the cartographic drawing that is formed from the poetics of Caio and Renato and their impassioned discourses. The four seasons potentiate and enlighten the steps of the mythical divinities and the lyrical subjects crossing each other in this study, they are the fertile paths that beckon to the presentification of the now, when there are necessary exchanges of roles in which the self dissolves and flows itself in the other, in the search for this collective soul of the (almost) lost humanity and the celebration. These are mainly the theoretical assumptions of Michel Maffesoli (2014a) and Giorgio Agamben (2013), which ground and illuminate this boat adrift on the tide.
 
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Data de Publicação
2018-05-07
 
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