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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.44.1995.tde-03062015-110001
Documento
Autor
Nome completo
Luiz Sergio Amarante Simoes
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 1995
Orientador
Banca examinadora
Girardi, Vicente Antonio Vitorio (Presidente)
Campos Neto, Mario da Costa
Candia, Maria Angela Fornoni
Fuck, Reinhardt Adolfo
Oliveira, Marcos Aurelio Farias de
Título em português
Evolução tectonometamorfica da nappe de Passos, sudoeste de Minas Gerais
Palavras-chave em português
Geotectônica
Resumo em português
O objetivo do presente trabalho é documentar e explicar o metamorfismo inverso da Nappe de Passos, numa área de aproximadamente 2.700 km2, na parte sul da Faixa de Dobramentos Brasília, no Estado de Minas Gerais. O estudo foi baseado em análise estrutural, petrografia de cerca de 400 lâminas delgadas e análises de microssonda eletrônica, para caracterizações geotermobarométricas. Na porção sul da Faixa de Dobramentos Brasília, três unidades tectônicas são identificadas, sendo uma autóctone e duas alóctones. Estas unidades foram imbricadas, através de extensas falhas de empurrão, durante a orogênese brasiliana, a cerca de 600 Ma. A unidade tectônica superior, a Nappe de Passos, é uma sequência metassedimentar, essencialmente psamo-pelítica, com pequena contribuição de rochas metabásicas toleíticas, apresentando metamorfismo de fácies xisto verde a anfibolito superior. São reconhecidos dois ciclos deposicionais. O ciclo deposicional inferior é caracterizado por uma sedimentação matura, representada por quartzitos e mica xistos, enquanto o ciclo deposicional superior apresenta uma sedimentação imatura, representada por gnaisses, mica xistos, e, minoritariamente, quartzitos. A unidade tectônica intermediária é representada por um sistema de cavalgamentos, consistindo principalmente de quartzitos e filitos, do Grupo Canastra, metamorfisados em condições de fácies xisto verde inferior. Lascas tectônicas de rochas do embasamento e de sua cobertura metassedimentar, o Grupo Bambuí, são incluídas no sistema de cavalgamento. A unidade tectônica autóctone é representada por um embasamento granito-gnaisse-greenstone, Proterozóico Inferior (1.800 Ma) a Arqueano, o Complexo Campos Gerais, e uma cobertura metassedimentar do Proterozóico Superior, o Grupo Bambuí, o qual representa uma sequência plataformal, pelito-carbonática. Uma revisão da nomenclatura estratigráfica aplicada às sequências metassedimentares referidas acima, indica que o termo Grupo Araxá deve ser utilizado para as rochas da Nappe de Passos, no lugar do termo Grupo Araxá-Canastra, o qual tem sido usado por muitos autores. Na unidade tectônica intermediária o nome Grupo Canastra é recomendado para substituir os termos Sequência Metassedimentar de Carmo do Rio Claro e Sequência Serra da Boa Esperança. Uma foliação de baixo ângulo paralela às superfícies das falhas de empurrão, é reconhecida em cada uma das três unidades tectônicas. O desenvolvimento desta foliação foi parcialmente contemporâneo para as três unidades tectônicas. Além disto, o padrão estrutural torna-se mais complexo da unidade tectônica autóctone, inferior, para a unidade tectônica alóctone mais superior. O padrão estrutural da Nappe de Passos é caracterizado por uma foliação de baixo ângulo, geralmente paralela às unidades litoestratigráficas da nappe, e por uma lineação de estiramento/mineral, de orientação WNW, associada. Uma história de deformação não coaxial e um transporte de aproximadamente 150 km para ESE, são bem caracterizados por indicadores cinemáticos. Dois conjuntos de dobras normais, abertas a suaves, com baixo caimento, são superpostos à foliação principal. Apresentam orientação axial WNW e NNW-NE. As estruturas da nappe são agrupadas em quatro fases de deformação, D1 a D4, sendo que o transporte da nappe e a foliação principal são relacionados à fase D2. A Nappe de Passos é caracterizada por apresentar um gradiente metamórfico invertido, variando da fácies xisto verde médio até a fácies anfibolito superior. Dados geotermobarométricos indicam condições de 486°C - 6 kbar, próximo à base da nappe, que aumentam progressivamente até 739°C - 11,2 kbar, próximo ao topo da nappe. O metamorfismo invertido é interpretado como decorrente da deflexão das isotermas na zona de subducção, aliado à contínua expulsão das rochas de mais alta pressão para níveis crustais mais rasos, ocasionado pelo intenso cisalhamento não coaxial, típico do processo de subducção. Os dados litoestratigráficos, estruturais e metamórficos, indicam que a Nappe de Passos consiste de rochas metassedimentares, depositadas numa margem continental passiva. Subsequentemente, estas rochas foram deformadas e metamorfisadas numa zona de subducção e, então, tectonicamente expulsas para níveis crustais mais rasos, durante uma colisão continental do Ciclo Brasiliano.
