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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.48.2018.tde-06062018-104050
Documento
Autor
Nome completo
Luciene de Cassia de Santana
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Pietri, Emerson de (Presidente)
Silva, Lilian Lopes Martin da
Vóvio, Cláudia Lemos
Título em português
As salas de leitura em territórios vulneráveis: das diretrizes oficiais aos projetos de ensino
Palavras-chave em português
Formação de Leitores
Representações de Ensino e de Leitura
Sala de Leitura
Vulnerabilidade Social
Resumo em português
Neste trabalho, objetiva-se conhecer e analisar as representações de leitura e de leitor em práticas pedagógicas desenvolvidas em escolas localizadas em contexto de vulnerabilidade social. Para tanto, buscamos: a) caracterizar quais as representações de ensino de leitura e de leitor em espaços escolares vinculados à formação de leitores nas Salas de Leitura da Rede Municipal de Ensino de São Paulo RMESP, localizadas em território vulnerável, tendo como corpus de análise os planos de trabalho elaborados pelos professores que atuam nesses ambientes, bem como a legislação (Decreto e Portaria) que regulamenta o Programa Sala de Leitura e o material de apoio intitulado Leitura ao Pé da Letra; b) observar como as representações de leitura nos respectivos projetos respondem às diretrizes oficiais institucionalizadas pelo poder público dispostas nas legislações e no material de apoio acerca do aprendizado da leitura e da formação de leitores e ao contexto social do território investigado; c) analisar o que se propõe como leitura nos planos de ensino elaborados pelos professores que atuam nas Salas de Leitura em territórios vulneráveis. A análise se fundamentou no conceito de representação, como proposto por Chartier (1996), e nas proposições sobre a valoração e distribuição social dos bens culturais e simbólicos (BOURDIEU, 1987), para entendermos como as representações se materializam nos discursos e práticas de sujeitos e instituições (FOUCAULT, 2013). Diante disso, consideramos três eixos de abordagem para análise dos planos: a formação acadêmica do professor, a legislação que regulamenta o processo de ensino e aprendizagem da leitura, e a resposta dos planos ao contexto social do território investigado. Esses elementos, a nosso ver, se materializam nas temáticas selecionadas para o aprendizado da leitura, na metodologia proposta nos planos de ensino e no uso de outros suportes e/ou recursos que não a escrita para o ensino da leitura. Observou-se com a análise realizada que os projetos que mais se associam às diretrizes oficiais são os que mais se distanciam do território investigado. Por outro lado, os projetos que respondem às condições de vulnerabilidade social acerca do aprendizado da leitura são os que menos se relacionam com as normas e os regulamentos legitimados pelo poder público no que diz respeito à formação de leitores e, simultaneamente, parecem estabelecer uma relação intrínseca entre a formação acadêmica do professor e os conteúdos de ensino. Nesse sentido, as representações dispostas nos planos, ora dialogam com o contexto de vulnerabilidade social, ora com a legislação, ora com as bases epistemológicas em que se fundamentam a formação do professor, evidenciando que os sujeitos, ao construírem as representações sociais sobre o ensino da leitura em determinado tempo e espaço, sobretudo em territórios vulneráveis, lidam com possibilidades de ajustes, combinações ou resistências (CHARTIER, 2009), dado que as regras institucionais não podem ser totalmente transgredidas. Por isso, acreditamos que a formação crítica do leitor na Sala de Leitura somente pode se realizar se fundamentada numa concepção pluralista de leitura e de leitor, uma vez que as representações de ensino de leitura e de formação de leitores são heterogêneas e multifacetadas, tendo em vista a diversidade dos contextos sociais e as diversas formações dos professores que atuam nesses contextos, evidenciando-se que o ensino e o aprendizado da leitura não se fazem do mesmo modo para diferentes grupos sociais.
Título em inglês
The Reading rooms in vulnerable territories: from the official guidelines to the teaching plans
Palavras-chave em inglês
Readers formation
Reading Room
Representations of teaching and of reading
Social Vulnerability
Resumo em inglês
This dissertation aims to know and analyze the representations of reading and of reader in the pedagogical practices developed in schools located in social vulnerable territories. In order to do that, we seek: a) to characterize the representations of reading instruction and of reader in school spaces linked to the formation of readers in the Reading Rooms of the São Paulos Municipal Public School Board RMESP (initials in portuguese), located in vulnerable territory, having as analysis corpus the work plans elaborated by the teachers who work in these environments, as well as the legislation (Decree and Ordinance) that regulates the Reading Room Program and the support material named Reading literally; b) to observe how the reading representations in the cited projects answer to the official guidelines institutionalized by the public power disposed in the legislations and in the support material on the reading instruction and on the formation of readers and to the social context of the territory under study; c) to analyze what is proposed as reading in the teaching plans elaborated by the teachers who work in Reading Rooms located in vulnerable territories. The analysis was based on the concept of representation, as proposed by Chartier (1996), and on the propositions on the valuation and social distribution of cultural and symbolic capital (BOURDIEU, 1987), to understand how representations materialize themselves in the discourses and in the individuals and institutions practices (FOUCAULT, 2013). Therefore, we consider three axes of approach to analyze the plans: the teacher academic formation, the legislation that regulates the process of teaching and reading instruction, and the response of the plans to the social context of the territory under study. These elements, in our point of view, are materialized in the themes selected to reading instruction, in the methodology proposed in the teaching plans and in the use of other media and / or resources, other than writing, for reading instruction. With the analysis, we observed that the projects that are mostly associated with the official guidelines are those that are farther away from the territory under study. On the other hand, projects that respond to the conditions of social vulnerability on reading instruction are the ones that are least related to the norms and regulations legitimized by the public power regarding the formation of readers and, at the same time, seem to establish an intrinsic relation between the teachers academic background and the contents of teaching. In this sense, the representations presented in the plans, or they dialogue with the context of social vulnerability, or with the legislation, or with the epistemological bases on which the teachers formation is based, evidencing that the individuals, when constructing the social representations of reading instruction in a certain time and space, especially in vulnerable territories, deal with the possibilities of adjustments, combinations or resistances (CHARTIER, 2009), since institutional rules cannot be totally violated. For that reason, we believe that the critical formation of the reader in the Reading Room can only be carried out of it is based on a pluralist conception of reading and of reader, since the representations of reading instruction and of the readers formation are heterogeneous and multifaceted, taking into account the diversity of social contexts and the diverse formations of the teachers who work in these contexts, showing that teaching and reading instruction are not made in the same way for different social groups.
 
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LUCIENE.pdf (1.06 Mbytes)
Data de Publicação
2018-07-24
 
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