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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.25.2005.tde-22092005-093310
Documento
Autor
Nome completo
Evelyn Mikaela Kogawa
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Bauru, 2005
Orientador
Banca examinadora
Conti, Paulo Cesar Rodrigues (Presidente)
Gavião, Maria Beatriz Duarte
Pegoraro, Luiz Fernando
Título em português
Avaliação da discriminação interoclusal para microespessuras e da força máxima de mordida em pacientes portadores de disfunções temporomandibulares
Palavras-chave em português
disfunção temporomandíbular
força de mordida
Resumo em português
Algumas funções sensoriais e motoras podem ser influenciadas pela presença das Disfunções Temporomandibulares (DTM). Este trabalho teve como objetivo avaliar a discriminação interoclusal para microespessuras e a força máxima de mordida em pacientes portadores de DTM. Duzentos individuos do sexo feminino foram divididos igualmente em quatro grupos: grupo controle (assintomáticos), DTM de origem miogênica, DTM de origem artrogênica e DTM de origem mista. Inicialmente foi realizada a avaliação da capacidade de discriminação interoclusal para microespessuras, utilizando lâminas de alum¨ªnio produzidas industrialmente com 0,010mm; 0,024 mm; 0,030 mm; 0,050mm; 0,080 mm e 0,094 mm de espessura, inseridas na região de pr¨¦-molares. A força máxima de mordida foi avaliada na região de primeiro molar de ambos os lados, em duas sessões, usando um dinamômetro digital modelo IDDK (Kratos), adaptado para as condições bucais. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente (ANOVA, Kruskal- Wallis, Correlação de Spearman e Pearson) num nível de significância de 5%. Os pacientes do grupo misto apresentaram um limiar tátil mediano interoclusal reduzido (0,018 mm), semelhante ao do grupo controle (0,017 mm), e os grupos muscular e articular apresentaram o limiar tátil oclusal de 0,020 mm e 0,022 mm, respectivamente, diferindo estatisticamente do grupo controle. Não houve correlação entre a capacidade média de discriminação interoclusal para microespessuras e a idade dos indivíduos. O grupo controle apresentou valores médios de força máxima de mordida significantemente maiores do que os grupos experimentais (p=0,000), porém sem diferença estatisticamente significante em relação ao lado examinado. Na segunda sessão dos exames, os valores de força máxima de mordida foram significantemente maiores que a primeira (p=0,001). Concluiu-se que pacientes portadores de DTM podem ter a discriminação interoclusal e a força de mordida alteradas devido à presença da disfunção.
Título em inglês
Evaluation of Interocclusal Discrimination for Micro-Thickness and Maximal Bite Force in Temporomandibular Disorders Patients
Resumo em inglês
Some sensory and motor functions may be influenced by the presence of the Temporomandibular Disorders (TMD). The aim of this study was to evaluate the interocclusal discrimination for micro-thickness and the maximum bite force in TMD patients. Two hundred females were equally divided into four groups: control (symptom-free), myogenic TMD, articular TMD, and mixed TMD. The evaluation of the capability for interocclusal discrimination for micro-thickness was performed using industrialized aluminum blades 0.010mm, 0.024mm, 0.030mm, 0.050mm, 0.080mm and 0.094mm thick, placed in the premolar region. The maximum bite force was measured in the first molar area, for both sides, in two sessions, using an IDDK (Kratos) Model digital dynamometer, adapted to oral conditions. Threeway ANOVA, Kruskal-Wallis, Spearman and Pearson correlation tests accounted for the statistical analysis. The level of statistical significance was given when p¡Ü 0.05. Patients of the mixed group have shown a rather reduced median interocclusal tactile threshold (0.018mm), similar to those of the control group (0.017mm). The myogenic and articular TMD groups had a rather higher median interocclusal tactile threshold (0.020mm and 0.022mm, respectively), when compared to the control one. No significant correlation between mean interocclusal tactile threshold and age could be found. A slight positive correlation was observed between the clinical dysfunction index and mean interocclusal tactile threshold when all groups were evaluated. The maximal bite forces were significantly higher in the control group than the experimental groups (p=0.000), with no significant differences between sides. At the second session of the exams, the maximal bite force values were significantly higher than the first (p=0.001). A slight to moderate negative correlation was found between age and bite force, when articular, mixed groups and all groups together were evaluated. A slight to moderate negative correlation was obtained for the clinical dysfunction index and the maximal bite force values at myogenic, mixed groups and to all groups together. It was concluded that the presence of signs and symptoms of Temporomandibular Disorders can influence the interocclusal discrimination ability and the maximum bite force.
 
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Data de Publicação
2005-10-14
 
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