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Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
Mighian Danae Ferreira Nunes
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Nascimento, Maria Letícia Barros Pedroso (Presidente)
Cruz, Ana Cristina Juvenal da
Dias, Lucimar Rosa
Jovino, Ione da Silva
Pires, Flávia Ferreira
Título em português
Mandingas da infância: as culturas das crianças pequenas na escola municipal Malê Debalê, em Salvador (BA)
Palavras-chave em português
crianças negras; sociologia da infância; raça; educação infantil; etnografia
Resumo em português
Esta tese é um dos frutos de uma etnografia realizada em 2015 com crianças de uma turma de educação infantil (04-05 anos) na escola municipal Malê Debalê, em Itapuã, Salvador (BA), escola sediada dentro do bloco afro de mesmo nome. Devido às possibilidades e também limitações que uma etnografia oferece, a pesquisa alternou momentos em que pude falar sobre e com as crianças, através do estudo das relações de catorze crianças entre si, com crianças maiores e também com os/as adultos/as. A partir da sociologia da infância, mas também com os estudos sociais da infância, os estudos sobre relações raciais e antirracismo, a interseccionalidade e os estudos decoloniais, busquei aproximar-me do ponto de vista das crianças para abordar os temas que por elas me foram apresentados, a saber: a relação adultocriança e o corpo. Apresento também temas que julguei importantes serem assinalados a partir da minha perspectiva adulta, como sexo-gênero e raça. De modo secundário, as ações das/os adultos/as presentes no campo também foram observadas. O termo mandinga, identificado como um dos elementos da capoeira, possui uma relação com o contexto e com o grupo social estudado, além de traduzir os aspectos observados no campo, a partir da forma como as crianças lidavam com as pessoas e os objetos à sua volta. Denominei de mandinga a ação social que essas crianças negras realizaram para negociar suas existências em um mundo adulto que, apesar de reconhecer suas presenças, insiste em não reconhecer a importância das suas culturas e dos saberes que elas possuem para viver no mundo enquanto seres que, tal como os/as adultos/os, estão sendo e tornando-se. A pesquisa demonstrou que, muito embora estejam em um espaço em que as culturas negras são vivenciadas pelas crianças, tanto os meninos quanto as meninas negras ainda são submetidos/as a normas de raça e sexo-gênero, acrescidas pelas imposições da idade, demonstrando o caráter fundamental do debate interseccional para alcançarmos as crianças negras. A partir das relações de interdependência entre as estruturas sociais e as agências das crianças, vislumbra-se um corpo de criança que é individual e coletivo, porque expressa-se por, com e a partir das demais pessoas presentes em suas vidas. Esse corpo é bio-socio-cultural em toda a sua existência e foi, paulatinamente, sendo percebido pelas crianças como possuidor de um sexo-gênero e de uma raça a partir das relações que travaram entre elas, com outras crianças maiores e também com os/as adultos/as. Nas interações, uma cobrança com relação às meninas negras para que demonstrassem maior controle sobre suas emoções foi percebida, já para os meninos negros havia o reforço da masculinidade, que se fazia presente quando eles eram vistos como maus e perigosos. Apesar disso, houve crianças que fizeram frente a esses modelos femininos e masculinos impostos também às crianças negras, havendo uma solidariedade intergêneros, possível de ser notada entre elas durante o trabalho de campo, evidenciando-se com alguma intensidade nos momentos em que brincaram juntas de casinha, com os meninos negros desempenhando funções consideradas femininas. Estas análises fizeram-me perceber que, para além do brincar, a amizade foi um dos princípios das crianças partícipes da pesquisa. A amizade, em consonância com o ponto de vista das mulheres negras presentes no campo, demonstrou as possibilidades de aproximação entre as perspectivas das crianças e as dos/as adultos/as negros/as. No que tange aos corpos das crianças, estes movem-se através de gingas de corpo e gingas de palavra, organizadas individual e coletivamente para burlar os espaços-tempos definidos pela escola e as ordens institucionais adultas ocidentais. Entre mandingas e gingas, as crianças brincam não apenas com brinquedos, pessoas e coisas, mas também com a própria vida, recuando e atacando, tal qual num jogo de capoeira e, ao mesmo tempo, se acomodam, resistem e transformam. Nestes movimentos, recuperam suas existências no instante-agora em que estão crianças.
