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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.41.2010.tde-19042010-105930
Documento
Autor
Nome completo
Tatiana Figueira de Mello
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2010
Orientador
Banca examinadora
Prado, Paulo Inácio de Knegt López de (Presidente)
Adams, Cristina
Murrieta, Rui Sergio Sereni
Título em português
Estrutura da vegetação, cobertura florestal e preferências de uso da paisagem associadas a vertentes: as quase-florestas de São Luiz do Paraitinga
Palavras-chave em português
Fragmentos florestais
Paisagem
Uso da terra
Vertentes
Resumo em português
O município de São Luiz do Paraitinga, SP, originalmente coberto pela Floresta Atlântica estabelecida sobre os mares de morros do Planalto Atlântico, testemunhou o uso intensivo da terra que resultou em uma paisagem onde predominam pequenos fragmentos de floresta secundária. Considerando práticas agrícolas orientadas pela topografia nesta paisagem, avaliei o efeito da orientação e inclinação das vertentes na cobertura florestal e na estrutura da vegetação. Orientadas por aspectos produtivos, as preferências de utilização tiveram efeitos expressivos na configuração da paisagem. Enquanto as pastagens ocorreram preferencialmente nas vertentes mais produtivas (norte/leste), a cobertura florestal concentrou-se nas vertentes opostas e nas áreas mais declivosas, de mais difícil cultivo e acesso. A regeneração florestal ocorreu preferencialmente nas vertentes sul e nas maiores declividades, enquanto o desmatamento relativo foi maior nas vertentes norte/leste. Podemos apontar na configuração da paisagem uma origem híbrida, determinada pelas preferências (atributos culturais) e topografia (atributo natural), associados, que não poderia ser explicada por domínios separados de natureza e cultura. A estrutura da vegetação dos fragmentos desta paisagem está correlacionada apenas parcialmente com intervenções humanas que dependem da topografia, podendo sofrer influência, também, de intervenções associadas a outros elementos da paisagem, como a propriedade rural. As ações humanas, suas origens variadas e seus efeitos sobre a vegetação podem ser mais bem compreendidos de forma contextualizada, associados aos processos sociais em curso na paisagem. Ao incluirmos a ação humana nos modelos de paisagem, podemos compreender melhor os processos envolvidos na produção (e degradação) destas paisagens e ficar mais aptos a elaborar propostas de conservação adequadas às paisagens fragmentadas
Título em inglês
Vegetation structure, land use and land cover related to slopes: quasiforests in a fragmented landscape (Southeastern Brazil)
Palavras-chave em inglês
Atlantic Rainforest
Forest remnants
Land use
Landscape
Slopes
Resumo em inglês
This study was carried out in São Luiz do Paraitinga a county located in a hilly area in Southeastern Brazil that was originally covered by Atlantic Rainforest. The region has a history of intensive land use which resulted in a severely fragmented landscape. Under the hypothesis that agricultural practices and topography are closely linked in this landscape, I evaluated the effect of slopes orientation and inclination in forest cover and vegetation structure. Land use preferences had significant effects in shaping the landscape. While land use occurred mainly in most productive slopes (north/east), forest covered preferentially south and west facing slopes and steeper slopes. Forest regeneration occurred mainly on south facing slopes and steeper slopes, while deforestation was higher on north/east facing slopes. We propose that the landscape configuration has a hybrid origin, a product of the interplay between human choices (cultural attributes) and topography (a natural attribute), and which could not be explained by separate domains of nature and culture. Vegetation structure was only partly correlated with human interventions that are related to topography, and could also be influenced by actions related to other landscape elements, such as rural properties. Human actions, their varied origins and their effects on vegetation can be better understood if linked to social processes. Hence, if we want to improve our understanding on landscapes production and degradation, as well as propose conservation strategies appropriate to fragmented landscapes we need to explicitly include human activity in our landscape models.
 
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Tatiana_Figueira.pdf (983.73 Kbytes)
Data de Publicação
2010-05-17
 
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