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Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
José Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 1988
Orientador
Banca examinadora
Gandra, Yaro Ribeiro (Presidente)
Laurenti, Ruy
Monteiro, Carlos Augusto
Nóbrega, Fernando José de
Santos, Jair Licio Ferreira
Título em português
Avaliação antropométrica do impacto nutricional de um programa de suplementação alimentar
Palavras-chave em português
Antropometria
Estado Nutricional
Programa de Suplementação Alimentar
Resumo em português
Os programas de suplementação alimentar, como iniciativa do Estado, tem início em meados do século passado em países europeus. Após a segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América do Norte passam a utilizar seus estoques de alimentos como mecanismo de influência política nos países de terceiro mundo com a doação de alimentos, No Brasil os programas de suplementação alimentar têm inicio na década de 50 com a utilização de alimentos doados por países centrais. Nos anos setenta, é definida uma política de alimentação e nutrição para o país que tem a suplementação alimentar como seu principal componente. São pouco frequentes avaliações das atividades de suplementação alimentar desenvolvidas em vários países do globo. A análise das informações disponíveis demonstra que a suplementação alimentar não tem promovido melhoras significativas nas condições nutricionais de pré-escolares. As avaliações dos programas existentes no Brasil, há cerca de 12 anos, parecem apontar para o mesmo sentido. Esse estudo analisa o efeito de um programa de suplementação alimentar dirigido a pré-escolares, que distribui, mensalmente, alimentos formulados e suficientes para suprir vinte por cento das necessidades nutricionais do grupo assistido. Utiliza-se para isso um delineamento, tipo "antes-depois", em que 1103 crianças menores de 3 anos, são observadas ao entrarem no programa e seis meses após o seu início. A análise dos dados antropométricos é realizada a partir de três procedimentos. No primeiro deles, compara-se o perfil nutricional do grupo estudado ao entrar no programa e após seis meses de suplementacão. No segundo, analisam-se as mudanças de categorias quintilares durante o período de suplementação alimentar. No terceiro, estudam-se as diferenças de escores 7 corrigidos e referentes aos seis meses de acompanhamento. Em todas análises são estudadas, como variáveis intervenientes, a idade ao entrar no programa, o estado nutricional ao entrar no programa, a frequência a serviços de puericultura, a renda familiar per-capita e a ocupação da mãe. Os resultados demonstram que ocorre um processo de deterioracão do estado nutricional das crianças quando, na medida em que ficam mais velhos estão mais expostas às condições adversas do ambiente em que vivem. Tal processo tem início no segundo semestre, agravando-se no segundo ano, e tendendo a estabilizar-se no terceio ano de vida. Crianças com frequência "regular" a serviços de puericultura e pertencentes à faixa superior de renda familiar per-capita, apresentam melhores condicões nutricionais ao entrar no programa. A comparação dos perfis nutricionais ao entrar, e após seis meses demonstra que a suplementação alimentar não é suficiente para reverter o processo de deterioração do estado nutricional que acompanha o "envelhecimento" da populacão de pré-escolares. A análise das mudanças quintilares e as diferenças dos escores 7 corroboram esse achado. Nesses dois procedimentos, evidencia-se ainda que criancas, que entram no programa com piores condições nutricionais são as que mais se beneficiam da suplementação. Tal associação é mantida após controlar os efeitos devidos a variacões individuais do padrão de crescimento. Visando potencializar o efeito da suplementação alimentar, sugere-se a adoção de critérios clínico-antropométricos para definição da oportunidade e da quantidade da suplementação alimentar para cada criança do grupo alvo. A deturioracão do estado nutricional preponderante durante o primeiro e segundo anos de vida, sugere que a disponibilidade de alimentos pode não ser o fator limitante na determinação da desnutrição em pré-escolares. Assim sendo, a integração de medidas ligadas à adequação das práticas alimentares, ao controle das infecções na infância e à suplementação alimentar teriam efeito sinérgico na melhoria das condições nutricionais dos pré-escolares.
Título em inglês
Anthropometric evaluation of the nutritional impact of a food supplementation program
Palavras-chave em inglês
Anthropometry
Food Supplementation Program
Nutritional Status
Resumo em inglês
Supplemtary feeding programmes, as a government initiative, were introduced in European countries in the second half of the past century. After World War II, the United States of America started to use their surpius food stocks as a mechanism of political influence in Third World Countries through food aid. In Brazil, supplementary food programmes began in the fifties through the distribution of food donated by Central countries. In the 70's, a national food and nutrition policy was defined, with a principal focus on supplumentary feeding. Not many evaluations of supplementary feeding activities have been conducted in the various countries of the world. An analysis of the information avaiable shows that supplementary feeding has not resulted in significant improvements in the nutritional status of pre-school children. Evaluations of Brazilian programmes implemented over the past 12 vears lead to thte same conclusion. The present study anulyses the effect of a supplementary feeding programme which distributes, on a monthly basis, formulated food in quantities sufficient to provide twenty per cent of the nutritional needs of the assisted group. For that purpose, a before and after impact evaluation is carried out, in which 1.103 children under three years of age are observed at the lime they enter the programme and six months after. An analysls of antropometric data is made, using three statistical procedures. In the first one, the nutritional profiles of the observed group at the time they enter the programme are compared with their profiles six months later. In the second one, using a percentile distribution, the group is divided into five categories and changes between categories during the supplementary period are observed. In the third one, differences in Z scores are studied for the six months of monitoring. In all three analys is the age and the nutritional status at the time of entry into the programme, frequency to prevuntive health services, per capita family income and mother's occupation are studied as intervenient variables. Results show that a process of deerioration in the nutritional status of the studied group occur when expnsed to the adverse conditions of the environment in which they live. This process starts in the second semester, aggravates in the second year and tends to stabilize in the third year of life. Children with a regular attendance recordd to preventive health services and belonging to the higher per capita income level show better nutritional statys at the time they enter the programme. A comparison of the nutritional profiles at the time of entry into the programme, and six months later, shows that the supplementary feeding is not sufficient to reverse the process of deterioration in the nutritional status which accompanies the "aging" of the pre-school population. The analysis of changes in quintiles and the differences in Z scores corroborate this finding. In these two procedures, it also becomes evident that the children who enter the progrumme under the worst nutritional conditions are the ones who benefit the most from the supplementary feeding. This association is also maintained after the effects caused by individual variations in the growth standard are controled. In order to potencialize the effect of supplementary feeding, it ls suggested that clinical- antropometric criteria be adopted ti define the opportunity and the quantity of supplementary feeding to be provided for each child of the target group. The deterioration in the nutritional status during the first and second years of life, when less are total nutritional needs are required, suggests that the avaiability of food may not be the limitating factor in determining malnutriton in pre-school children. Thus, measures linked to appropriate feeding practices and to the control of infections in early childhood could have a higher impact on the nutritional status than the supplementary feeding.
 
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Data de Publicação
2018-01-04
 
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