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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.59.2004.tde-05052009-161734
Documento
Autor
Nome completo
Paulo Roberto de Andrada Pacheco
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2004
Orientador
Banca examinadora
Massimi, Marina (Presidente)
Caldana, Regina Helena Lima
Furlan, Reinaldo
Silva, Paulo José Carvalho da
Zeron, Carlos Alberto de Moura Ribeiro
Título em português
Liberdade e indiferença: a "experiência-modelo" jesuítica em cartas de jovens indipetentes espanhóis dos séculos XVI e XVII
Palavras-chave em português
Companhia de Jesus
experiência
Indipetae correspondência epistolar
liberdade
Resumo em português
Esta pesquisa tem por objeto as Litterae Indipetae espanholas. As Indipetae são cartas nas quais jovens jesuítas dos séculos XVI e XVII solicitavam ao Padre Geral da Companhia de Jesus o envio em missão nas chamadas Índias (como eram genericamente designados os territórios de missão). Estas cartas foram redigidas a partir de normas jurídicas e retóricas estabelecidas pela Ordem e, portanto, são marcadas por diversos topoi cultural e institucionalmente determinados. O objetivo geral é evidenciar as categorias filosófico-retóricas, espirituais, jurídico-institucionais e psicológicas que sustentam nas cartas o que denominamos uma experiência de liberdade. Também interessa localizar as raízes históricas dos conceitos de liberdade e experiência na cultura jesuítica, no período do Generalato do Padre Cláudio Aquaviva (1581-1615), a partir do estudo de documentos representativos do modus cogitandi próprio dos jesuítas (basicamente a filosofia moral e a retórica do XVI-XVII), do modus operandi (sobretudo as normas espiritual e institucional) e do que descreveu-se como a prescrição de uma experiência-modelo (os textos de espiritualidade). Interessa também descrever a experiência de liberdade a partir de três grupos de lugares-comuns identificados nas cartas: conhecimento de si, obediência e consolação. As demais fontes utilizadas foram: o Manual Conimbricense sobre a Ética a Nicômaco, escrito em 1593, pelo padre jesuíta Manuel de Góis, com vistas ao ensino de filosofia moral no Colégio das Artes de Coimbra e nos colégios da Companhia no Brasil; os Exercícios Espirituais, o Diário de Moções Interiores e o Relato de Santo Inácio de Loyola; o texto das Constituições jesuíticas, Documentos de Fundação e algumas das Cartas de Inácio; e, finalmente, alguns textos de espiritualidade, escritos por padres jesuítas entre os anos de 1583 e final da década de 1630. A escolha do recorte histórico o período de influência do Generalato do Padre Cláudio Aquaviva justifica-se pela importância desse governo no que se refere ao estabelecimento gradual de uma espiritualidade com traços propriamente jesuíticos e de uma legislação unificadora e atenta à manutenção do ideal e do espírito autênticos de Inácio de Loyola. O método utilizado pode ser assim descrito: 1) transcrição do corpus documental de 26 Indipetae (todas espanholas, escritas entre 1583 e 1609), sendo 23 cartas de autores diferentes, distribuídas no período referido e 3 de um mesmo autor; 2) levantamento bibliográfico e documental no Brasil e na Europa; 3) leitura e análise dos documentos, a fim de localizar as referências aos conceitos de liberdade e experiência; 4) leitura e análise das cartas com os critérios aristotélico-tomistas fornecidos pelos demais documentos, descrevendo as cartas num primeiro momento estruturalmente, em seguida dinamicamente. Pela análise desses documentos, pode-se dizer que o aparelho filosófico jesuítico fornece um conceito de liberdade que é atualizado como indiferença e dado como elaboração individual nas cartas Indipetae. A leitura dessas cartas permite compreender como os jesuítas utilizavam os instrumentos de ordenação da vida interior, na medida em que, tendo se apropriado de uma tradição recebida através dos textos de espiritualidade expressam-na num ato como o de escrever a carta Indipeta. Para além dos aspectos retórico e institucional que regravam o ato de escrever, as Indipetae podem ser descritas como o espelho que reflete aquele indivíduo que assumiu para si um modus vivendi particular. Também a partir da leitura desses documentos, foi possível compreender o conceito de experiência tal como a tradição jesuítica dos séculos XVI e XVII a entende e que pode ser exemplificado pela frase de Inácio: gustar de las cosas internamente, considerando-se o homem como uma totalidade, isto é, sem solução de continuidade entre fé e razão, entre condição espiritual e psicológica.
