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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.47.2015.tde-11122015-100406
Documento
Autor
Nome completo
Robson Thiago Barbosa Nakagawa
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2015
Orientador
Banca examinadora
Motta, Ivonise Fernandes da (Presidente)
Kupermann, Daniel
Martinez, Claudio Bastidas
Título em português
Considerações sobre o cuidado na obra de Sigmund Freud: dos fundamentos à constituição da clínica psicanalítica
Palavras-chave em português
Cuidado
Ética
Psicanálise
Sigmund Freud
Resumo em português
A tarefa do cuidado está presente de maneira fundamental na existência e na sobrevivência dos seres humanos. Desde seu nascimento o bebê humano precisa da ajuda de alguém que seja capaz de compreender suas necessidades essenciais e prover algo em seu favor. Esse gesto originário representa não apenas um momento de zelo, mas uma atitude de preocupação, responsabilização e envolvimento afetivo com o outro. Essas qualidades presentes no gesto de cuidado revelam sua dimensão ética alicerçada na consideração e no reconhecimento à alteridade. Embora as atividades que desempenham a função de cuidar ao longo da vida do ser humano possam ser caracterizadas por distintas propostas de intervenção e diante de situações diversas, compreendemos que a essência do cuidado está embasada em sua dimensão ética. Nesse sentido, o cuidado pode ser definido não apenas pela execução de determinadas tarefas, mas pelo reconhecimento e consideração ao outro em suas características mais singulares. O objetivo do presente trabalho consiste em realizarmos uma discussão teórica a respeito da noção de cuidado na obra freudiana, ressaltando os aspectos presentes no trabalho psicoterapêutico, bem como as contribuições que o pensamento de Freud oferece ao tema do cuidado no desenvolvimento humano. Temos como foco de trabalho a obra do autor no período compreendido entre 1895 e 1915, o qual representa as experiências iniciais que fundamentam a clínica psicanalítica até sua formalização em 1915, sob a forma denominada clínica clássica. Notamos que a psicanálise surge com proposta de intervir nos estados de sofrimento psíquico, incluindo a dimensão subjetiva do paciente em uma época na qual as doenças eram compreendidas apenas como reflexos de alterações nas estruturas fisiológicas. Ao devolver a fala ao paciente, Freud abre a possibilidade de escutar e acolher sua história e seus sofrimentos, compreendo as vicissitudes de sua vida afetiva e os efeitos que elas produzem em seu psiquismo. Nesse sentido a clínica psicanalítica pode ser caracterizada pela abertura a alteridade, incluindo a dimensão inconsciente do sujeito. Seu trabalho está fundamentado na consideração e no respeito à condição singular do paciente, de modo que as intervenções buscam uma tomada de consciência não restrita ao plano viii intelectual, mas resultado de uma vivência afetiva na qual os conflitos oriundos da sexualidade infantil possam ser assimilados à história e à consciência do indivíduo. O método desenvolvido por Freud pressupõe uma posição empática do analista, capaz de acolher e favorecer as experiências transferências, manejando-as de tal maneira que possam ser elaboradas e significadas pelo sujeito. Se, por um lado, o autor desenvolve um trabalho cuja proposta está alicerçada no cuidado humano, por outro lado, à abertura a alteridade que seu método possibilita, permite-nos compreender que o cuidado inicial oferecido pela mãe, além de ser essencial na constituição do individuo e retirá-lo da condição de desamparo, é responsável por produzir marcas em sua vida afetiva, as quais estarão nas raízes de seu sofrimento neurótico derivado das imposições da cultura e da sociedade sobre suas formas mais primitivas e originais de satisfação
Título em inglês
Considerations on the notion of care in Sigmund Freuds works: from the foundations to the constitution of psychoanalytic clinic
Palavras-chave em inglês
Care
Psychoanalysis
Sigmund Freud; Ethics
Resumo em inglês
The task of caring is present in a fundamental way in the existence and survival of human beings. From his birth onwards, the human baby needs the aid of someone who is able to understand his essential needs and to provide something in his benefit. This original gesture represents not only a moment of zeal, but also an attitude of preoccupation, accountability and affective involvement with the other. It is this quality of involvement present at the gesture of care that reveals its ethical dimension sustained on the consideration and recognition of alterity. Although the activities that perform the function of caring throughout the life of the human being may be characterized by different proposals of intervention and distinct situations, we understand that the essence of care is based in its ethical dimension. In that regard, care may be defined not only through the execution of certain tasks, but through the recognition and consideration of the other in its most singular characteristics. The objective of this present research consists in realizing a theoretical discussion regarding the notion of care in Freudian literature, emphasizing the aspects that are present in psychotherapeutic work, as well as the contributions that Freuds perspective offers to the subject of care in human development. Our research focus is the authors work regarding the period between 1895 and 1915, which represent the initial experiences that establish psychoanalytic clinic until its formalization in 1915, under its form recognized as classical clinic. We note that psychoanalysis arises with a proposal to intervene in the states of psychical suffering, which includes the subjective dimension of the patient at a time in which the diseases were understood only as reflexes of alterations of physiological structures. When giving back to the patient his own discourse, Freud opens up the possibility of listening and receiving his history and suffering, understanding the particularities of his affective life and the effects it produces in his own mental life. In that regard, psychoanalytic clinic may be understood as openness to alterity that includes the unconscious dimension of the subject. Its work x is based on the consideration and respect to the singular condition of the patient, in a way that the interventions search for a onset of awareness not limited to the intellectual realm, but as a result of an affective experience in which the conflicts emerging from infantile sexuality may be assimilated into the history and consciousness of the individual. The method developed by Freud presupposes an emphatic position of the analyst, capable of receiving and favoring the transferential experiences, handling them in a manner in which they can be elaborated and signified by the patient. If, on the one hand, the author develops a work which its proposal is based in human care, on the other hand, the openness to alterity that his method enables allows us to understand that the initial care offered by the mother, besides being essential in the constitution of the individual and removing him from his condition of helplessness, is also responsible for producing imprints in his affective life, which will be at the roots of his neurotic suffering derived of the impositions of culture and of society in its most primitive and original forms of satisfaction
 
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nakagawa_me.pdf (1.38 Mbytes)
Data de Publicação
2015-12-11
 
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