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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.41.2018.tde-01062018-124533
Documento
Autor
Nome completo
Tamiris Imaeda Yassumoto
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Oda, Gisele Akemi (Presidente)
Azevedo, Carolina Virginia Macêdo de
Gomes, Fernando Ribeiro
Oliveira, Elisabeth Spinelli de
Título em português
Ritmos comportamentais em laboratório e efeito agudo da luz em tuco-tuco (Ctenomys aff. knighti), um roedor subterrâneo
Palavras-chave em português
Comportamento de laboratório
Mascaramento
Roda de atividade
Roedor subterrâneo
Resumo em português
Nos estudos dos ritmos biológicos de roedores em laboratório, a roda de atividade é comumente utilizada assumindo-se que o horário da atividade em roda represente o horário de atividade do animal na natureza. Entretanto, a atividade de qualquer espécie pode ser diferente em campo e em laboratório, e tampouco se resume à atividade em roda. O tuco-tuco (Ctenomys aff. knighti) é um roedor subterrâneo diurno em campo e noturno em laboratório. Por isso, o nosso primeiro objetivo é verificar quais comportamentos são apresentados pelos tuco-tucos em laboratório, a distribuição desses comportamentos ao longo do dia e qual a contribuição da atividade em roda para o total de sua atividade e ritmicidade. O segundo objetivo é verificar quais os efeitos agudos (mascaramento) que a luz e a escuridão têm sobre a atividade dos tuco-tucos, dado que costumam ter efeitos opostos (exacerbação/inibição) em animais diurnos e noturnos. 18 machos e fêmeas adultos (150-250g) foram mantidos em gaiolas individuais e tiveram sua atividade em roda monitorada por registro automatizado, atividade geral monitorada por sensores de infravermelho e por acelerômetros, temperatura corpórea monitorada por transmissores telemétricos e comportamentos de laboratório registrados por câmeras filmadoras. Eles foram submetidos a um regime de CE 12:12 (C= 100 lux) por sete dias para que seus ritmos se sincronizassem com esse ciclo pelo mecanismo de arrastamento. Depois, receberam um pulso de luz durante a noite e, dois dias depois, um de escuridão durante o dia, para verificar se há efeito de mascaramento de seus comportamentos por luz e escuridão. Cada animal passou por esse mesmo protocolo em três condições: na primeira, sem roda de atividade; na segunda, com roda; na terceira, com roda travada. A maioria dos animais demonstrou pouca ou nenhuma ritmicidade em comportamentos específicos de laboratório que não a atividade em roda, a qual também é o principal componente da atividade geral a sofrer efeitos agudos de pulsos de luz. Um único indivíduo, quando mantido sem roda de atividade, mudou de noturno para diurno. Como a atividade em roda foi o principal comportamento inibido pela luz, cujo efeito foi quase nulo nos demais comportamentos, o mascaramento parece não ser um empecilho para a atividade diurna do tuco-tuco em campo, apesar do mascaramento ser considerado um desafio à inversão de noturnalidade para diurnalidade tanto na escala de vida individual quanto evolutiva
Título em inglês
Behavioral rhythms in the lab and acute effect of light and darkness in tuco-tuco (Ctenomys aff. knighti), a subterranean rodent
Palavras-chave em inglês
a subterranean rodent
Behavioral rhythms in the lab and acute effect of light and darkness in tuco-tuco (Ctenomys aff. knighti)
Resumo em inglês
The running wheel is commonly used in rhythm studies assuming that the wheel-running time corresponds to the activity time in nature. The tuco-tuco (Ctenomys aff. knighti) is a subterranean rodent which is diurnal in the field and nocturnal in the lab. Because of that peculiarity, our first goal is to verify which are their behaviors in the lab, their distribution throughout the 24 hours, and how much the running wheel activity contributes to the total activity and its rhytmicity. The second goal is to verify the acute effects of light and darkness on their rhythms. 18 adult males and females (150-250g) had their behaviors recorded by cameras. Their running wheel activity, general activity and body temperature were also monitored. They were kept in a LD 12:12 (L = 100 lux) regimen and received light and darkness pulses to verify possible masking effects in their rhythms, going through the same protocol three times: 1) without wheel, 2) with wheel, and 3) with a blocked wheel. Most of animals demonstrated little to no rhythmicity in specific lab behaviors, except for running wheel activity. The wheel activity is also the main component of the general activity that is inhibited by the light pulse, but we found some masking on body temperature rhythm as well. Interestingly, there was a single individual that switched from nocturnal to diurnal when kept without a running wheel, and presented the masking patterns expected for diurnal animals. As wheel activity was the main component suffering inhibition by light, with little to no inhibition of other behaviors, it seems masking isn't an obstacle to the diurnal activity in the field and consequently to switches from nocturnal to diurnal activity within an individual lifetime or even in evolutionary scale for tuco-tucos
 
Há arquivos retidos devido a solicitação (publicação de dados, patentes ou diretos autorais).
Data de Liberação
2020-05-31
Data de Publicação
2018-06-18
 
AVISO: Saiba o que são os trabalhos decorrentes clicando aqui.
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