Título em inglês
Not available.
Palavras-chave em inglês
Not available.
Resumo em inglês
The objective of this study is to document and explain the inverted metamorphism of the Passos Nappe over an area of 2,700 km2 in the southern part of the Brasilia Fold Belt in Minas Gerais State. Structural analysis in the field, more than 400 thin sections, and microprobe determinations for geothermobarometry support my results. In the southern part of the Brasília Fold Belt, three tectonic units, one autochthonous and two allochthonous, are identified. These were imbricated by large thrust faults during Brasiliano orogeny about 600 Ma. The uppermost tectonic unit, the Passos Nappe, is mainly a psammitic-pelitic metasedimentary sequence, with minor associated tholeiitic basic rocks, metamorphosed to greenschist to upper amphibolite conditions. Two depositional cycle are recognized. Its lower depositional cycle is characterized by a mature sedimentation represented by quartzites and mica schists, whereas its upper depositional cycle had an immature sedimentation and is now represented by gneiss and mica schists with minor associated quartzites. The intermediate tectonic unit is a thrust system, mainly consisting of quartzites and phyllites, the Canastra Group, all in the lower greenschist metamorphic grade. Slices of basement rocks and of the Bambuí Group, its metasedimentary cover, are included in the thrust system.The autochthonous tectonic unit has two parts: a granitic-gneiss-greenstone basement of Early Proterozoic (~1,800 Ma) to Archean age, the Campos Gerais Complex, and a Late Proterozoic metasedimentary cover, the Bambuí Group, which represents a politic-carbonate platform sequence. A review of the stratigraphic nomenclature applied to all the above metasedimentary sequences suggests that the term Araxá Group should be utilized for the rocks of the Passos Nappe, and not the Araxá-Canastra Group, which has been used by many workers. In the intermediate tectonic unit the name Canastra Group is recommended to replace the two terms Carmo do Rio Claro Metasedimentary Sequence and Serra da Boa Esperança Sequence. A low angle foliation, parallel to the thrust surfaces, is recognized in each of the three units. The development of this foliation was partially coeval for the three tectonic units. In addition, the structural pattern becomes more complex upward from the basal autochthonous to the uppermost allochthonous tectonic unit. The structural pattern of the Passos Nappe is mainly characterized by a low angle foliation, that generally parallels the litostratigraphic units of the nappe, and by an associated WNW mineral/stretching lineation. A noncoaxial strain history and a tectonic transport of about 150 km to ESE are well constrained by shear sense indicators. Two sets of open to gentle, low plunge, upright folds are superimposed on the main foliation, which has W-NW and NNW-NE axial trends. The nappe structures are grouped into four deformation phases, D1 to D4. The nappe transport and the main foliation are D2 related. An inverted metamorphic gradient, medium greenschist to upper amphibolite facies, is typical to the Passos Nappe. Geothermobarometric data indicate 486°C - 6 kbar near the nappe's base, and an increasing temperature and pressure conditions up to 739°C - 11.2 kbar, near the top of nappe. Deflection of isotherms in the subduction zone and continuous expulsion of more high pressure rocks to shallow crustal levels, due a strong noncoaxial shear, are believed to have caused this inverted metamorphism. Litostratigraphic, structural and metamorphic data suggest that the Passos Nappe consists of sedimentary rocks deposited on a passive continental margin; these were subsequently deformed and metamorphosed in a subduction zone, and then, squeezed out to a shallow crustal level during the continental collision of the Brasiliano Cycle.
 
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Simoes_Doutorado.pdf (33.62 Mbytes)
Data de Publicação
2015-06-08
 
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