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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.22.2014.tde-03022015-155925
Documento
Autor
Nome completo
Luciana Scatralhe Buetto
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2014
Orientador
Banca examinadora
Zago, Marcia Maria Fontao (Presidente)
Anjos, Anna Cláudia Yokoyama dos
Dázio, Eliza Maria Rezende
Nascimento, Lucila Castanheira
Pinto, Maria Helena
Título em português
O significado de qualidade de vida no contexto da quimioterapia antineoplástica para o paciente com câncer colorretal
Palavras-chave em português
Antropologia
Câncer colorretal
Qualidade de vida
Quimioterapia
Resumo em português
O objetivo deste estudo foi interpretar os significados atribuídos à qualidade de vida pelo paciente com câncer colorretal no contexto da quimioterapia antineoplásica. Utilizamos o referencial teórico da antropologia médica, derivada da antropologia interpretativa, que conceitualmente integra cultura e doença, com utilização do método etnográfico, e análise temática indutiva. Realizaram-se entrevistas em profundidade (CEP-EERP-USP 1412/2011) com dezesseis participantes com câncer colorretal, que realizavam quimioterapia antineoplásica em um hospital público universitário. Foram construídas três unidades de sentidos e dois núcleos temáticos. As unidades de sentido "Itinerário terapêutico: do diagnóstico aos tratamentos", "A quimioterapia antineoplásica e seus efeitos adversos" e "Qualidade de vida durante a quimioterapia antineoplásica", mostraram que a construção do itinerário terapêutico perpassa pelo reconhecimento da anormalidade do corpo, busca pelo sistema profissional de saúde e pela necessidade de tratamentos especializados. A primeira indicação terapêutica é a cirurgia, que traz sofrimento e solução parcial do problema, logo substituída pela quimioterapia. A doença é percebida como uma dimensão incontrolável, e os acontecimentos vivenciados fornecem uma nova identidade social, as marcas corporais representam sua vulnerabilidade e os efeitos adversos denunciam sua condição de doente oncológico. Há o sofrimento social, a necessidade de ter resiliência para aderir ao tratamento, de adaptações e transformações individuais, familiares e sociais, que resultaram na adoção de novas ideias, conceitos, valores e crenças, acrescentando novos elementos na sua identidade social, pois percebe a perda de suas capacidades e a impossibilidade de cura. A esperança da retomada da normalidade da vida anterior é prejudicada pela confirmação da impossibilidade de cura, sendo substituída pelo direito de uma morte digna. A pessoa tem a sua condição oncológica visivelmente denunciada e, apesar da consciência de sua finitude, não abre mão da sua esperança de cura. Nos núcleos temáticos "A experiência moral atribuída ao câncer colorretal e a quimioterapia antineoplásica" e "Qualidade de vida de pessoas com câncer colorretal em quimioterapia antineoplásica - a retomada da normalidade" foi evidenciada que a quimioterapia é uma etapa liminar para a cura, no processo da experiência moral de ter câncer colorretal, que está relacionada às consequências das atitudes morais e sociais no cotidiano, com busca da preservação de sua autoestima e do senso de normalidade, rejeitando que as possibilidades de cura acabaram. O significado de qualidade de vida é construído, de acordo com as relações desenvolvidas com as pessoas, incluindo o julgamento pessoal sobre sua vida, experiências e expectativas de futuro, relacionados ao contexto de adoecimento, onde a quimioterapia é mais uma etapa do tratamento, que mesmo com suas reações limitantes, ainda é a expectativa de alcance de cura. Há evidências que os participantes não possuem qualidade de vida, pois ocorreu a "perda do controle da vida", a percepção que a terapêutica não garante a sua cura, permanecendo a incerteza do futuro, mesmo com o sofrimento e a experiência moral. Deve ocorrer a ampliação do foco da qualidade de vida pelos enfermeiros, incluindo as referências socioculturais das pessoas que vivem o processo de adoecimento e do tratamento, ultrapassando a dimensão biológica e tecnológica do cuidar
Título em inglês
The meaning of quality of life in the context of antineoplasic chemotherapy for patients with colorectal cancer
Palavras-chave em inglês
Anthropology
Colorectal Neoplasms
Drug Therapy
Quality of Life
Resumo em inglês
The aim of this study was to interpret the meanings attributed to quality of life for patients with colorectal cancer in the context of antineoplasic chemotherapy. We use the theoretical framework of medical anthropology, derived from interpretive anthropology, which conceptually integrates culture and disease with use of ethnographic methods, and inductive thematic analysis. There were in-depth interviews (CEP- EERP- USP 1412/2011) with sixteen participants with colorectal cancer who were undergoing cancer chemotherapy in a public university hospital. Three units of meaning and two thematic groups were constructed. The units of "Therapeutic itinerary meaning: from the diagnosis to treatment","The antineoplasic chemotherapy and its adverse effects" and "Quality of life during cancer chemotherapy", showed that the construction of the therapeutic itinerary runs through the recognition of body abnormality, the search for professional health care system and the need for specialized treatments. The first therapeutic indication is the surgery, which brings suffering and partial solution of the problem, soon replaced by chemotherapy. The disease is perceived as an uncontrollable dimension, and the experienced events provide a new social identity, the body marks represent their vulnerability and the adverse effects report their condition of cancer patients. There is the social suffering, the need for resilience to adhere to treatment, individual, familiar and social adaptations and transformations, which resulted in the adoption of new ideas, concepts, values and beliefs, adding new elements in their social identity, because they realize the loss of their capabilities and the healing impossibility. The hope of normality of life recovery is impaired by the confirmation of the healing impossibility, being replaced by the right of a dignified death. The person has their oncologic condition visibly exposed and, despite the knowledge of their finitude, does not give up their hope of cure. In thematic groups "The moral experience attributed to colorectal cancer and cancer chemotherapy" and "Quality of life of people with colorectal cancer receiving antineoplasic chemotherapy - normality recovery" was evidenced that chemotherapy is a preliminary step to healing in the process of moral experience of having colorectal cancer, which is related to the consequences of moral and social attitudes in everyday, with the pursuit of preserving their self-esteem and sense of normality, rejecting that the possibilities of cure have ended. The meaning of quality of life is constructed according to the relations developed with people, including personal judgment about life, experiences and expectations of future related to the context of disease where chemotherapy is one more step of the treatment, that even with their limiting reactions, is still the expectation to reach the cure. There is evidence that participants do not have quality of life, because of the "loss of control of their lives," the perception that the therapy does not ensure healing, remaining the uncertainty of the future, even with the suffering and moral experience. Expanding the focus of quality of life should occur by nurses, including socio-cultural references of people who live the process of illness and treatment, exceeding the biological and technological dimension of care
 
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Data de Publicação
2015-02-04
 
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