Título em inglês
Mandingas of childhood: young children's culture in a municipal school of Malê Debalê in a Salvador (BA)
Palavras-chave em inglês
de la race
ethnographie
la sociologie de l\'enfance
les enfants noirs
l\'éducation de la petite enfance
Resumo em inglês
This thesis is one of the results of an ethnographic study carried out in 2015, with a class of young children (04 - 05 years old) in the municipal school Malê Debalê, in Itapuã, Salvador, Bahia (BA). This school is located in the African block (of a carnival group) with the same name. Due to the possibilities as well as the limitations - that the ethnography offers, the research alternated moments during which I could talk « about » and « to » children, through the study of relationships of fourteen children among themselves, with older children as well as with adults. From children sociology, but also with social studies of childhood, studies about racial and anti-racism tensions, the intersectionality and the decolonial studies, I tried to get closer, to the children's point of view, to approach the subjects which they were introducing to me, such as: the relationship adult-child and the body. I also present subjects I judged important to be considered from my adult perspective: sex-gender and race. Secondarily, the actions of the adults present on the field were also observed. The term mandinga, identified as one of the elements of capoeira, is related to the context and to the social group studied, besides it translates the aspects observed in the field, from the way children dealt with people and objects around them. I called mandinga the social action these black children played to negotiate their existence in an adult world which, on top of recognizing their presence, insists on not recognizing the importance of their cultures and knowledge which they own to live in the world as human beings and, as the adults, they are being and, at the same moment, they are becoming. This research demonstrated that, even though they are in a space in which black culture is experienced by children, the black boys as well as the black girls are still subjected to the racial and sex-gender norms, increased by the impositions due to the age. The situation demonstrates the importance of the intersectional debate to reach the black children. From the relation of interdependence between the social structures and the children's agencies, it is glimpse at the childs body, which is individual and collective, as it expresses itself for, with and from other people present in their lives. This body is bio-socio-cultural in all its existence and it has been, gradually, perceived by children as a possessor of a sex-gender and of a race. It occurs due to the relationships among themselves and with older children, as well as with adults. In the interactions, it was noticed a concern related to black girls, it is expected from them to demonstrate a major control over their emotions. On the other hand, there was reinforcement to the black boys of masculinity, which was present when they were seen as bad and dangerous. Although, there were children who faced these male and female models, imposed also to black children, it was noticed, during fieldwork, the children were creating an intergenerational solidarity. There was some intensity of this solidarity when they were playing together house, with black boys performing social roles considered feminine. These analyzes made me perceive that, beyond playing, the friendship was one of the principles for the children present in this study. The friendship, from the point of view of the black women present in the field, has demonstrated the possibilities of an approach between the perspectives of the children and of the adults from the black community. In reference to the bodies of the children, they move through the body and the word ginga , organized individually and collectively to cheat the space-time defined by the school and by the occidental adult institutional order. Between mandingas and gingas, the children « play » not only with toys, people and things, but also with life itself, retreating and attacking, like a game of capoeira, and, at the same time, the kids settle, resist and transform. In these movements, they get back their existence to the present moment in which they are being children. Keywords: black children; sociology of childhood; race; early childhood education; ethnography. NUNES, Míghian Danae Ferreira. Mandingas de la infancia: la cultura de los niños pequeños en una escuela municipal de Malê Debalê, en Salvador, Bahia. São Paulo, 2017. Tesis (Doctorado). Facultad