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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2012.tde-09112012-115933
Documento
Autor
Nome completo
Francisco Elias Simão Merçon
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2012
Orientador
Banca examinadora
Tatit, Luiz Augusto de Moraes (Presidente)
Campos, Norma Discini de
Lopes, Ivã Carlos
Mancini, Renata Ciampone
Oliveira, Lucia Teixeira de Siqueira e
Título em português
Samuel Beckett: do figurativo ao figural
Palavras-chave em português
Companhia
Complexidade
Concessão
Figural
Minimalismo
Resumo em português
Companhia, publicada originalmente em inglês no ano de 1980, é uma narrativa construída na fronteira entre imaginação e enunciação por um sujeito solitário que, deitado de costas no escuro, fabula continuadamente em busca de companhia. Ela se inclui entre as narrativas de Samuel Beckett cuja trama se passa no espaço mental de seus protagonistas, na região comumente chamada de manicômio do crânio. Conhecida por características que a mantêm distante dos esquemas teóricos universais, apresenta uma abundância de programas narrativos que se anulam uns aos outros, resultando num forte clima de incerteza implicado na situação desse homem deitado de costas no escuro, protagonista da história. Contribuem para esse efeito, também, o emprego de anáforas, que não remetem a nenhuma referência segura; a hipóstase dos papéis actanciais, em que actantes se fazem passar por atores; a estruturação dos parágrafos, distribuídos sem relação lógica explícita que os articule uns aos outros; a articulação de determinados eixos semânticos (como luminosidade, solidão, subjetividade, silêncio, entre outros) sob ótica de uma sublógica da língua, que estabelece o primado das relações complexas sobre as articulações da significação pautadas em dicotomias. Com base na teoria semiótica francesa, a presente pesquisa procura demonstrar que esses elementos, que em Companhia promovem o efeito de incerteza, são decorrentes de operações sintáxicas meticulosamente organizadas pelo enunciador beckettiano. Constituem, portanto, procedimentos discursivos que, apesar do forte clima de incerteza vi mencionado, podem ser descritos por meio de análise, especialmente na articulação de sua dimensão figurativa com a dimensão profunda, a figuralidade. Ao longo da análise (desenvolvida na Segunda Parte da tese), procuramos acompanhar o contraponto das diferentes vozes entrelaçadas na trama, sem deixar de considerar os conteúdos dos episódios narrados pela voz na segunda pessoa gramatical. Desse modo, o conflito das vozes responsáveis por estabelecer o ritmo e a tensividade na narrativa está diretamente relacionado com o conteúdo desses episódios, formulados pela voz na segunda pessoa, na forma de fragmentos biográficos desarticulados uns dos outros. Por fim, ao investigar algumas questões de ordem fenomenológica envolvendo o protagonista de Companhia, apresentamos uma possível perspectiva do enfoque figural em outras obras representativas do discurso literário do século XX.
Título em inglês
Samuel Beckett: from figurative to figural
Palavras-chave em inglês
Company
Complexity
Concession
Figural
Minimalism
Resumo em inglês
Originally published in English in 1980, Company is a narrative built on the border between imagination and enunciation by a loner who, lying on his back in the dark, continuously fables in search of companionship. It is among the narratives by Samuel Beckett whose plot takes place in its protagonists mental space, in the region commonly referred to as the madhouse of the skull. Known for features that keep it distant from universal theoretical frameworks, it presents an abundance of narrative programs which nullify one other, resulting in a strong atmosphere of uncertainty involved in the situation of the man lying on his back in the dark, who is the protagonist of the story. Also contributing to this effect, there is the use of anaphoras, which do not refer to any secure reference; the hypostasis of actancial roles, in which actants pose as actors; paragraph structure, distributed without explicit logical connection that articulates one in relation to the other; the articulation of certain semantic axis (such as luminosity, loneliness, subjectivity, silence, among others) under the light of a language sublogics, which establishes the primacy of complex relationships in opposite to the articulations of signification based on dichotomies. Based on the French semiotics theory, this research seeks to demonstrate that those elements, which in Company promote the effect of uncertainty, result from syntactic operations meticulously organized by the Beckettian enunciator. They, therefore, constitute discursive procedures which, despite the strong atmosphere of uncertainty mentioned, can viii be described by means of analysis, especially in the articulation of their figurative dimension with the in-depth dimension, that is, figurality. Throughout the analysis (developed in Part II of the thesis), the attempt was to follow the counterpoint of different voices intertwined in the plot, while considering the content of the episodes narrated by the voice in the second grammatical person. Thus, the conflict of the voices responsible for setting the narratives pace and tensiveness is directly related to the content of these episodes, formulated by the voice in the second person, in the form of disjointed biographical fragments. Finally, in order to investigate some phenomenological issues involving the protagonist of Company, a possible perspective of the figural focus on other works representative of the literary discourse of the 20th century is introduced.
 
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Data de Publicação
2012-11-09
 
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