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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.22.2014.tde-07012015-141734
Documento
Autor
Nome completo
Lilian Cristiane Gomes Villas Boas
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2014
Orientador
Banca examinadora
Pace, Ana Emilia (Presidente)
Freitas, Maria Cristina Foss de
Galvao, Cristina Maria
Rossi, Vilma Elenice Contatto
Torres, Heloisa de Carvalho
Título em português
Contribuição do apoio social familiar nos resultados das intervenções educativas junto às pessoas com diabetes mellitus tipo 2: ensaio clínico controlado randomizado
Palavras-chave em português
Apoio social
Autoeficácia
Cooperação do paciente
Cuidados de enfermagem
Diabetes mellitus
Educação em saúde
Resumo em português
Trata-se de um ensaio clínico controlado randomizado, que objetivou avaliar a contribuição do apoio social familiar nos resultados das intervenções educativas junto às pessoas com diabetes mellitus tipo 2, em seguimento ambulatorial. Os desfechos foram: autoeficácia, conhecimento sobre a doença, adesão ao tratamento medicamentoso, atividades de autocuidado, índice de massa corporal, pressão arterial, circunferência abdominal, glicemia plasmática de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações, triglicérides, ureia e creatinina. A variável apoio social foi avaliada somente após as intervenções educativas. A amostra foi de 164 pessoas, segundo o cálculo amostral e os critérios de inclusão/exclusão. A randomização dos participantes foi por meio da técnica de aleatorização simples. As intervenções educativas junto às pessoas com diabetes mellitus constituíram a base para as intervenções com os familiares, e os temas abordados foram: fisiopatologia, controle e complicações da doença, exercícios físicos e cuidados com os pés, alimentação, monitorização da glicemia, medicamentos orais, insulinoterapia, e sentimentos/emoções referentes à doença e ao tratamento. Estes temas foram desenvolvidos com os mapas de conversação em diabetes, fundamentados na Teoria Social Cognitiva. No grupo intervenção, houve o envolvimento de um familiar- cuidador, indicado como fonte de apoio social pelos participantes. As intervenções aos familiares-cuidadores foram por meio de contatos telefônicos e se relacionavam aos temas abordados, seguindo o protocolo estabelecido, conforme os princípios da Teoria Social Cognitiva e as técnicas de comunicação da entrevista motivacional. Utilizaram-se a estatística descritiva para a caracterização da amostra e o teste de Mann-Whitney para a comparação entre os grupos. Destaca-se que 93 (56,7%) eram do sexo feminino; as médias e desvios-padrão, expressos em anos, para a idade, tempo de escolaridade e de diagnóstico da doença foram, respectivamente, de 60,4 (8,4), 4,9 (3,8) 15,7 (7,8), e os grupos foram semelhantes para estas características. Após as intervenções, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para as variáveis autoeficácia, conhecimento sobre a doença e adesão ao tratamento medicamentoso; para a variável atividades de autocuidado, o grupo controle apresentou melhor desempenho do que o grupo intervenção, em um comportamento relacionado à alimentação e em dois relacionados à atividade física, bem como menor índice de massa corporal e menor circunferência abdominal entre as mulheres (p<0,05). Referente ao controle metabólico, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, embora o grupo intervenção tenha obtido maior redução da hemoglobina glicada que o grupo controle, após as intervenções. Este último dado é considerado clinicamente relevante e sugere que o apoio social familiar pode ter contribuído para esse resultado. A percepção de apoio social não diferiu de forma estatisticamente significante entre os grupos. Desse modo, para o modelo de intervenções proposto no presente estudo, conclui-se que o apoio social familiar não influenciou significativamente as variáveis investigadas. Recomenda-se estudar outras variáveis que poderiam ter contribuído com esse resultado, tais como as crenças em saúde da pessoa com diabetes mellitus e de sua família, a estrutura e as relações familiares, a fim de se avaliarem a necessidade de envolvimento da família no cuidado da doença e as diferentes estratégias para esse envolvimento.
Título em inglês
Contribution of family social support on outcomes of educational interventions in people with diabetes mellitus: a randomized controlled trial. 2
Palavras-chave em inglês
Diabetes mellitus
Health Education
Nursing Care
Patient Compliance
Self Efficacy
Social Support
Resumo em inglês
This randomized controlled clinical trial aimed to evaluate the contribution of family social support on outcomes of educational interventions in people with type 2 diabetes mellitus in outpatient follow-up. The outcomes were: self-efficacy, knowledge about the disease, adherence to drug treatment, self-care activities, body mass index, blood pressure, waist circumference, fasting plasma glucose, glycated hemoglobin, total cholesterol and fractions, triglycerides, urea and creatinine. The social support variable was assessed only after the educational interventions. The sample consisted of 164 people, according to the sample calculation and the criteria for inclusion/exclusion. The randomization of participants was through simple randomization method. Educational interventions in people with diabetes mellitus were the basis for interventions with family members, and the topics covered were: pathophysiology, control and complications of the disease, physical exercise and foot care, diet, blood glucose monitoring, oral medication, insulin therapy, and feelings/emotions regarding the disease and treatment. These themes were developed with the diabetes conversation maps, based on Social Cognitive Theory. In the intervention group, a family member/caregiver was involved and indicated as a source of social support by the participants. Interventions to members/caregivers were through telephone calls and were related to the topics discussed, following the protocol established as the principles of Social Cognitive Theory and communication techniques of motivational interviewing. Descriptive statistics was used to characterize the sample and the Mann-Whitney test for comparison between groups. It is highlighted that 93 (56.7%) were female; the mean and standard deviations for age, schooling and disease diagnosis, expressed in years, were, respectively, 60,4 (8,4), 4,9 (3,8), 15,7 (7,8), and the groups were similar for these characteristics. After interventions, there were no statistically significant differences between groups for the variables self-efficacy, knowledge about the disease and adherence to drug treatment; for the variable self-care activities, the control group performed better than the intervention group related to diet, physical activity as well as lower body mass index and lower waist circumference among women (p<0.05). Concerning the metabolic control, there were no statistically significant differences between groups although the intervention group has obtained greater reduction in glycated hemoglobin than the control group after the intervention. The latter data is considered clinically relevant and suggests that family social support may have contributed to this result. The perception of social support did not differ statistically significantly between groups. Thus, to the intervention model proposed in this study, it is concluded that family social support did not influence significantly the variables investigated. It is recommended to study other variables that could have contributed to this result, such as health beliefs of the person with diabetes mellitus and his/her family, the structure and family relations, in order to assess the need for family involvement in care disease and the different strategies for this involvement.
 
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Data de Publicação
2015-01-28
 
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