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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2007.tde-03122007-112824
Documento
Autor
Nome completo
Maria do Fetal Carvalho Ferreira de Almeida
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2007
Orientador
Banca examinadora
Souza, Maria Adélia Aparecida de (Presidente)
Cataia, Marcio Antonio
Kahil, Samira Peduti
Mamigonian, Armen
Rossini, Rosa Ester
Título em português
Uso agrícola do território e pedagogia do Movimento Sem Terra (MST) - uma geografia do presente
Palavras-chave em português
Espaciologia
Espaço geográfico
Formação sócio-espacial do MST
Período popular da história
Território
Resumo em português
Essa tese de doutorado é uma tentativa transdisciplinar para desvendar o novo período histórico, fruto de nossos dias e de nossos trabalhos, neste início de século XXI: o Período Popular da História. Ao manter esse foco, usamos a Pedagogia do Movimento Sem Terra (MST) como o alicerce para caminharmos juntos ao repensar a Pedagogia como Técnica, Teoria e Prática. Em paralelo, esboçamos o instrumento de possíveis matrizes de periodização cruzadas: a Formação Territorial do MST (através de uma história estando sendo vivida) e a Formação Territorial realizada no MST (através de uma geografia ou epistemologia da própria existência). Desse modo, revelamos que a Formação Sócio- Espacial do MST é uma formação, (inter e transnacional), da possibilidade de um outro mundo: aquele do "homem pobre e lento" em sua real consciência de estar sendo "cidadão do mundo". O Território Usado, como principal categoria de análise de nossa tese, nos leva a pensar que o fundamental desafio urbano nos países "subdesenvolvidos" e "periféricos" não são somente as verticalidades do Uso Agrícola do Território, tal qual praticado pelas empresas, em tempos de Globalitarismo. Mas, também, o próprio Espaço Geográfico sendo praticado e multiplicado, pelo uso dos povos, no quotidiano das horizontalidades de uma outra Globalização. O que nos leva a uma indissociabilidade entre um Sistema de Ações, Objetos e Valores que interagem, simultaneamente e paradoxalmente, sobre as mais profundas contradições quotidianas do dia-a-dia do espaço de tudo e de todos: isto é, em pleno Espaço Banal. Assim, ao reatualizar, á luz do Período Popular da História, uma genealogia do saber e uma arqueologia do poder, é o próprio Lugar, tanto como resistência quanto acontecer solidário, que está sendo desvendado. Em sua necessidade histórica do saberfazer, em sua vontade filosófica do poder-fazer, e, em suas novas solidariedades políticas e conexões geográficas, doravante usadas em sua liberdade de Produção de Normas. Eis o evento das ciências humanas em pleno uso da prática de uma nova disciplina: a Espaciologia.
Título em inglês
Agricultural use of territory and pedagogy of the landless people's Movement (MST) - a geography of present
Palavras-chave em inglês
Geographic space
Popular period in history
Socio-spacial training of the MST
Spaciology
Territory
Resumo em inglês
This PhD Thesis is a trans-disciplinary attempt to reveal the new historical period, a product of our times and our labors, in the dawn of the 21st century: the Popular Period of History. Maintaining this focus and using the pedagogy of the landless people's Movement (MST) as a foundation for us to move together re-thinking pedagogy as Technique, Theory and Practice. In parallel to that, we draft the instrument of possible matrixes of crossed periodization: a Territorial Training of the MST (through the living history) and the Territorial Training developed in the MST (through a geography or epistemology of its own existence). In that sense, we revealed that the Socio-Spatial Training of the MST is training (inter and transnational), of the possibility for another world: the one of the "poor and slow man" in its real awareness of being a "citizen of the world". The Territory Used, as a main category for analysis of our thesis, lead us to think that the fundamental urban challenge in "under-developed" and "developing" countries are not only verticalities of the Agricultural Use of Territory, as practiced by companies, in times of Globalitarism. But also the actual Geographical Space being practiced and multiplied, by the use of the peoples, in the everyday life of the horizontalities of another Globalization. Which leads to an inseparable system between Actions, Objects and values interacting, simultaneously and paradoxically, about the deepest contradictions in the dayto- day life of the space for everything from everyone: in other words, in the Banal Space. Therefore, when updating under the light of the Popular period of history, a genealogy of knowledge and an archeology of power, is the actual Place, both for resistance and as a solidarity setting, which is being unveiled. In its historical need for know-how, in its philosophical wish to be able to do, and in its new political solidarities and geographical connections, used from now on in its freedom for the Production of Norms. This is an event in human sciences in full use of the practice of a new discipline: Spaciology.
 
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Data de Publicação
2007-12-06
 
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