de Educación de la Universidad de São Paulo - FEUSP, 431 p. ils; anexos; apêndice. Resumen Esta tesis es uno de los frutos de una etnografía realizada en 2015 con niños y niñas de una clase de educación infantil (04-05 años) en la escuela municipal Malê Debalê, en Itapuã, Salvador, Bahia (BA), la escuela está ubicada dentro del bloque afro del mismo nombre. Debido a las posibilidades -y también limitaciones- que una etnografía ofrece, la investigación alternó momentos en que pude hablar "sobre" y "con" los/as niños/as, a través del estudio de las relaciones de catorce niños/as entre ellos/as, con niños/as mayores y también con los/las adultos/as. A partir de la sociología de la infancia, pero también con los estudios sociales de la infancia, los estudios sobre las relaciones raciales y antirracismo, la interseccionalidad y los estudios decolonios, busqué acercarme desde el punto de vista de los/as niños/as para abordar los temas que por ellos/as me fueron presentados, a saber: la relación adulto-niño y el cuerpo. Presento también temas que he juzgado importantes de ser señalados, desde mi perspectiva adulta, como sexo-género y raza. De modo secundario, las acciones de los/las adultos/as presentes en el campo también fueron observadas. El término mandinga, identificado como uno de los elementos de la capoeira, posee una relación con el contexto y con el grupo social estudiado, además de traducir los aspectos observados en el campo, a partir de la forma en que los niños se ocupan de las personas y de los objetos en su entorno. La nombré mandinga la acción social que estos/as niños/as negros/as desempeñaron para negociar sus existencias en un mundo adulto que, a pesar de reconocer sus presencias, insiste en no reconocer la importancia de sus culturas y de los saberes que ellos y ellas poseen para vivir en el mundo como seres que, tal como los/las adultos/as, se están y se están convirtiendo. La investigación demostró que, aunque están en un espacio en el que las culturas negras son vivenciadas en la niñez, tanto los niños como las niñas negras todavía son sometidos a normas de raza y sexo-género, además de las imposiciones de la edad, demostrando la importancia del debate interseccional para alcanzar a los niños negros y niñas negras. A partir de las relaciones de interdependencia entre las estructuras sociales y las agencias de la niñez, se vislumbra un cuerpo infantil que es individual y colectivo, porque se expresa por, con y desde las demás personas presentes en su vida. Ese cuerpo es bio-socio-cultural en toda su existencia y ha sido, paulatinamente, percibido por los/ as niños/as como poseedor de un sexo-género y de una raza a partir de las relaciones que trabaron entre ellos/as, con otros niños y niñas mayores y también con los/las adultos/as. En las interacciones, un cobro con respecto a las niñas negras para que demostrasen mayor control sobre sus emociones fue percibido, ya para los niños negros había el refuerzo de la masculinidad, que se hacía presente cuando ellos eran vistos como malos y peligrosos. A pesar de eso, hubo niños que hicieron frente a estos modelos femeninos y masculinos impuestos también a los niños y niñas negros, habiendo una solidaridad intergéneros, posible de ser notada entre ellos durante el trabajo de campo, evidenciándose con cierta intensidad en los momentos en que jugaron casita juntos con los niños negros desempeñando funciones consideradas "femeninas". Estos análisis me hicieron percibir que, además del juego, la amistad fue uno de los principios de los niños partícipes de la investigación. La amistad, en consonancia con el punto de vista de lass mujeres (educadoras) negras presentes en el campo, demostraron las posibilidades de acercamiento entre las perspectivas de los niños y aquellas de los/las adultos/as negros/as. En lo que se refiere a los cuerpos de los niños y niñas, éstos se mueven a través de gingas del cuerpo y gingas de la palabra, organizadas individual y colectivamente para burlar los espacios-tiempos definidos por la escuela y por las órdenes institucionales adultas occidentales. Entre las mandingas y gingas, los/ as niños/ as "juegan" no sólo con juguetes, personas y cosas, pero también con la propia vida, retrocediendo y atacando, tal cual en un juego de capoeira, y al mismo tiempo se acomodan, se resisten y transforman. En estos movimientos, recuperan sus existencias en el instante-ahora en que están niños. Palabras-clave: niños negros; sociología de la infancia; raza; educación infantil; etnografía. NUNES, Míghian Danae Ferreira. Mandingas de l'enfance: la culture de jeunes enfants à l'école publique de Malê Debalê, à