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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.5.2015.tde-20052015-084420
Documento
Autor
Nome completo
Karine Cândido Rodrigues
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2014
Orientador
Banca examinadora
Lourenço Junior, Delmar Muniz (Presidente)
Achatz, Maria Isabel Alves de Souza Waddington
Rodrigues, Elisa Maria Parahyba Campos
Título em português
Avaliação de depressão, ansiedade, qualidade de vida e bem-estar psicológico em pacientes com diagnóstico de neoplasia endócrina múltipla tipo 2
Palavras-chave em português
Ajustamento psicológico
Ansiedade
Depressão
Neoplasia endócrina múltipla tipo 2
Qualidade de vida
Resumo em português
Introdução: A neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2) é uma doença hereditária autossômica dominante causada por mutação germinativa RET, que cursa com carcinoma medular de tireóide (CMT), feocromocitoma (Feo) e hiperparatireoidismo. O CMT é uma neoplasia maligna, que se desenvolve já na 1ª década de vida, pouco responsiva a quimioterapia/radioterapia. Assim, tireoidectomia profilática é indicada antes dos 5 ou dos 10 anos, dependendo do códon mutado, para assegurar a cura. O CMT é um tumor de crescimento lento e os pacientes convivem com o diagnóstico de câncer por décadas. Além disto, podem desenvolver Feo, predispondoos ao risco de óbito por infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular em idade jovem. Somam-se situações de stress como risco de transmissão aos descendentes, expectativa de resultados de exames periódicos e risco de múltiplas cirurgias. Há poucos trabalhos enfocando os aspectos psíquicos em MEN2. O doente oncológico pode desenvolver sintomas psicológicos de: ansiedade, depressão, angústia, medo de recorrência da doença, perturbações psicossomáticas, stress decorrente das cirurgias e auto-conceito negativo. Objetivos: avaliar a sintomatologia ansiosa e depressiva, a qualidade de vida, o ajustamento psicológico, a presença de culpa auto-referida pela transmissão da doença aos filhos, o conhecimento da doença e a adesão ao tratamento. Casuística: Avaliação de 43 pacientes pertencentes a 12 famílias com diagnóstico clínico e gênico de MEN2. Metodologia: Avaliação psicológica por Entrevista semidirigida, Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD), European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life, Escala de Ajustamento Mental para Câncer e Estrutura Fatorial. A análise dos dados foi realizada de modo quantitativo e qualitativo. Resultados: Todos os 43 pacientes com MEN2 apresentavam CMT (100%) e 19 deles tinham diagnóstico prévio ou atual de Feo (44%; 19/43). Dos 43 pacientes, 16 (37%) tratados por CMT eram considerados curados (calcitonina < 2 pg/mL) enquanto que os outros 27 (63%) apresentavam persistência ou recorrência do CMT (25) ou aguardavam tratamento cirúrgico (2). Ao todo, 41 pacientes tinham história de 59 procedimentos cirúrgicos relacionados à MEN2 (1,4 cirurgia/paciente; 1- 6 cirurgias). Também, 31 pacientes (72%) responderam que tiveram medo de morrer como reação à informação do diagnóstico de MEN2. A maioria concordou em realizar o teste genético de seus filhos (21/22; 95%). Dos 16 pacientes com MEN2 que tiveram filhos com resultados positivos para o gene RET 12 (75%) caracterizaram a informação como "muito difícil" e "medo de perda". Um terço dos pacientes (5/16; 31%) referiam sentimento de culpa pela transmissão genética aos seus filhos. A aderência ao uso contínuo de medicações prescritas foi elevada (37; 86%). Em relação à informação sobre a doença, 32 pacientes (77%) responderam que se sentiam bem informados. O valor médio do estado global de saúde foi 68,1 ± 22,3 (variação de escore: 0-100), considerando tanto os aspectos físicos como emocionais. As frequências de sintomatologia ansiosa e depressiva encontradas pela escala HAD foram, respectivamente, 42% (18/43) e 26% (11/43). Uma correlação positiva estatisticamente significativa foi observada entre depressão e ansiedade. Associação positiva foi observada de ansiedade e depressão com as sub-escalas: desânimo-fraqueza, preocupação ansiosa, evitamento cognitivo, fadiga, dor, insônia, náusea e vômito, dispnéia, perda de apetite e diarréia. Paralelamente, houve uma associação inversa com as sub-escalas de estado global de saúde, desempenho de atividades, funcionamento cognitivo e funcionamento emocional. Os tipos de enfrentamento mais usados pelos pacientes diante do diagnóstico de MEN2 foram o espirito de luta (3,3 ± 0,77; variação de score: 1-4), o evitamento cognitivo (2,56 ± 1,17) e o fatalismo (3,1 ± 0,90). O espírito de luta apresentou correlação direta estatisticamente significativa com fatalismo (r = 0,369; p = 0,015). Conclusões: Pela elevada prevalência, sintomatologia ansiosa e depressiva devem ser ativamente investigadas em pacientes com MEN2. O impacto de ser portador de uma doença genética predispondo a câncer gerou: medo de morte e de perda dos filhos, evitamento cognitivo, fatalismo e forte espirito de luta. Este projeto poderá propiciar o início do desenvolvimento de um ambulatório multidisciplinar envolvendo tanto médicos como psicólogos com manejo em aconselhamento genético
