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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.47.2011.tde-24052011-172502
Documento
Autor
Nome completo
Diana Villac Oliva
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2011
Orientador
Banca examinadora
Crochik, Jose Leon (Presidente)
Alves, Cecilia Pescatore
Kohatsu, Lineu Norió
Título em português
A educação de pessoas com deficiência visual: inclusão escolar e preconceito
Palavras-chave em português
Inclusão escolar
Preconceito
Sociedade
Teoria crítica
Resumo em português
O debate sobre a inclusão escolar se fortaleceu no Brasil e no mundo em meados da década de 1990. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica de 2009, 61% das matrículas na educação especial foram realizadas em classes comuns de escolas regulares ou na educação de jovens e adultos, contra 39% de matrículas em escolas especializadas e classes especiais. Com isto, há, hoje, mais alunos matriculados em classes regulares do que em segregadas. A ausência de concordância em estudos dos últimos anos sobre o tema da inclusão escolar, além de expressar as contradições da própria sociedade, revela a importância de novas pesquisas para que, em conjunto, apontem os caminhos a serem seguidos. Neste sentido, esta pesquisa, que consiste em um estudo de caso, tem como objetivo geral: compreender o cotidiano escolar de um aluno com deficiência visual (DV) que frequenta classe regular, assim como preconceitos e atitudes em relação a ele dentro da escola. O referencial teórico adotado foi a teoria crítica da sociedade. Os dados foram coletados em uma escola regular particular de uma cidade de médio porte do interior paulista. Foram realizadas observações em sala e no recreio, entrevista com uma aluna com DV, entrevistas com professores e coordenação da escola, e aplicação do sociograma em uma sala de aula da 8ª série / 9º ano. As observações e entrevistas foram analisadas de acordo com a técnica de análise de conteúdo: pré-análise, descrição analítica e interpretação inferencial. Cada instrumento foi analisado e interpretado individualmente e, posteriormente, os dados foram integrados para a análise geral. Os dados coletados apontaram que, no cotidiano escolar da aluna com DV, há situações de inclusão e de exclusão. A interação com colegas é satisfatória, embora mais efetiva no recreio do que em sala de aula. Essa boa interação foi confirmada pelo sociograma, pois a aluna com DV apresentou sutil preferência. No entanto, a ausência de adaptações curriculares para a acessibilidade resulta na exclusão do conteúdo, que é passado sinteticamente à aluna, de forma que, embora sua socialização pareça preservada, sua aprendizagem está sendo parcialmente negligenciada. Ela é marginalizada em sala, pois há barreiras à sua incorporação da cultura. A não existência de trabalhos cooperativos na sala e a presença de barreiras à aprendizagem e à participação indicam que a escola tem como foco o desempenho dos alunos normovisuais e uma busca competitiva e pragmática por resultados. Esses dados sugerem a reprodução da ideologia da racionalidade tecnológica. A análise também aponta que essa escola dá maior ênfase à adaptação em detrimento da emancipação de seus alunos, o que pode colaborar para a pseudoformação de todos. O acesso à escola regular para as pessoas com deficiência visual é um ganho na história da pessoa com deficiência. Ainda assim, é preciso que pesquisas e ações voltem-se à educação de qualidade para todos, a fim de que cada vez mais nos aproximemos de uma sociedade verdadeiramente inclusiva e a violência em qualquer forma de manifestação seja reduzida.
Título em inglês
The education of people with visual impairment: school inclusion and prejudice.
Palavras-chave em inglês
Critical theory
Inclusive education
Prejudice
Society
Resumo em inglês
The debate about school inclusion strengthened in Brazil and worldwide in the mid 1990s. According to the 2009 School Census of Compulsory Education in Brazil, 61% of the enrollment in special education occurred in mainstream classes in regular schools or in youth and adult education, against 39% of enrollment in special schools and special classes. Therefore, there are more students enrolled in mainstream classes than in segregated ones today. The lack of consensus in studies about inclusive education in the last years not only reveals contradictions within society itself, but also indicates new research needs that could, as a whole, show new paths to be pursued. In this respect, this research was a case study that aimed to understand the everyday academic life of one student with visual impairment (VI) in a mainstream classroom, as well as assess prejudice and attitudes towards her inside the school. The critical theory of society was adopted as a point of reference. Data was collected in a private school in a medium-sized city in São Paulo State. Observations were carried out in class and during recess, one student with VI was interviewed, teachers and the coordinator were also interviewed, and a sociogram was used in a 9th grade class. The observations and interviews were analyzed according to the content analysis technique: pre-analysis, analytical description and inferential interpretation. Each instrument was analyzed and interpreted individually and the whole data set was subsequently integrated for a general assessment. The results showed that, for this students academic everyday life, there are situations of inclusion and exclusion. The interaction with classmates is satisfactory, although it is better during recess than in class. This good interaction was confirmed by the sociogram because the student with VI showed slight preference. Nevertheless, the absence of curriculum adaptation for accessibility leads to content exclusion, which is only briefly taught to the student, in a way that, although her socialization seems to be preserved, her learning has been partially neglected. She is marginalized in class because there are barriers for her culture incorporation. The fact that there isnt cooperative learning in class and there are barriers to learning and participation indicate that the school is focused on the performance of the sighted students and search for competitive and pragmatic results. This suggests the reproduction of the technology rationality ideology. The analysis also indicates that this school emphasizes adaptation to the detriment of the students emancipation, which may contribute to their semi-formation. Access to regular schools for people with VI is a gain in the history of people with disabilities. Still, research and actions need to prioritize quality education for all. This may lead to a truly inclusive society with reduced violence of any kind or nature.
 
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Data de Publicação
2011-09-21
 
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