Salvador (Etat de Bahia, Brésil). São Paulo, 2017. Thèse (Doctorat). Faculté d'éducation, Université de São Paulo - FEUSP, 431 p. ils. annexes; annexe. Résumé Cette thèse constitue l'un des résultats d'une étude ethnographique menée en 2015, avec une classe de jeunes enfants (âgés de 4 à 5 ans) à l'école municipale Malê Debalê, à Itapuã, Salvador, Bahia, Brésil. Cette école est située dans le quartier Africain du même nom. Du fait des possibilités aussi bien que des limitations qu'offre l'ethnographie, le travail de recherche a alterné des phases durant lesquelles j'ai pu parler "des" et "aux" enfants, à travers l'étude des relations de quatorze enfants parmi eux avec des enfants plus âgés aussi bien qu'avec des adultes. A partir de la sociologie des enfants, mais aussi avec les études sociales de l'enfance, les études concernant les tensions raciales et anti-racistes, l'intersection et les études sur la décolonisation, j'ai essayé de m'approcher au plus près, du point de vue des enfants, des sujets qu'ils m'avaient apportés, tels que les relations adulte-enfant et le corps. Je présente aussi des sujets que j'ai jugés, en tant qu'adulte, d'être considérés comme importants: le sexe d'appartenance et la race. Secondairement, les actions des adultes présents dans le champ ont été observées. Le terme mandinga (sortilèges), identifié comme un des éléments de la "capoeira" est relié au contexte et au groupe social étudié, en oûtre il traduit les aspects observés dans le champ de l'étude, la manière dont les enfants ressentaient les personnes et les objets autour d'eux. J'ai appelé mandinga l'action sociale que jouaient ces enfants noirs pour négocier leur existence dans un monde d'adultes qui, malgré la reconnaissance de leur présence, insiste sur la non-reconnaissance de leurs propres cultures et savoir qui leur donnent le droit de vivre dans ce monde comme êtres humains et, comme adultes, ils "existent" et, en même temps, ils sont "en devenir". Cette recherche a montré que, même s'ils sont dans un espace dans lequel la culture noire est vécue par les enfants, les garçons noirs ainsi que les filles noires sont toujours soumis à des normes de race et de sexe, augmentées des charges dues à l'âge. La situation montre l'importance du débat intersectionnel pour atteindre les enfants noirs. De la relation d'interdépendance entre structures sociales et des actions des enfants, on entrevoit le corps des enfants qui est individuel et collectif, car il s'exprime lui même pour, avec et par d'autres personnes présentes dans leurs vies. Ce corps est bio-socio-culturel dans toute son existence et il a été, progressivement, perçu par les enfants comme possesseur d'un genre sexuel et d'une race. Cela est dû aux relations avec eux mêmes et avec les les enfants plus âgés, autant qu'avec les adultes. Dans les interactions, nous avons noté un fait relatif aux filles noires; on attend d'elles une manifestation de très fort contrôle de leurs émotions. D'autre part, il y avait un renforcement de la masculinité des garçons noirs qui était bien présente lorsqu'ils étaient considérés comme mauvais et dangereux. Toutefois il y avait des enfants qui montraient ces modèles mâle et femelle. Ceci était aussi perceptible chez les enfants noirs et, remarqué lors de cette étude sur le terrain, les enfants créaient une solidarité intergenre. Il y avait quelque intensité dans cette solidarité lorsqu'ils jouaient ensemble à "la maison", avec des garçons noirs prenant des rôles sociaux considérés comme "féminins". Ces analyses ont fait me rendre compte que, en plus du jeu, l'amitié était un principe d'enfants participants de la recherche. Lamitié, en accord avec le point de vue des femmes noires présentes dans le champ d'étude, a montré les possibilités de rapprochement entre les perspectives des enfants et celles des adultes de la communauté noire. A propos des corps des enfants, ils se déplaçaient par des dandinements du corps et des contorsions verbales, organisés individuellement et collectivement pour tromper l'espace-temps défini par l'école et l'ordre institutionnel occidental adulte. Entre "mandingas" et "gingas" (contorsions) les enfants "jouent" non seulement avec des jouets, des gens et des choses, mais aussi avec la vie elle-même, se retirant et attaquant, comme un jeu de capoeira, et, dans le même temps, les gamins se plaçaient, résistaient et se transformaient. Par ces mouvements ils ramènaient leur existence au moment présent pendant lequel il sont des enfants.
 
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Data de Publicação
2018-01-02
 
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