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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.22.2003.tde-18052004-094556
Documento
Autor
Nome completo
Silvia Matumoto
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2003
Orientador
Banca examinadora
Mishima, Silvana Martins (Presidente)
Almeida, Maria Cecilia Puntel de
Bichuetti, Jorge Antonio Nunes
Merhy, Emerson Elias
Peduzzi, Marina
Título em português
"Encontros e desencontros entre trabalhadores e usuários na saúde em transformação: um ensaio cartográfico do acolhimento"
Palavras-chave em português
Acolhimento
cartografia
organização de serviços de atenção primária
Saúde da Família
trabalho em equipe
Resumo em português
Este trabalho é uma produção cartográfica da experiência de análise produzida com a equipe de trabalhadores de uma unidade básica de saúde, na perspectiva da produção do acolhimento, buscando destacar as perdas de sentido que capturam a produção do cuidado e os movimentos que apontam para novas formas de acolher o usuário, e, apostando na tese de que é possível explorar linhas de fuga para produzir vida na saúde. Contextualizamos a experiência no processo sócio-histórico da saúde que conforma modelos assistenciais segundo um recorte interessado da realidade, utilizando o referencial teórico metodológico da análise institucional, linha esquizoanalítica (Deleuze & Guattari), e do processo de trabalho em saúde (Merhy), destacando três aspectos intrinsecamente relacionados: a configuração de uma nova ordem, a da sociedade mundial de controle (Deleuze), promovendo um controle contínuo, instantâneo, em espaço aberto, através de senhas de acesso, e o perigo desta lógica dar a tônica a práticas como as de Saúde da Família; o desafio da construção de uma grupalidade a partir da constituição de uma equipe de trabalhadores, frente aos intensos processos de produção de subjetividade, à lida com a diversidade e complexidade da demanda de problemas dos usuários, às dificuldades da reconstituição dos saberes e práticas que já não dão conta de responder aos problemas, aos obstáculos da inclusão das diferenças explicitadas nas relações entre trabalhadores, e desses com os usuários; enfim, a micropolítica da relação trabalhador-usuário comandada por investimentos de interesse e desejo, conscientes e inconscientes e o modo como reproduzimos ou não a subjetividade dominante no processo de trabalho em saúde com todo seu arsenal tecnológico próprio. Na ambigüidade do desejo de saber e do medo de se ver, em meio as dores e sofrimentos de usuários e trabalhadores, a equipe foi se percebendo produzindo a exclusão dos usuários camuflada por critérios técnicos, clínicos, burocráticos e administrativos. Vivenciou as dificuldades de superar os obstáculos a despeito das ressonâncias e implicações que as dores e problemas dos usuários causam nos próprios trabalhadores, os conflitos que emergem nas relações entre os trabalhadores para a resolução dos problemas, sem conseguir ser efetiva em afastar-se de suas próprias dificuldades para olhar para o usuário. A análise revelou o funcionamento da equipe como o de uma escola, que fecha no período de férias, mas mantendo atividades mínimas sem conseguir, entretanto, estruturar o trabalho de forma que contemple o descanso do trabalhador e as necessidades dos usuários. À medida que a grupalidade vai ganhando consistência, apesar das crises e conflitos, é possível arriscar na explicitação do não-saber, buscar cooperação mútua para produção de cuidado com o outro e para a lida com os afetos inerentes ao encontro com este outro. Alguns elementos mostraram-se provocadores da ordem instituída com potência para criação do novo, como a presença dos agentes comunitários na equipe, as discussões de casos de famílias para a construção de projetos terapêuticos mais implicados e a mudança do locus de trabalho da unidade de saúde para o domicílio como possibilidade de mudança nas relações de poder entre trabalhador e usuários.
Título em inglês
"Encounters and divergency between workers and users in the Health in transformation: a cartographic rehearsal of the welcoming reception"
Palavras-chave em inglês
cartography
Family health care
primary attention service organization
team work
Welcoming reception
Resumo em inglês
This work is a cartographic production as to analysis experience produced with the professional team at a basic health care unit, in terms of the welcoming reception, focusing on sense losses that capture care production and motion focusing on new ways for attending users as well as advocating the idea that it is possible to explore escape lines for producing life in health. We contextualize experience within health social-historic process that presents assistance models according to a point-of-view based on reality, using the methodological theoretical reference of institutional analysis, schizoanalytical line (Deleuze & Guattari), and health work process (Merhy), focusing on three intrinsically related aspects: (1) configuration of a new order - the world control society (Deleuze), providing continuous, immediate, and open control though access passwords, and how dangerous it is for such logic to replace Family Health practice; (2) team building challenge through professional team constitution, facing subjectivity intense production process, diversity and complexity as to user problem demand, reconstruction of knowledge and practice that are no longer able to solve such problems, barriers to inclusion of differences regarding professional-professional relationship and professional-user relationship; (3) finally, professional-user relationship micropolicy regulated by conscious and unconscious, interest and wish investment and the way we reproduce or not dominant subjectivity at the working process in health care with its own technological devices. Upon ambiguity as to wish for knowledge and fear of seeing, among user and professional pain and suffering, the team started excluding users through technical, clinical, bureaucratic, and administrative criteria. It has experienced how difficult it is to overcome barriers as to resonance and implication user pain and problem bring to professionals, conflict deriving from professionals trying to solve problems, being unable to get away from their own problems in order to face users problems. The analysis has found that team works as a school closing for vacation and keeping minimum activities at the same time; however, it cannot structure work in a way that professionals can have some rest and meet users needs. As team gets consistency, in spite of crises and conflicts, it is possible to present not-knowing explication, and search for mutual cooperation for care production and inherent affection. Some elements are presented as regular order breakers for new creation, such as community agents within the team, family case discussion for therapeutical project construction and the working locus shift from health care unit to homes as a way to modify power relationship between professional and user.
 
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Tese.pdf (1.64 Mbytes)
Data de Publicação
2004-05-21
 
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