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Tesis Doctoral
DOI
Documento
Autor
Nombre completo
Danielle Soares Bio
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2018
Director
Tribunal
Moreno, Ricardo Alberto (Presidente)
Pan Neto, Pedro Mario
Rocca, Cristiana Castanho de Almeida
Scivoletto, Sandra
Título en portugués
A associação entre traumas na infância, funcionamento cognitivo e morfologia cerebral em pacientes com transtorno bipolar tipo I
Palabras clave en portugués
Cognição social
Manifestações neurocomportamentais
Maus-tratos infantis
Morfologia cerebral
Neuropsicologia
Ressonância magnética estrutural
Transtorno bipolar
Traumas na infância
Resumen en portugués
Introdução: O transtorno bipolar (TB) é um problema crônico, de evolução cíclica, altamente prevalente na população geral e está associado a importante incapacitação dos pacientes e a déficits cognitivos e funcionais, constituindo, assim, um importante problema de saúde pública. A etiologia do TB parece ser multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos e ambientais; estudos apontam que a predisposição para manifestação de episódios pode advir da exposição a maus-tratos na infância (MTI), que comprometem o desenvolvimento emocional, cerebral e cognitivo das crianças e estão presentes em 30% a 60% dos portadores de TB. No TB, os MTI vem sendo associados com idade de início mais precoce, pior evolução clínica, maior incidência de comorbidades, apesar da literatura ser escassa e não conclusiva, tem sido associado também a alterações do funcionamento cognitivo e da morfologia cerebral. Objetivo: Investigar se o perfil cognitivo e a morfometria cerebral de portadores de TBI eutímicos diferencia-se com a exposição ou não a maus-tratos sofridos na infância. Método: 75 portadores de TBI eutímicos, com idades entre 18 e 45 anos, atendidos no ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) IPq-HC-FMUSP, sendo 32 sem história de MTI e 43 com história de MTI, de acordo com o ponto de corte do Childhood Trauma Questionnaire (CTQ) e 46 voluntários sadios do ponto de vista físico e mental, com idades entre 18 e 45 anos, sem história de MTI de acordo com o CTQ e sem parentes de primeiro grau com transtornos psiquiátricos foram submetidos a uma bateria de testes neuropsicológicos que avaliou as funções atencionais, mnêmicas, executivas e cognição social e a um estudo de imagem por ressonância magnética. Resultados: Os resultados apontaram para uma diferença de desempenho cognitivo entre os grupos em uma das medidas de flexibilidade mental (p=0,04), em uma de raciocínio matricial (p=0,035) e na capacidade de reconhecimento de emoções faciais de tristeza (REF, p=0,022). Em relação à morfometria cerebral, pôde-se observar que o volume do Núcleo Caudado apresentou diferença estatisticamente significativa entre os três grupos, tanto no hemisfério direito (p=0,002) como no esquerdo (0,008). No hemisfério esquerdo, a área do Órbito Frontal Medial (p=0,0466), a área do Pré-cuneo (p=0,0193) e a área do Parietal Superior (p=0,0063) apresentaram diferenças estatisticamente significativas. No hemisfério direito, a área do Órbito Frontal Medial (p=0,0200), a área do Pré-cuneo (p=0,0337), a área do Parietal Superior (p=0,0007), a espessura da Parte Triangular do Córtex Frontal (p=0,0013), a espessura do Pré-central (p=0,0307) e a espessura do Frontal Superior (p=0,0425) apresentaram diferenças estatisticamente significativas. Por fim, a partir de uma análise exploratória, pôde-se observar que no grupo de portadores de TB com MTI os resultados apontam para possíveis associações entre regiões cerebrais e desempenhos cognitivos, sendo elas: volume do Hipocampo Direito e o TMT-B (pinteração= 0,002, r = -0,40, pr=0,013), área do Giro Superior Frontal Direito e o SCWT-I (pinteração= 0,0008, r = -0,36, pr=0,0185), área do Órbito Frontal Medial Esquerdo e o FCR-cópia (pinteração= 0,004, r = 0,49, pr=0,014), espessura do Órbito Frontal Medial Direito e COWAT-total (pinteração= 0,004, r = 0,46, pr=0,003), espessura do Frontal Medial Rostral Esquerdo e WCST-erros (pinteração= 0,007, r = -0,42, pr=0,007). Conclusões: Apesar da limitação do tamanho amostral e do número de comparações estatísticas realizadas, este é o primeiro estudo a avaliar a associação entre MTI, funcionamento cognitivo e morfometria cerebral. Os resultados foram sugestivos de que a magnitude das correlações entre as características morfométricas e cognitivas podem ser moduladas pela exposição a MTI e pelo status de caso (portador de TB)