Título em inglês
Depression assessment, anxiety, quality of life and well-being psychological in patients diagnosed with cancer multiple endocrine type 2
Palavras-chave em inglês
Anxiety
Depression
Multiple endocrine neoplasia type 2
Psychological adjustment
Quality of life
Resumo em inglês
Introduction: Multiple endocrine neoplasia type 2 (MEN2) is autosomal-dominant hereditary cancer syndrome caused by germline RET mutation with high susceptibility to develop tumors as medullary thyroid carcinoma (MTC), pheochromocytoma (Pheo), and hyperparathyroidism. The CMT is a malignancy that develops already in the 1st decade of life, poorly responsive to chemotherapy / radiotherapy. Thus, prophylactic thyroidectomy is indicated before 5 or 10 years, depending on the mutated codon to ensure healing. The CMT is a slow-growing tumor and the patients live with the diagnosis of cancer for decades. In addition, they can develop Pheo, predisposing them to risk of death from myocardial infarction or stroke at a young age. Add to stress conditions such as risk of transmission to offspring, expectative for results of periodic examinations and risk of multiple surgeries. It is known that cancer patients can develop psychological symptoms of anxiety, depression, distress, fear of recurrence, stress for surgery and negative self-concept. However, studies focusing on the psychological aspects in MEN2 are strict and mainly related with the time of RET genetic testing and genetic counselling. Objectives: To assess anxious and depressive symptoms, quality of life, psychological adjustment, presence of guilt by self-reported disease transmission to children, knowledge of disease and treatment adherence. Methods: Evaluation of 43 patients from 12 families with clinical and genetic diagnosis of MEN2. Methodology: Psychological assessment by semi-directed interview, Scale Hospital Anxiety and Depression (HAD), European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Scale, Mental Adjustment to Cancer and Factor Structure. Data analysis was performed quantitatively and qualitatively. Results: All 43 patients had CMT MEN2 (100%) and 19 had previous or current diagnosis of pheochromocytoma (44%, 19/43). Of the 43 patients, 16 (37%) treated by CMT were considered cured (calcitonin < 2 pg / ml) while the other 27 (63%) had persistent or recurrent MTC (25) or were awaiting surgery (2). Altogether, 41 patients had a history of 59 surgical procedures related to MEN2 (1.4 Surgery / Patient, 1-6 surgeries). Altogether, 31 patients (72%) responded that they were afraid to die as a reaction to the diagnosis of MEN2 information. Most agreed to conduct genetic testing of their children (21/22, 95%). Of the 16 patients with MEN2 who had children with positive results for the RET gene 12 (75%) characterized the information as "very difficult" and "fear of loss". One third of patients (5/16, 31%) reported feelings of guilt by genetic transmission to their children. Adherence to continuous use of prescribed medications was high (37, 86%). The frequencies of anxious and depressive symptoms found by the HAD scale were, respectively, 42% (18/43) and 26% (11/43). A statistically significant positive correlation was observed between depression and anxiety. There was a positive association of anxiety/depression with the sub-scales: weakness-dejection, anxious preoccupation, cognitive avoidance, fatigue, pain, insomnia, nausea and vomiting, dyspnea, loss of appetite and diarrhea. Inverse association occurred with the subscales of general health, performance activities, cognitive functioning and operation emocional. The more types of coping used by patients before the diagnosis of MEN2 were fighting spirit (3.3 ± 0.77; change of score: 1-4), cognitive avoidance (2.56 ± 1.17) and fatalism (3.1 ± 0.90). The mean global health status was 68.1 ± 22.3 (range of scores: 0-100), considering both the physical and emotional aspects. Conclusions: Due to its high prevalence, anxious and depressive symptoms should be actively investigated in patients with MEN2. The impact of being a carrier of a genetic disorder predisposing to cancer generated: fear of death and loss of children, cognitive avoidance, fatalism, strong fighting spirit. This project will promote the development of a multidisciplinary clinic involving both physicians and psychologists with management in genetic counseling
 
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Data de Publicação
2015-05-20
 
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