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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.27.2014.tde-04022015-160736
Documento
Autor
Nome completo
Rogério Tanizaka Nagaoka
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2014
Orientador
Banca examinadora
Musa, Joao Luiz (Presidente)
Bagolin, Luiz Armando
Buti, Marco Francesco
Título em português
Movimentos telúricos
Palavras-chave em português
-
Resumo em português
Meu trabalho investiga relações simbólicas da fotografia aprofundando o conhecimento sobre o fenômeno da luz, a formação da imagem e a subjetividade dos elementos que as constituem. Feito com câmeras artesanais construídas a partir de uma caixa de fósforos de papel cartão e seguindo orientações do fotógrafo Miguel Chikaoka, estas câmeras produzem imagens fotográficas por meio de uma técnica conhecida como "pin hole" ou estenopeica. O filme passa de uma bobina para outra entre o papelão da caixa externa e da caixa interna que realiza a função de recortar o frame da imagem. A captação da luz é feita por orifício na parte frontal após tudo estar vedado com fita isolante. O modo como utilizo estas câmeras e a escolha de produzir imagens em processos alternativos da fotografia, possibilitou a descoberta de uma dupla captura da luz na película fotográfica. Faço a captação da imagem em dois momentos. No primeiro, fotografo a paisagem por orifício (parte frontal). No segundo, faço uma forma de gravação na parte de trás da caixa que incorpora um desenho trazendo o aspecto translúcido ao corpo da câmera. Sobreponho à luz da perspectiva uma impressão sobre seu resultado. Desenho e fotografia, densidade e imaterialidade, memória e observação, tornam-se motivos entre a ação do corpo e a ação da luz que ocorrem no interior da câmera. O resultado gera uma tensão entre o processo de captação da foto somado ao registro da luz na estrutura do aparelho. Existe uma necessidade de incorporar o processo de trabalho nessa construção de procedimentos, como se fosse um emaranhado de técnicas e símbolos que se misturam. As imagens que revelo são a soma destes processos internos. Resultado construído em camadas de densidade e ação da luz sobre a matéria. A luz projetada que passa através do olho da câmera funde-se à uma outra luz, aquela que ultrapassa a matéria e deixa marcas na imagem, desenho no corpo do aparelho. Penso, que os processos da fotografia estão carregados de simbologia e sua diversidade de técnicas, seus desdobramentos acompanham no decorrer da minha vida. Entendo que, as relações na fotografia são inversamente proporcionais. Representam o equilíbrio entre obturador, diafragma e sensibilidade. Para mim, também significa o balanço entre a tradição, a sintaxe e o experimental no fotográfico. Meu olhar sobre o signo da imagem, é inspirado pela ampliação de sua natureza romântica e seu efetivo atual. O trilho de arraste representa a bagagem da fotografia analógica em um contexto de intensa produção no universo digital. Prefiro janelas entreabertas às escancaradas para refletir o mundo. Quero mostrar a presença da indústria no desenvolvimento histórico da fotografia e procuro uma síntese poética sobre as imagens e utilizo os signos dessa história. Parte desta intenção constitui transformar o real no irreal das imagens partindo da captação. As imagens representam um intro-retrato romântico. Inspiração e expiração dos estados interiores incubados. A densidade dos elementos ou das paisagens, que partem de espaços reais e apropriações de fotografias do meu acervo pessoal, são elas que se alternam em consistência e nitidez em um jogo perceptivo entre o que pode ser concreto ou só efeito da luz. Construo um ensaio aberto mergulhado na minha própria subjetividade. Essa proposta de trabalho passa pela reunião de diversos processos artísticos e técnicos da fotografia e apontam convergências para estar e produzir juntos, proporcionar o encontro. Meu olhar procura surpreender-se ao captar a luz em suportes químicos combinados aos eletrônicos para estabelecer uma singularidade visual. Viés em que imagens escapam ao previsível, privilegio sua irregularidade particular. Quando produzo fotografias, realizo um conjunto de ações sociais envolvendo outras pessoas que colaboram para a composição da imagem. Relaciono isso a uma ação performativa que coloca artistas num estado de "performatividade". Isto se torna um acontecimento social sobre a experiência e é parte dessa construção que busca ampliar e imprimir um reflexo interior. Sendo assim, apesar de todas as formas tecnológicas existentes atualmente, Movimentos Telúricos prestigia e mantém uma linha de trabalho que parte do primitivo, investigo procedimentos e técnicas aliados. Proponho formas de combinar modos de produção a partir de câmeras artesanais e entendo que o importante para o trabalho é o processo de construção da imagem e o que seu registro propõe. Trago a importância da síntese fotográfica, na busca de um aprofundamento sobre a matéria, o grão, o pixel e o signo das imagens reais-irreais. Submersas no sentido e imersas em significado, estas imagens acariciam seus limites visuais. O discurso está na imagem. Sigo o instinto que brota da observação e seleção do meio ambiente escolhido para cada imagem.
