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Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
Simone Fargetti
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Borba Neto, Eduardo Ferreira (Presidente)
Latorre, Luiz Carlos
Pasoto, Sandra Gofinet
Reis Neto, Edgard Torres dos
Título em português
Avaliação da neuropatia periférica no lúpus eritematoso sistêmico
Palavras-chave em português
Eletromiografia
Imunossupressores
Lúpus eritematoso sistêmico
Polineuropatias
Prognóstico
Terapêutica
Resumo em português
Introdução: Há poucos dados na literatura sobre a neuropatia periférica (NP) associada ao lúpus eritematoso sistêmico (LES). Objetivo: Descrever a NP atribuída exclusivamente ao LES e avaliar suas características clínicas, laboratoriais, tratamento e evolução a curto e longo prazo. Métodos: Pacientes com LES segundo critérios do American College of Rheumatology (ACR) de 1997, que tiveram NP sintomática comprovada por eletroneuromiografia foram identificados através de revisão do prontuário eletrônico. A NP foi classificada de acordo com a nomenclatura do ACR para síndromes neuropsiquiátricas do LES de 1999. Os critérios de exclusão foram qualquer outra condição clínica associada à ocorrência de NP: comorbidades, deficiência de vitamina B12, uso de drogas (álcool, talidomida, leflunomida, estatinas), infecções e outras doenças autoimunes. Controles com LES sem NP, pareados por idade e sexo, com duração de doença semelhante, foram selecionados. Resultados: NP devido exclusivamente ao LES foi identificada em 38 de 2074 pacientes (1,8%), sendo dois terços nos primeiros cinco anos da doença (63,2%). O tipo mais comum de NP foi a polineuropatia (71,1%), de padrão sensitivo-motor (68,4%). Pacientes com NP relacionada ao LES apresentaram maiores frequências de vasculite cutânea (50% vs. 21,1%, p=0,002), linfopenia (60,5% vs. 36,8%, p=0,027), anti-Sm (52,6% vs. 27,6%, p=0,013) e maiores escores de Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI) (11,5±10,5 vs. 4,9±6,7; p < 0,0001) comparados aos controles. Os escores de SLEDAI foram ainda mais altos em pacientes com início precoce da NP, com menos de um ano de diagnóstico da doença, comparados a pacientes com NP entre um e cinco anos e após cinco anos do início do LES (21,3±9,1 vs. 8,2±6,6 vs. 3,9±5,3; p < 0,001). Todos os pacientes com NP atribuída ao LES foram tratados com corticóides e 97,4% com terapia imunossupressora: ciclofosfamida intravenosa em 50% e azatioprina em 42,1% dos pacientes. Após um ano de acompanhamento, 92,1% dos pacientes apresentaram uma evolução favorável, com remissão total (36,8%) ou parcial (55,2%) do quadro neuropático, associada a redução da dose de prednisona (48,3±17,9 vs. 15,3±13,4mg/dia; p < 0,0001), da terapêutica sintomática (57,9% vs. 29,7%; p=0,02) e do escore SLEDAI (11,5±10,5 vs. 1,7±3,7; p < 0,0001). O grupo com início precoce da NP teve melhor resposta ao tratamento do que o grupo com início tardio (remissão completa após um ano: 61,5% vs. 25%, p=0,039). Após cinco anos de seguimento, 89,3% mantiveram remissão completa/parcial do quadro. Na análise multivariada, foi confirmada a associação significante entre NP e vasculite cutânea (OR 3,91; IC95% 1,59-9,54; p=0,003), anti-Sm (OR 2,77; IC95% 1,16-6,61; p=0,022) e linfopenia (OR 2,48; IC95% 1,05-5,89; p=0,039). Conclusão: a NP associada exclusivamente ao LES é uma manifestação incomum, caracterizada por um padrão bimodal, com um grupo de início precoce, associado a alta atividade de doença e maior taxa de remissão completa e um grupo de início mais tardio, com resposta parcial ao tratamento imunossupressor. Há um prognóstico geral favorável após um ano de tratamento, sem alterações significativas após cinco anos de seguimento
Título em inglês
Evaluation of peripheral neuropathy in systemic lupus erythematosus
Palavras-chave em inglês
Electromyography
Immunosuppressive agents
Lupus erythematosus systemic
Polyneuropathies
Prognosis
Therapeutics
Resumo em inglês
Introduction: There are few information in the literature regarding peripheral neuropathy (PN) associated to systemic lupus erythematosus (SLE). Objective: To describe PN attributed exclusively to SLE and evaluate its clinical, laboratorial characteristics, treatment, short and long-term outcome. Methods: SLE patients according to 1997 American College of Rheumatology (ACR) criteria were identified using an electronic medical record database. PN diagnosis was defined by neurological abnormalities associated with an altered electroneuromyography and classified according to 1999 ACR nomenclature for neuropsychiatric SLE syndromes. Clinical and laboratory data were evaluated at PN onset and after one and five years. Exclusion criteria were other conditions associated with PN: comorbidities, vitamin B12 deficiency, drugs (alcohol, thalidomide, leflunomide, statin), infections, and other autoimmune diseases. Age- sex- and disease duration-matched SLE patients without PN were selected as controls. Results: Lupus PN was identified in 38 of 2,074 patients (1.8%) and almost two-thirds had PN onset in the first five years of disease (63.2%). The most common type was polyneuropathy (71.1%) with sensory-motor pattern (68.4%). PN SLE had higher frequencies of cutaneous vasculitis (50% vs. 21.1%, p=0.002), lymphopenia (60.5% vs 36.8%, p=0.027), anti-Sm (52.6% vs. 27.6%, p=0.013) and higher Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI) scores (11.5±10.5 vs. 4.9±6.7, p < 0.0001) compared to controls. SLEDAI scores were higher in patients who had PN with less than one year of disease diagnosis, compared to those with PN onset between one and five years or more than five years of SLE (21.3±9.1 vs. 8.2±6.6 vs. 3.9±5.3; p < 0.001). At PN diagnosis, all patients received glucocorticoids and 97.4% started immunosuppressive therapy (50% intravenous cyclophosphamide, 42.1% azathioprine). After one-year follow-up, 92.1% had a favorable outcome with complete (36.8%) or partial remission (55.2%), in parallel with a decrease in prednisone dose (48.3±17.9 vs. 15.3±13.4mg/d, p < 0.0001), symptomatic therapy (57.9% vs. 29.7%, p=0.02), and SLEDAI scores (11.5±10.5 vs. 1.7±3.7, p < 0.001). Early PN onset group had a better response to treatment compared to late PN onset (complete remission at one-year follow-up 61.5% vs. 25%, p=0.039). At five-year, 89.3% remained with complete/partial remission. In multivariate analysis, PN was associated to cutaneous vasculitis (OR 3.91; 95%CI 1.59-9.54; p=0.003), anti-Sm (OR 2.77; 95%CI 1.16-6.61; p=0.022), and lymphopenia (OR 2.48; 95%CI 1.05-5.89; p=0.039). Conclusion: PN attributed to SLE itself is a rare manifestation with a bimodal pattern, characterized by an early onset group associated with high disease activity and a higher rate of complete remission, and a late onset group with low disease activity and a partial therapy response. This study reveals a favorable outcome after one year of immunosuppressive therapy in most PN SLE patients, without significant changes at five years of follow-up
 
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SimoneFargetti.pdf (1.66 Mbytes)
Data de Publicação
2019-04-17
 
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