Título em inglês
Liberty and indifference: the Jesuitical experience-model in letters of young Spanish indipetentes of 16th and 17th Centuries
Palavras-chave em inglês
Company of Jesus
experience
freedom
Indipetae
Resumo em inglês
This research has for object the Spanish Litterae Indipetae. Indipetae are letters in which young Jesuits of 16th and 17th Centuries have requested the General Priest of the Society of Jesus the sending in mission to the called India (namely, mission territories that they were assigned). These letters were written from legal and rhetorical norms established by the Order and thus marked by diverse topoi culturally and institutionally determined. The general objective is to evidence the philosophical-rhetorical, spirituals, legal-institucional and psychological categories that support in the letters what we call a experience of liberty. Also it interests to locate the historical basis of the concepts of liberty and experience in the Jesuitical culture, in the period of the Govern of the General Priest Claudio Aquaviva (1581-1615), from the representative document study of the proper modus cogitandi of the Jesuits (basically the moral philosophy and the rhetoric of 16th and 17th Centuries), of the modus operandi (over all the norms institucional and spiritual) and of that one described as the prescription of a experience-model (the spiritual texts). It also interests to describe the experience of liberty from three identified groups of common-place in the letters: knowledge of itself, obedience and consolation. The used sources had been the following ones: Manual Conimbricense sobre a Ética a Nicômaco, writing in 1593, by the Jesuit Priest Manuel de Góis, with the intent of the education of moral philosophy in the Coimbra College of Arts and in the colleges of the Society in Brazil; Spirituals Exercises, Daily of Interior Motions and the The Story of the Pilgrim by Saint Ignatius of Loyola; text of the Jesuitical Constitutions, Documents of Fondation and some of the Letters by Ignatius; and, finally, some texts of spirituality, written by Jesuit priests between the years of 1583 and final one of the decade of 1630. The choice of the historical clipping the period of influence of the Govern of the General Priest Aquaviva is justified for the importance of this government related to the gradual establishment of a spirituality with properly Jesuitical traces, and an unifying legislation that intent to the maintenance of the authentic ideal and spirit of Ignatius of Loyola. The used method can thus be described: 1) transcription of the corpus of 26 Indipetae (all Spaniard, writings between 1583 and 1609), being 23 letters of different authors, distributed in the cited period, and 3 of one same author; 2) bibliographical and documentary survey in Brazil and the Europe; 3) reading and analysis of documents, in order to locate the references to the concepts of liberty and experience; 4) reading and analysis of the letters with the criteria Aristotelic-Thomists supplied by the same documents, describing the letters at a first moment structurally, after that dynamically. From the analysis of these documents, it can be said that the Jesuitical philosophical device supplies a concept of liberty that is brought up to date as indifference and considered as individual elaboration in the Indipetae letters. The reading of these letters allows to understand as the Jesuits used the instruments of ordinance of the interior life, as that, having appropriated from a tradition received through the texts of the literature of spirituality, they express it in an act as the one of writing the Indipeta letter. For beyond the institutional and rhetorical aspects, that controlled the act of writing, the Indipetae can be described as a mirror reflecting a subject that assumed for himself a particular modus vivendi. Also from the reading of these documents, it was possible to comprehend the concept of experience such as the Jesuitical tradition of 16th and 17th Centuries understands it and can be exemplified by the phrase of Ignatius: gustar de las cosas internamente, considering the man as a totality, that is, without broken of continuity between faith and reason, between psychological and spiritual condition.
 
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PACHECOpraTeseUSP.pdf (4.80 Mbytes)
Data de Publicação
2009-05-18
 
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