Título em inglês
Telluric Movements
Palavras-chave em inglês
-
Resumo em inglês
My work investigates the symbolic relations of photography deepening the knowledge about the phenomenon of light, the image formation and the subjectivity of the elements that constitute them. Made with homemade cameras constructed from a matchbox and following the guidance of photographer Miguel Chikaoka, these cameras produce images using a technique known as "pin hole". The film passes from one coil to the other between the cardboard outer box and inner box, that performs the function of cropping the image frame. The light caption is done by a small opening on the front after all be sealed with electrical tape. The way I use these cameras and the choice of producing images in alternative processes of photography, enabled the discovery of a double capture of light on photographic film. I image is captured in two stages. At first, I photograph the landscape through the pinhole (front). In the second, I created a form to make an engraving on the back of the box that incorporates a drawing, bringing the camera body a translucent appearance. I superposition on the perspective light a print over its outcome. Drawing and photography, density and immateriality, memory and observation, become grounds between the action of the body and the action of light occurring inside the camera. The result creates a tension between the process of capturing the picture added to the record of the light in the structure of the apparatus. There is a need to incorporate work process in this construction procedures, like a jumble of symbols and techniques that mix. The images revealed are a sum of internal processes. Result built in layers of density and the action of light on the matter. The projected light passing through the camera eye merges into another light, one that goes towards within the matter and brand a drawn image in the body of the device. I think, that the processes of photography are loaded with symbolism and its diversity of techniques, their developments, follow the course of my life. I understand that the relations in the photograph are inversely proportional. They represent the balance between shutter, aperture and sensitivity. For me, also represents the balance between tradition, the syntax and the experimental in photography. My sight over the sign of the image is inspired by the expansion of its romantic nature and its current effective. The rail carrier represents the analog photography baggage in a context of intense world digital production. I prefer ajar windows to reflect the world of wide open ones. I want to show the presence of industry in the historical development of photography seeking a poetic synthesis over the images presented by using signs of this history. Part of the intention is to transform the real in the unreal images starting at its capture. The images represent a romantic intro-portrait. Inspiration and expiration of inner states incubated. The density of elements or landscapes, starting from real spaces and appropriating photographs from my personal collection, are images that alternate in consistency and clarity in a game of perception between what can be concrete or only a light effect. I build an open essay immersed in my own subjectivity. This proposed work involves the combination of several artistic and technical processes of photography and show convergences to be and produce together, to provide the gathering. My eyes want to be surprised to catch the light into chemical to electronic media combined to establish a visual singularity. Bias of images that escapes the predictable, privilege their particular irregularity. When I produce photographs, there is a set of social actions involving other people that contributed to the image composition. I relate it to a performative action that puts artists in a state of "performativity". This becomes a social art event on the experience and is part ofthis construction that seeks to enlarge and print an inner reflection. Thus, despite all the currently existing technological forms, Telluric Movements honors and holds a line of work that part of the primitive, investigate different procedures and allied techniques. Propose ways of combining modes of productionfrom handmade cameras and understand that the important thing for this work is the process of constructing the image and what the photograph suggests. Bring the importance of the photographic synthesis, in search of a deepening on the matter, the grain, the pixel and the sign of the real-unreal images. Submerged in the sense and embedded in meaning, these images caress visual boundaries. The speech is in the image. I follow the instinct that springs from the observation and selection of the environment chosen for each image.
 
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RogerioNagaoka.pdf (65.94 Mbytes)
Data de Publicação
2015-02-04
 
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