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Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
Celina Maria Turchi Martelli
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 1995
Orientador
Banca examinadora
Castilho, Euclides Ayres de (Presidente)
Boulos, Marcos
Goldbaum, Moises
Opromolla, Diltor Vladimir Araujo
Souza, Jose Maria Pacheco de
Título em português
Associação entre hanseníase e infecção pelo vírus da hepatite B: estudo de caso-controle
Palavras-chave em português
Hanseníase
Vírus da Hepatite B
Resumo em português
Um estudo de caso-controle para investigar a associação entre a hanseníase e infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) foi conduzido no período de 1992/93, na cidade de Goiânia e municípios contíguos - Estado de Goiás. Avaliou-se, também, a distribuição espacial da hanseníase neste aglomerado urbano. Inicialmente, os indivíduos com suspeita clínica de hanseníase foram submetidos a exames baciloscópicos e histopatológicos, independentemente da rotina do Programa de Controle de Hanseníase. Do total de 855 pacientes recémdiagnosticados de hanseníase, 600 eram residentes em área urbana, e foram categorizados em casos multibacilares (31,3 por cento ), paucibacilares (51,8 por cento ) e prováveis (16,8 por cento ). Foi realizada análise descritiva desta casuística, havendo nítida predominância do sexo masculino na forma multibacilar de hanseníase. A distribuição espacial dos pacientes possibilitou, através da análise exploratória das taxas de detecção, discriminar estratos de risco intra-urbano. Para o estudo de caso-controle, 552 pacientes de hanseníase de 1 O a 70 anos foram incluídos. Os controles (N =552) foram selecionados de indivíduos com ausência de sinais e sintomas sugestivos de hanseníase oriundos da demanda espontânea de ambulatórios de 7 unidades de saúde, localizadas na região de procedência dos casos. Os participantes - casos e controles - foram entrevistados para avaliar fatores de risco para hanseníase e infecção pelo vírus da hepatite B. Foram coletadas amostras de sangue para detecção de marcadores ao vírus da hepatite B pela técnica de ELISA. Comparou-se a prevalência de marcadores de exposição (anti-HBc), de imunidade (anti-HBs) e de portador (AgHBs) entre casos e controles. Foram avaliados como potenciais fatores de confusão: sexo, idade, condições sócio-econômicas, estado nutricional, cicatriz vacinal de BCG e utilização dos serviços de saúde. Casos e controles foram similares quanto às características sócio-econômicas e nutricionais indicando que o princípio de selecionar controles da mesma base populacional que os casos parece ter sido adequado. Cicatriz vacinal de BCG esteve estatisticamente associada aos diferentes tipos de hanseníase. Houve maior proporção de indivíduos hospitalizados nos útimos 5 anos entre casos que em controles indicando que o emparelhamento por local de residência não eliminou completamente as diferenças entre os grupos em relação ao uso dos serviços de saúde. Entre os participantes do estudo, 18,1 por cento dos casos e 19,6 por cento dos controles foram soropositivos ao anti-HBc. Em análise multivariada, utilizando-se o modelo de regressão logística politômica, a associação da hanseníase e anti-HBc entre casos e controles apresentou odds ratio de 0,9 (IC95 por cento O, 7-1 ,3) para a categoria de multibacilar; 1,0 (IC 95 por cento 0,7-1,3) para a de paucibacilar e 1,1 (IC95 por cento 0,8-1,5) para a de provável. Estes resultados mostraram que subgrupos de casos e os controles estiveram igualmente expostos ao vírus da hepatite B. As proporções de indivíduos imunes foram semelhantes nos grupos de casos (9,2 por cento ) e controles (10,2 por cento ). Casos multibacilares responderam à exposição viral com formação de anticorpos protetores, qualitativa e quantitativamente de maneira semelhante aos pacientes paucibacilares e grupo controle. Os resultados dos índices de persistência de infecção (PPI) indicaram não haver diferença quanto ao clearance do antígeno viral nos subgrupos de casos e controles. Os resultados obtidos nesta investigação mostraram nos subgrupos de casos e controles: (i) prevalências semelhantes dos marcadores de exposição, de imunidade e de estado de portador; (ii) capacidade similar para produção de anticorpos protetores, avaliada através dos percentuais do marcador anti-HBs e, quantitativamente, através do Índice de Elisa e (iii) baixa probabilidade de persistência da antigenemia mensurada pelo PPI. Em conclusão, não houve evidências epidemiológicas de uma associação entre hanseníase e infecção pelo vírus da hepatite B, avaliada através de estudo de caso-controle, conduzido em área de baixa endemicidade ao VHB e alta endemicidade de hanseníase.
Título em inglês
Association between leprosy and hepatitis B virus infection: case-control study
Palavras-chave em inglês
Hepatitis B Virus
Leprosy
Resumo em inglês
A case-control study was conducted in Goiânia, Central Brazil, a highly endemic area for leprosy and Iow endemic region for hepatitis B virus (HBV) infection. The purpose was to investigate the association between leprosy types and hepatitis B infection. The spatial distribution of leprosy in urban area was assessed. Between 1992 and 1993, newly detected leprosy cases (N=855) were investigated and 600 cases lived in the urban area. They were classified in multibacillary (31.3 per cent ), paucibacillary (51.8 per cent ) and probable cases (16.8 per cent ) according to histopathological and baciloscopic exams, independently of the leprosy control routine. The majority of multibacillary cases was males. Detection rates of leprosy were calculated by mapping cases and several risk strata were identified by using exploratory data analysis. This methodology seems to be particularly useful for targeting control activities in urban areas. Cases were 552 leprosy patients from the urban area and adjacent counties, between the ages of 1O and 70 years who self-referred or were referred to the main outpatient clinic for treatment in the region. 552 controls were selected from among self-referred outpatients from 7 health centers geographically located in areas where the cases came from. The main criteria for eligibility for control subjects was that they must not have any signs or symptoms indicative of leprosy. Blood samples were collected for all participants to determine serological markers of HBV infection and tested by enzyme immunoabsorbent assay technique (ELISA). Cases and controls were interviewed in order to evaluate risk factors for leprosy and hepatitis B vírus (HBV) infection. Prevalence of HBV exposure (anti-HBc), immunity (anti-HBs) and carrier status (AgHBs) were compared among cases and controls. Cases and controls were also compared for age, sex, socio-economic conditions, nutritional status, BCG scars and previous hospitalization. The participants had similar socio-economic pattern and also nutrition status, suggesting that the source of control selection was adequate for controlling for the most common confounding variables. BCG vaccine appeared to provide protection against multibacillary and paucibacillary types of leprosy and percentage of hospitalization was higher among cases. Prevalence of anti-HBc was similar among leprosy cases (18.1 per cent ) compared to controls (19.6 per cent ). An analysis of association between anti-HBc infection and leprosy types in terms of odds ratio, calculated by polytomous logistic regression, showed no positive association: multibacillary (OR=0.9 CI95 per cent 0.7-1.3); paucibacillary (OR= 1.0 CI95 per cent 0.7-1.3) and probable (OR= 1.1 CI95 per cent 0.8-1.5). The main findings of the case-control study were: (i) cases and controls had similar leveis of viral exposure, immune and carrier status (íi) the persistence of antigen response (PPI) was low among cases and controls respectively; (iii) ELISA índices were similar among multibacillary, paucibacillary and control group indicating that all participants mount antibody response to viral infection. In conclusion, there was no association between multibacillary leprosy and HBV infection in this setting.
 
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Data de Publicação
2018-02-05
 
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