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Dissertação de Mestrado
Documento
Autor
Nome completo
Gabriela Pap da Silva
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2017
Orientador
Banca examinadora
Costa, Telma Maria Braga (Presidente)
Kakeshita, Idalina Shiraishi
Sartorelli, Daniela Saes
Silva, Jose Aparecido Da
Título em português
Avaliação da influência familiar no estado nutricional e hábito alimentar de crianças de seis a dez anos
Palavras-chave em português
Alimentação Infantil
Atitudes dos Pais
Comportamento Alimentar
Obesidade
Relações Pais-Criança.
Resumo em português
A obesidade infantil é considerada uma epidemia em nível mundial e tem recebido uma atenção importante por parte dos profissionais de saúde. Esta doença possui causas multifatoriais com destaque aos hábitos de vida e alimentares, sendo estes relacionados ao crescimento no número de indivíduos obesos. No período entre 1989 e 2009 registrou-se um aumento de 300% no número de crianças acima do peso no Brasil, entre a faixa etária de cinco a nove anos de idade, com uma grande prevalência de dislipidemia. O presente estudo buscou avaliar a possível influência de atitudes, crenças, práticas, habito alimentar e Estado Nutricional (EN) de um responsável pela alimentação da criança perante o hábito alimentar e EN de crianças de seis a dez anos que residiam na área de abrangência das Unidades de Saúde da Família (USF) da cidade de Ribeirão Preto SP. Um total de 164 crianças e seus respectivos responsáveis (n=164) participaram deste estudo. Foram aplicados os seguintes instrumentos: Questionário de Caracterização da Amostra, Critério de Classificação Econômica Brasil, Questionário de Alimentação da Criança (QAC), Questionário de Avaliação de Hábitos Saudáveis de Alimentação, Escala de Crenças sobre Dieta, Recordatório de 24 horas (para cálculo do Índice de Qualidade da Dieta Revisado IQD-R). Foi realizada, ainda, aferição de peso e estatura do responsável e da criança. Os resultados obtidos mostraram que 75% (n=123) dos principais cuidadores das crianças eram as mães, mas que outros responsáveis vêm assumindo esse papel no cuidado da criança (avó, pai, tia, irmã). O EN das crianças e seus responsáveis apresentaram alta prevalência de excesso de peso (18,3% e 32,9%, respectivamente) e obesidade (15,9% e 37,9%, respectivamente). A maior parte das crianças que apresentaram excesso de peso (100%; n=56) possuía seu responsável também com excesso de peso (82,1%; n=46). Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) se mostraram muito prevalentes entre os familiares próximos das crianças participantes deste estudo, independentemente do EN da criança (Diabetes Mellitus: 46,3%; Hipertensão Arterial: 62,8% e Dislipidemia: 31,1%). A preocupação dos responsáveis com o peso da criança foi maior entre os responsáveis das crianças que estavam acima do peso (3,6±1,29). Por outro lado, uma maior pressão para comer foi identificada entre os responsáveis com crianças abaixo do peso ou com peso normal (3,3±0,97 e 3,9±0,99, respectivamente). A média do IQD-R das crianças (50,0±13,6) foi muito similar à dos responsáveis (56,5±12,1), mais especificamente 51,8% (n=85) das crianças apresentaram dieta inadequada e 47,0% (n=71) apresentaram dieta que necessita de modificação. Por outro lado, entre os responsáveis esses valores foram um pouco melhores: 30,5% (n=50) dos responsáveis apresentaram dieta inadequada e 67,1% (n=110) apresentaram dieta que necessita de modificação. Os dados gerais obtidos através dos instrumentos propostos neste trabalho sugerem que o EN dos responsáveis pode influenciar o EN das crianças, o padrão de consumo dos responsáveis pode influenciar o consumo alimentar das crianças e algumas práticas de controle da alimentação da criança podem interferir também em seu consumo e consequentemente em seu EN.
Título em inglês
Evaluating familial influences on the nutritional status and feeding habits of six- to ten-year-old children
Palavras-chave em inglês
Feeding Behavior
Infant Feeding
Obesity
Parent attitudes
Parent-Child Relations
Resumo em inglês
Childhood obesity is considered a worldwide epidemic and has received important attention from health professionals. This disease has multifactor causes with emphasis on lifestyle and eating habits, and these are related to the growth in the number of obese individuals. In the period between 1989 and 2009, there was a 300% increase in the number of overweight children in Brazil (five- to nine-year-old subjects), with a high prevalence of dyslipidemia. This study aimed at evaluating the possible influence of attitudes, beliefs, practices, dietary habits and nutritional status (NS) of a caregiver individual, responsible for feeding the child in relation to the eating habit and NS of children from six to ten years old, in the area of coverage of Health Units (USF) in the city of Ribeirão Preto - SP. A total of 164 children and their respective caregivers (n = 164) were sampled for this study. The following instruments were applied: Sample Characterization Questionnaire, Brazil's Economic Classification Criteria, Child Feeding Questionnaire (CFQ); Healthy Eating Habits Assessment Questionnaire; Dietary Beliefs Scale; 24-hour Reminder (Calculation of the Revised Diet Quality Index). The weight and height of the caregiver and the child were also measured. The results showed that 75% (n=123) of the main caregivers of the children were their mothers, but that other caregivers have assumed this role as well (grandmother, father, aunt, sister). NS of children and caregivers showed prevalence of overweight condition (18.3% and 32.9%, children and caregivers, respectively) and obesity (15.9% and 37.9%, respectively). Most overweight children (100%; n=56) had caregivers also overweight (82,1%; n=46). Non-transmissible chronic diseases (NTCDs) were very prevalent among the close relatives of the children participating in this study (Diabetes Mellitus: 46.3%, Arterial Hypertension: 62.8% and Dyslipidemia: 31.1%). A concern about NS (in particular regarding the child's weight) was perceived among caregivers and was higher among those responsible for children who were overweight (3.6 ± 1.29). On the other hand, a higher effort to feed their children was noticed among caregivers responsible for underweight or normal weight children (3.3 ± 0.97 and 3.9 ± 0.99, respectively). The mean IQD-R of children (50.0 ± 13.6) was very similar to that of those responsible (56.5 ± 12.1), more specifically 51.8% (n=85) of the children whose diet was characterized as "inadequate" and 47.0% (n=71) were characterized as having a diet that "requires adjustments". Among caregivers, these values were slightly better: 30.5% (n=50) for responsible-individuals classified as having an "inadequate" diet, and 67.1% (n=110) were considered as "requiring adjustments" to their diets. The overall results of this research suggest that NS of caregivers can influence their children's NS. Moreover, food consumption patterns of caregivers can influence feeding patterns of their children, and some control practices of the child's diet may also interfere in their food consumption, and consequently in their NS.
 
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Data de Publicação
2017-10-10
 
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