Título en inglés
The association between childhood traumas, cognitive functioning and cerebral morphology in patients with type I bipolar disorder
Palabras clave en inglés
Bipolar disorder
Brain morphology
Childhood maltreatment
Childhood trauma
Neurobehavioral manifestations
Neuropsychology
Social cognition
Structural magnetic resonance
Resumen en inglés
Introduction: Bipolar disorder (BD) is a chronic, cyclically-evolving problem that is highly prevalent in the general population and is associated with significant disability of the patients and cognitive and functional deficits, thus constituting an important public health problem. The etiology of BD seems to be multifactorial, resulting from the interaction between genetic and environmental factors, and studies show that the predisposition to the manifestation of episodes of BD may result from exposure to childhood maltreatment (CM), which compromises the emotional, cerebral and cognitive development and seems to be present in between 30 and 60% of BD patients. In BD, CM have been associated with earlier onset age, worse clinical course, higher incidence of comorbidities and, although the literature is scarce and not conclusive, it has also been associated with changes in cognitive function and brain morphology. Objective: To investigate whether the cognitive profile and the brain morphometry of patients with euthymic BD differ between those exposed or non-exposed to CM. Method: 75 euthymic BD patients, aged between 18 and 45 years, attended at the ambulatory of the Affective Disorders Program (GRUDA) IPq-HC-FMUSP, 32 of which had no history of CM and 43 with a positive history of CM according to the cut-off of the Childhood Trauma Questionnaire (CTQ) and 46 physically and mentally healthy volunteers, aged 18-45 years, with no history of CM according to the CTQ and no first-degree relatives with psychiatric disorders were submitted to a battery of neuropsychological tests that evaluated attentional, mnemonic, executive, and social cognition functions and a study of magnetic resonance imaging. Results: The results point to a difference in cognitive performance between groups in one of the measures of mental flexibility (p = 0.04), in one of matrix reasoning (p = 0.035) and in the ability to recognize facial emotions of sadness FER, p = 0.022). Regarding cerebral morphometry, it can be observed that the volume of the Caudate Nucleus showed a statistically significant difference between the three groups, both in the right hemisphere (p = 0.002) and in the left hemisphere (0.008). In the left hemisphere, the area of Medial Orbital Frontal (p = 0.0466), the area of Precuneus (p = 0.0193) and the area of Superior Parietal (p = 0.0063) presented statistically significant differences. In the right temisphere, the area of Medial Orbital Frontal (p = 0.0200), the area of Precuneus (p = 0.0337), the area of Superior Parietal (p = 0.0007), the thickness of Pars Triangularis (p = 0.0013), the thickness of Precentral (p = 0.0307) and the thickness of Superior Frontal (p = 0.0425) presented statistically significant differences. Finally, from this exploratory analysis, it is possible to observe that in the group of BD with CM the results point to possible associations between brain regions and cognitive performance, specifically: Right Hippocampus Volume and TMT-B (pinteraction = 0,002, r = -0,40, pr=0,013), Right Superior Frontal Area and SCWT-I (pinteraction = 0.0008, r = -0.36, pr = 0.0185), Left Medial Orbital Frontal area and FCR-copy (pinteraction= 0,004, r = 0,49, pr=0,014), Right Medial Orbital Frontal Thickness and COWAT-total (pinteraction = 0.004, r = 0.46, pr= 0.003), Left Rostral Medial Frontal Thickness and WCST-errors (pinteraction = 0.007, r = -0.42, pr = 0.007). Conclusions: Despite the limitation of the sample size and the number of statistical comparisons performed, this is the first study to evaluate the association between CM, cognitive functioning and brain morphometry. The results are suggestive of the magnitude of the correlations between the characteristics morphometric and cognitive variables can be modulated by exposure to CM and by case status (BD patients)
 
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Fecha de Publicación
2019-05-08
 
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