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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.7.2009.tde-14082009-100458
Documento
Autor
Nome completo
Paula Urzúa Taleikis
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2009
Orientador
Banca examinadora
Barros, Sonia (Presidente)
Nicacio, Maria Fernanda de Silvio
Vasconcelos, Eduardo Mourão
Título em português
O trabalho como estratégia de desinstitucionalização e emancipação na saúde mental
Palavras-chave em português
Desinstitucionalização
Reabilitação vocacional
Saúde mental
Trabalho
Resumo em português
Este estudo tem por finalidade contribuir com a reflexão sobre a utilização do trabalho nas propostas reabilitadoras de desinstitucionalização no contexto da Reforma Psiquiátrica Brasileira, buscando compreender o sentido do trabalho e algumas concepções que norteiam as experiências de trabalho no campo da saúde mental. O objeto desta pesquisa, portanto, são as oficinas de trabalho que se orientam pelo trabalho cooperado, entendidas como uma possibilidade de subverter a lógica excludente e normatizadora da relação trabalho e saúde mental que historicamente pautou a relação sociedade/loucura e as instituições (assistenciais, jurídicas, sociais, culturais) que imbuídas dessa lógica vitimaram as pessoas com sofrimento mental, culminando com variados tipos de violência e desumanização. Para compreender esse processo de transformações complexo, fundamentamos o estudo na abordagem dialética, uma vez que possibilita buscar a essência do trabalho a partir da sua expressão na aparência, entendendo como algo em permanente movimento dialético, carregado de conflitos e contradições. Para os autores dessa abordagem o trabalho é considerado um elemento central da realidade, mas deve ser compreendido como historicamente determinado e somente a partir da sua totalidade pode se compreender sua forma particular, nesta pesquisa, nas oficinas de trabalho de um serviço de saúde mental criado no bojo do processo de reforma psiquiátrica de Campinas. Também utilizamos os conceitos de desinstitucionalização, reabilitação psicossocial e cooperativismo social, buscando articulá-los com a categoria analítica Trabalho e suas expressões (alienação, emancipação e processo de trabalho) na concepção marxista, que balizam a análise dos dados. A coleta dos dados foi realizada essencialmente por meio de entrevistas semi-estruturadas com a gerente e os coordenadores das oficinas de trabalho. Os dados foram submetidos à análise temática dando origem as categorias empíricas: projeto institucional, modo de estruturação do serviço, processo de trabalho em saúde e concepções sobre reabilitação psicossocial, trabalho e cooperativismo social. A análise revelou a existência de contradições e conflitos, que refletem especialmente os modelos tecno-assistenciais em disputa, que por sua vez, são determinados pela totalidade, pelos interesses opostos da luta de classes na sociedade, especialmente sobre os processos de trabalho que pretendem mudanças concretas na vida dos usuários no sentido da sua emancipação. Apontamos para a necessidade de subverter a lógica do trabalho terapêutico, dependente e alienado para transformar a produção e reprodução material e subjetiva dos sujeitos protagonistas dessas mudanças, usuários, familiares e trabalhadores em saúde mental, que passa necessariamente pela conscientização de todos sobre os mecanismos de opressão e dominação manifestos ou latentes ainda presentes nas relações sociais, desde as mais singulares até o âmbito estrutural
Título em inglês
Work as strategy of deinstitutionalization and emancipation in mental health
Palavras-chave em inglês
Deinstitutionalization
Mental health
Vocational rehabilitation
Work
Resumo em inglês
This study has as the main objective to contribute to the reflection about the use of labor in the rehabilitative proposition of deinstitutionalization in the context of the Brazilian Psychiatric Reform, looking for the understanding of the meaning of work and some conceptions that guide the experiences of work in the field of mental health. Therefore, the object of this research are the workshops that are guided by the cooperative work, understood as a possibility to subvert the excluding and normative logic of the relation of work and mental health that ruled historically the relation society/madness and the institutions (assistant, juridical, social, cultural) that imbued of this logic victimized people with mental distress, culminated with several kinds of violence and dehumanization. To understand this process of complex transformation, we substantiated the study with the dialectical approach, once it makes possible the search for the essence of work by its expression in aspect, understanding it as something in permanent dialectical movement, carried of conflicts and contradictions. For the authors of this approach, work is considered as a central element of reality, but it must be understood as historically determined and only by its totality we can understand its particular form, in this research, at the workshops of a mental health assistance created in the middle of the process of the psychiatric reform of Campinas. We also used the concepts of deinstitutionalization, psychosocial rehabilitation and social cooperativeness, seeking to articulate them with the analytical category of Work and its expressions (alienation, emancipation and working process) by the light of the Marxist conception, that delimitate the data analysis. The data collection was carried out essentially by semi-structured interviews with the manager and the coordinators of the workshops. The data were submitted to the thematic analysis originating the following empirical categories: institutional project, structuring mode of the service, process of working in mental health and conceptions about psychosocial rehabilitation, work and social cooperativeness. The analysis revealed the existence of contradictions and conflicts that reflect especially the techno-assistant models in dispute, that in their turn, are determined by totality, by the opposite interests of the class struggle in society, especially about the processes of work that intend concrete changes in the life of the users on their emancipation. We pointed out the need of subversion of the logic of the dependant and alienated therapeutic work to transform the material and subjective production and reproduction of the subjects protagonists of these changes, users, familiars and workers in metal health, who necessarily go through the consciousness of everyone about the evident or latent mechanisms of oppression and domination still present in social relations, from the most singular to the structural ones
 
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Paula_Taleikis.pdf (1.61 Mbytes)
Data de Publicação
2009-09-03
 
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