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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.22.2014.tde-19022015-153842
Documento
Autor
Nome completo
Sílvia Carla da Silva André
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2014
Orientador
Banca examinadora
Takayanagui, Angela Maria Magosso (Presidente)
Canini, Silvia Rita Marin da Silva
Günther, Wanda Maria Risso
Muñoz, Susana Segura
Teixeira, Eglé Novaes
Título em português
Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde em hospitais do município de Ribeirão Preto-SP: diagnóstico da situação
Palavras-chave em português
Gerenciamento de resíduos
Resíduos de serviços de saúde
Saúde ambiental
Saúde pública
Resumo em português
Esta pesquisa teve como objetivo realizar um diagnóstico sobre a situação do gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) em hospitais do município de Ribeirão Preto-SP. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e documental, desenvolvido em 11 hospitais do município, com a participação de 33 sujeitos (três participantes de cada hospital), respectivamente, nas funções de gestor, gerente de RSS e responsável pelo serviço de higiene e limpeza. A coleta de dados constou-se de: pesagem dos RSS, entrevistas, análise dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e observação em campo. Os dados foram compilados e analisados por meio da estatística descritiva. A coleta de dados foi iniciada após autorização dos hospitais, aprovação pelo CEP da EERP/USP e assinatura do TCLE pelos participantes da pesquisa. Os 11 hospitais incluídos no estudo apresentaram uma geração de 44.489,91 kg de RSS durante seis dias, com uma média diária de 7.414,98 kg/dia. Os dados obtidos revelaram uma geração de 29.846,08 kg (67,1%) de resíduos comuns (Grupo D); e, de 11.236,69 kg (25,3%) de resíduos infectantes (somando-se os Grupos A e E). No que se refere à análise dos PGRSS, somente o registro da segregação dos resíduos foi classificado como satisfatório. No conjunto, a maioria das categorias analisadas dos PGRSS foi considerada como insatisfatória, como os registros da identificação, transporte interno, armazenamento temporário, coleta e transporte externo. Em relação aos dados obtidos com as entrevistas, 7 (63,6%) gestores não souberam informar sobre os tipos de tratamento disponibilizados para os RSS; também no que se refere à gestão, 8 (72,7%) desses sujeitos afirmaram que os hospitais não apresentam dificuldades para cumprir a legislação específica sobre o gerenciamento dos RSS. Em relação aos gerentes de RSS, 10 (90,9%) afirmaram que os hospitais realizam a segregação dos RSS de acordo com a legislação; ressalta-se que 6 (54,5%) gerentes de RSS afirmaram ter vivenciado algum tipo de problema operacional durante o manejo dos RSS, como acúmulo de resíduos nos armazenamentos externos devido à ausência de coleta externa. Igualmente para a categoria de entrevistados relacionados aos responsáveis pelo serviço de higiene e limpeza, 7 (63,6%) afirmaram ter presenciado algum tipo de problema operacional durante o manejo dos RSS, como segregação inadequada dos resíduos. Por fim, os resultados obtidos com a observação mostraram que em 3 (27,3%) hospitais a coleta interna não possuía um fluxo definido. Conclui-se que apesar da existência da legislação federal brasileira (RDC n° 306/2004, da Anvisa e Res. n° 358/2005, do Conama) regulamentando as diretrizes para o gerenciamento dos RSS, verificou-se neste estudo inadequações relacionadas a esse processo. Neste estudo, portanto, revelou-se a necessidade de um maior comprometimento em relação aos RSS, principalmente dos gestores hospitalares e dos gerentes de RSS, oferecendo treinamentos periódicos a todas as categorias profissionais inseridas nos estabelecimentos de saúde, com programas de educação permanente, com vistas a fortalecer o conhecimento dos trabalhadores e a alcançar um manejo seguro e adequado dos RSS
Título em inglês
Medical Waste Management in hospitals in the city of Ribeirão Preto, São Paulo: diagnosis of the situation
Palavras-chave em inglês
Environmental health
Medical waste
Public health
Waste management
Resumo em inglês
This research aimed to perform a diagnosis of the situation of the Medical Waste (MW) management in hospitals in Ribeirão Preto, São Paulo. This is a descriptive, exploratory and documentary study, conducted in 11 hospitals in the city, with the participation of 33 subjects (three participants from each hospital), respectively, in the roles of manager, medical waste manager and in charge of the hygiene and cleaning services. The data collection were weighing of medical waste, interviews, analysis of MW Management Plans and field observation. Data were a descriptive statistical analysis was performed. Data collection was initiated after authorization of hospitals, approval by the Research Ethics Committee of the University of São Paulo at Ribeirão Preto College of Nursing, and signing of the informed consent by the participants. The 11 hospitals included in the study had a generation of 44489.91 kg/day of MW during six days, with a daily average of 7414.98 kg/day. The data revealed a generation of 29846.08 kg (67.1%) of common waste (Group D); and of 11236.69 kg (25.3%) of infectious waste, (adding the Groups A and E), 11236.69 kg (25.3%). As regards the analysis of MW Management Plans, only the record of waste segregation was rated satisfactory; most of the categories analyzed were considered unsatisfactory, such as the records of identification, internal transportation, temporary storage, collection and external transport. Regarding the data obtained through interviews, 7 (63.6%) managers could not inform about the types of treatment available for MW; also with regard to the management, 72.7% (8) of these subjects said that hospitals have no difficulties to fulfill the specific legislation on the management of MW. Regarding MW managers, 10 (90.9%) stated that hospitals perform the segregation of MW in accordance with the legislation; it is noteworthy that 6 (54.5%) managers reported having experienced some kind of operational problem during the handling of MW, such as waste accumulation in external storage due to lack of external collection. Also for the category of respondents responsible for cleaning and hygiene services, 7 (63.6%) reported to have seen some sort of operational problem during the handling of MW as inadequate segregation of waste. Finally, the results obtained in the observation showed that in 3 (27.3%) hospitals, the internal collection had not a defined flow. It is concluded that despite the existence of the Brazilian federal legislation (RDC n°306/2004 of ANVISA and Res n° 358/2005 of Conama) regulating guidelines for the medical waste management, it was found inadequacies related to this process. Therefore, this study reveals the need for a greater commitment towards MW, mainly of hospital managers and MW managers, providing periodic training to all professional categories of health facilities, with continuing education programs, in order to strengthen the knowledge of professionals and to achieve a safe and proper handling of MW
 
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Data de Publicação
2015-03-12
 
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