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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2018.tde-13032018-103115
Documento
Autor
Nome completo
João Alex Costa Carneiro
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Ramos, Mauricio de Carvalho (Presidente)
Almeida, Tiago Santos
Araujo, Saulo de Freitas
Ferreira, Francisco Rômulo Monte
Pessoa Junior, Osvaldo Frota
Título em português
A Gestalt entendida como um protoconceito transdisciplinar na passagem do século XIX ao século XX: uma abordagem epistemológica e histórica
Palavras-chave em português
Cultura científica
Cultura filosófica
Epistemologia
Filosofia
Gestalt
História
Protoconceito
Protoinstrumento
Psicologia
Resumo em português
As investigações que resultaram nesta tese derivam de duas inquietações intelectuais, de ordem mais geral, suscitadas em minha trajetória de pesquisa: (1) o que pode caracterizar um conceito como heurístico e transdisciplinar? (2) como é possível estabelecer mediações cognitivas capazes de inteligir um objeto histórico? Nosso objeto central de estudo consiste na compreensão da evolução histórica e epistemológica sofrida pelo conceito de Gestalt, cuja tradução para o termo forma ou suas derivações não preserva o seu sentido mais fundamental: uma totalidade que é distinta da soma das partes que a compõe, sendo esta totalidade capaz de sofrer reconfigurações sem ter sua identidade alterada. Nosso enfoque será o período que vai de 1886 a 1935, com eventuais avanços e recuos para aquém e além desse intervalo. Daremos especial atenção ao modo como tal conceito se configurou na psicologia da época, com destaque para as formulações da psicologia da Gestalt (Escola de Frankfurt-Berlim), cujos principais representantes foram Max Wertheimer (1880 - 1943), Kurt Koffka (1886 - 1941) e Wolfgang Köhler (1887 - 1967). Contudo, nosso viés investigativo, a exemplo daquele compartilhado pelos integrantes da Escola de Frankfurt-Berlim, não é disciplinar nem monográfico-autoral. Entenderemos a Gestalt como exemplo de um protoconceito, ou seja, um conceito capaz de sofrer contínuas rearticulações tanto no âmbito da cultura científica como da filosófica, sem, com isso, deixar de manter inter-relações com a cultura geral da época. Nossa investigação, portanto, alterna vários níveis, cujos principais são: o conceitual, o epistemológico, o histórico, o social - entendido em sua expressão mais concreta como um coletivo de pensamento - e o instrumental. Quanto a este último nível, apresentaremos uma classe de dispositivos cujos integrantes, de modo análogo ao protoconceito, serão denominados protoinstrumentos. A isso acrescentam-se as particularidades do ambiente científico moderno, cujos expedientes de pesquisa e circulação de informação obedecem a padrões próprios. Esse conjunto de fatores impôs a necessidade de uma prévia reflexão metodológica, acarretando na divisão dessa tese em duas partes interdependentes. Na primeira, realizaremos um amplo exame das principais tradições, no âmbito da filosofia da ciência do século XX, cujas formulações apontaram para um estreitamento das relações entre a história e a produção do conhecimento científico. Os principais representantes debatidos foram Gaston Bachelard (1884 - 1962), Georges Canguilhem (1904 - 1995), Alexandre Koyré (1892 - 1964, Ludwik Fleck (1896 - 1961), Arthur Lovejoy (1873 - 1962), Thomas Kuhn (1922 - 1996) e Peter Galison. Ao final da Segunda Parte proporemos uma orientação no âmbito da epistemologia histórica a que denominamos proposta protoconceitual convergente. Com ela, são detalhados o conjunto de categorias e pressupostos metodológicos assumidos em nossa investigação. Com base nisso, percorreremos, na Segunda Parte, as múltiplas articulações sofridas pelo protoconceito de Gestalt tanto no âmbito da tradição alemã, como nos trabalhos pioneiros de Ernst Mach (1838 - 1916), Christian von Ehrenfels (1859 - 1932) e representantes da Escola de Graz, com destaque para Vittorio Benussi (1878 - 1927). Defenderemos que a Escola de Frankfurt-Berlim foi a principal responsável pela efetivação da Gestalt como um protoconceito transdisciplinar, cujo núcleo semântico manteve-se preservado durante suas múltiplas articulações.
Título em inglês
Gestalt understood as a transdisciplinary proto-concept at the turn of the 19th to the 20th century: an epistemological and historical approach
Palavras-chave em inglês
Epistemology
Gestalt
History
Philosophical culture
Proto-concept
Proto-instrument
Psychology
Scientific culture
Resumo em inglês
The investigations that resulted in this dissertation derive from two intellectual concerns, both of a more general order, raised in my research trajectory: (1) what can characterize a concept as heuristic and transdisciplinary? (2) How is it possible to establish cognitive mediations capable of understanding a historical object? Our core object of study is the understanding of the historical and epistemological evolution undergone by the concept of Gestalt, whose translation as "form" or its derivations does not preserve its most fundamental meaning: a whole that is distinct from the sum of its parts, being this whole able to undergo reconfigurations without having its identity altered. Our focus will be the period that runs from 1886 to 1935, with eventual advances and retreats below and beyond this interval. We will give special attention to the way in which this concept was configured in the psychology of the time, highlighting the Gestalt Psychology formulations of the Frankfurt-Berlin School, whose main representatives were Max Wertheimer (1880 - 1943), Kurt Koffka (1886 - 1941) And Wolfgang Köhler (1887 - 1967). Nevertheless, our investigative interest, like the members of the Frankfurt-Berlin School, is not disciplinary or monographic-authorial. We will understand Gestalt as an example of a proto-concept, i.e, a concept capable of undergoing continuous rearticulations both within the framework of scientific and philosophical culture, without, however, ceasing to maintain interrelations with the general culture of the time. Our investigation, therefore, operates in several levels, whose main are: the conceptual, epistemological, historical, social ones - understood in there more concrete expressions as a collective of thought - and the instrumental. As for this last level, we will present a class of devices whose members, analogously to the proto-concept, will be called proto-instruments. Added to this are the particularities of the modern scientific environment, whose research and information processes follow their own standards. This set of factors imposed the need for a previous methodological inquiry, resulting in the division of this thesis into two interdependent parts. In the first one, we will carry out a broad examination of the main traditions within the philosophy of science in the twentieth century, whose formulations have pointed to a closer relationship between history and the production of scientific knowledge. The main representatives of such stance were Gaston Bachelard (1884 - 1962), Georges Canguilhem (1904 - 1995), Alexandre Koyré (1892 - 1964, Ludwik Fleck (1896 - 1961), Arthur Lovejoy (1873 - 1962), Thomas Kuhn ) and Peter Galison. At the end of Part One, we will propose an orientation in the context of historical epistemology, which we call the convergent proto-conceptual proposal. With that we describe the set of categories and methodological assumptions assumed in our investigation. Based on that we go through multiple articulations undergone by the Gestalt proto-concept, both in the German tradition, and in the pioneering works of Ernst Mach (1838-1916), Christian von Ehrenfels (1859-1932) and representatives of the Graz School, especially Vittorio Benussi (1878-1927). We will argue that the Frankfurt-Berlin School was the main responsible for Gestalt realization as a trans-disciplinary proto-concept, whose core semantics remains preserved during its multiple articulations.
 
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Data de Publicação
2018-03-13
 
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