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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2018.tde-15102018-131703
Documento
Autor
Nome completo
Amarílis Aurora Aparecida Valentim
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Dahlet, Veronique Marie Braun (Presidente)
Cristovão, Maria Lucia Claro
Lousada, Eliane Gouvêa
Rochebois, Christianne Benatti
Título em português
A relação sujeito-língua (portuguesa): identidade em contexto de intercâmbio universitário: autobiografias linguageiras
Palavras-chave em português
Aprendizagem de línguas
Autobiografia linguageira
Mobilidade acadêmica internacional
Português língua estrangeira
Reconfiguração identitária
Resumo em português
Na sociedade contemporânea, mudanças tecnológicas, políticas e econômicas têm favorecido a mobilidade das pessoas, dando-lhes oportunidade de acesso à informação e à formação além-fronteiras, implicando o contato de culturas e línguas, promovendo nova configuração não apenas dos espaços como dos próprios sujeitos. A mobilidade estudantil, como ação de internacionalização do ambiente universitário, vem crescendo com a assinatura de convênios de cooperação. Diante desse cenário bastante favorável e das possíveis questões concernentes à apropriação de uma língua-cultura estrangeira, decorrentes desse deslocamento geográfico, cultural e linguístico, interessamo-nos em olhar para esse público e refletir acerca da relação sujeito-língua-identidade que se promoveria nesse contexto. Partimos da hipótese de que a língua estrangeira, ao ser vivenciada em imersão, modifica-se e modifica o próprio aprendiz. O que motiva um estudante a escolher o Brasil para intercâmbio e a aprender a língua portuguesa (LP)? Que representações tem da LP? O intercâmbio interfere nessas representações? O aprendizado da língua estrangeira interfere no processo identitário desse falante? A fim de elucidar essas questões, iniciamos pesquisa de campo junto a intercambistas francófonos na Universidade de São Paulo, indagando-os sobre sua autobiografia linguageira (BARONI e JEANNERET, 2011; BRETEGNIER, 2011; THAMIN e SIMON, 2011; JEANNERET, 2010; MOLINIÉ, 2006) por meio de questionários e entrevistas, seguindo uma abordagem compreensiva (BERTAUX, 2001; KAUFMANN, 1996). Os resultados evidenciam mudanças na identidade desses sujeitos-aprendizes por conta da vivência social da LP no contexto imersivo. O aspecto predominantemente destacado como propulsor de uma integração maior desse sujeito à língua e à cultura local foi, primeiramente, o sentimento de ser bem acolhido pelos nativos e considerado por eles como alguém que pode participar da comunidade linguística. Em seguida, uma conduta não de simples turista, mas de quem se propõe a conhecer e a se familiarizar com a língua e cultura-alvo foi também importante para essa inserção. Assim, o relacionamento positivo com o brasileiro e a tomada de decisão do EU em buscar conhecer esse Outro são cruciais para se poder falar a LP, que é, ao mesmo tempo, alvo e meio dessa interação. Poder falar significa ser autorizado pelo nativo e se autorizar a falar em primeira pessoa na língua estrangeira (REVUZ, 2001), causa e efeito da adesão à língua e do aperfeiçoamento de competências linguísticas, sociais e culturais alcançados. Benefícios esses tão caros aos aprendizes que eles temem perder, ao retorno, o que conquistaram e se sentem impulsionados a ser um propagador, um articulador entre o lá e o aqui para que outros tenham experiência semelhante. Desse modo, o intercâmbio potencializa a vivência com e por meio da língua-alvo e permite aos sujeitos serem valorados como alguém que fala português e a ocupar um entre-espaço, reconfigurando-se constantemente. Igualmente, a narração de sua autobiografia linguageira com a língua portuguesa e da experiência vivida no Brasil, permite-lhes construir uma nova percepção de si. Com isso, o intercâmbio é colocar-se em outro espaço, ver-se de outra forma pelo contato com o outro (portanto, há um deslocamento simbólico e não apenas geográfico) para o que o exercício da língua portuguesa in loco foi fundamental.
Título em inglês
The subject-language-identity relationship in the context of university exchange program: personal language biography
Palavras-chave em inglês
Identity reconfiguration
Language learning
Personal language biography
Portuguese as a foreign language
University exchange program
Resumo em inglês
In contemporary society, technological, political and economic changes have benefited the mobility of people, providing them access to information and training across borders, implying the contact of cultures and languages, promoting a new configuration not only of the spaces as of the subjects themselves. Student mobility, as an action of internationalization at the university environment, has been growing with the signing of cooperation agreements. In view of this quite favorable context and the possible questions concerning the appropriation of a foreign language resulting from this geographic-cultural and linguistic movement, we are interested in observing this audience and reflecting on the subject-language-identity that would be risen in this perspective. Our hypothesis is that the foreign language, when being experienced in immersion, may be modified and modify the apprentice. What motivates a student to choose Brazil for exchange and to learn Portuguese (PL)? Which representations do the apprentices have of the PL? Does the exchange interfere with these representations? How does the learning of the foreign language interfere in the identity process of this speaker? In order to clarify these issues, we began field research with francophone exchange students at the University of São Paulo, asking them about their personal langage biography (BARONI e JEANNERET, 2011; BRETEGNIER, 2011; THAMIN e SIMON, 2011; JEANNERET, 2010; MOLINIÉ, 2006) through questionnaires and interviews, following a comprehensive approach (BERTAUX, 2001; KAUFMANN, 1996). The results evidenced changes in the identity of these subjects-learners because of the social experience of the PL in the immersive context. The appearance predominantly featured as the propellant for greater integration of this subject to the language and local culture was the feeling of being welcomed by the natives and considered by them as one participant in the linguistic community. A personal conduct not just as a common tourist, but of those who propose to get to know and become familiar with the target language and culture is also crucial for this insertion. Thus, the positive relationship with Brazilians and the decision-making of the University Student in seeking to know this Other are crucial to being able to speak the PL which is at the same time the target and a mean of this interaction. Being able to speak means to be authorized by the native and self-authorizing to speak in first person in the foreign language (REVUZ, 2001), cause and effect of adherence to the language and the enhancement of language skills, social and cultural competences, which are so cherished to apprentices who fear, when return home, lose what they have conquered and feel driven to be a propagator, an articulator between there and here, so that others have similar experience. The exchange enhances the experience with and through the target language, allowing the subjects to be valued as someone who "speaks Portuguese" and to occupy an inter-space, constantly reconfiguring themselves. By the narration of their linguistic autobiography with the PL and of their experience in Brazil, these apprentices construct a new perception of themselves. Therefore, the exchange is to put yourself in another space. It is to be seen in another way by the contact with the other (thus there is a symbolic displacement and not only a geographic one) for which the exercise of the Portuguese language in loco was essential.
 
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Data de Publicação
2018-10-15
 
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