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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.47.2011.tde-20072011-154352
Documento
Autor
Nome completo
Sergio Marinho de Carvalho
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2011
Orientador
Banca examinadora
Silva Junior, Nelson da (Presidente)
Cromberg, Renata Udler
Dunker, Christian Ingo Lenz
Fuentes, Maria Josefina Sota
Rosa, Miriam Debieux
Título em português
A psicanálise e o discurso da ciência
Palavras-chave em português
Capitalismo
Ciência
Construção do sujeito
Jacques Lacan (1901-1981)
Psicanálise
Resumo em português
O presente trabalho aborda a incompatibilidade radical entre o discurso analítico e os imperativos contemporâneos surgidos da difusão social do discurso da ciência. De fato, a ciência tornou-se uma forma explicativa dominante, atingindo até mesmo esferas cotidianas da existência humana. Trata-se de um bem-sucedido projeto, iniciado com a modernidade, que aliou concepções metodológicas inéditas, que dariam origem à ciência moderna, com as estruturas de um novo sistema de trocas comerciais, denominado, com Marx, de capitalismo. Essa junção moderna permitiu o surgimento do sujeito, conceito filosófico, posteriormente incorporado à psicanálise por Lacan. O sujeito tem íntima relação com a concepção de linguagem com a qual trabalha Lacan. Nela fica evidente que, enquanto houver linguagem, haverá sujeito. No entanto, nos tempos atuais, o avanço da ciência, em sua face utilitária, e do capitalismo, representa aquilo que Lacan denominou de ideologia da supressão do sujeito. Um verdadeiro ataque ao sujeito que se manifesta, então, na forma de sintoma. A psicanálise, de orientação lacaniana, dessa forma, só pode ser um discurso e uma práxis em conflito com a ciência e com o capitalismo. Ela só pode refutar tentativas como a da neuropsicanálise, que tentam retirar-lhe seu caráter de subversão. Com a psicanálise se pode sair do capitalismo, disse Lacan, e da ingerência autoritária da ciência. Não para propor um novo mundo, a psicanálise não serve para isso, mas como forma de sair dos imperativos superegoicos da organização atual da civilização, como aponta Éric Laurent
Título em inglês
The psicanalysis and the science discourse
Palavras-chave em inglês
Capitalism
Constitution of the subject
Jacques Lacan (1901-1981)
Psychoanalysis
Science
Resumo em inglês
This thesis focuses on the sharp incompatibility between the psychoanalytical speech and the contemporaneous commands that came from the social diffusion of the discourse of science. As a matter of fact, science is considered a main explanation even for daily aspects of human existence. This has been a successful project started in modernity, which is responsible for modern science and its firsthand methodological conceptions and has established a new system of commercial dealing, which was called, with Marx, capitalism. This modern approach brought the philosophical concept of the subject, later introduced by Lacan into psychoanalysis. The subject is intimate with the idea of language, adopted by Lacan, which means that as long as language exists, there will be subject. On the other hand, both the utilitarianism and the capitalism faces of current science, represent what Lacan called the ideology of the subject suppression. This is a real attack to the subject, which appears as symptom. The lacanian psychoanalysis can only be a discourse and a práxis in conflict with this science and the capitalism. It is necessarily against studies like neuropsychoanalysis, which intends to strip psychoanalysis off its subversive character. With psychoanalysis its possible to get out of both capitalism and authoritarianism of science, as Lacan said. So, its not a proposal of a new world, because that is not psychoanalysis purpose, but it is a way to evade superego imperatives of current civilization, as Eric Laurent said
 
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carvalho_do.pdf (1.45 Mbytes)
Data de Publicação
2011-08-31
 
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