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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Maria Tereza Signorini Santos
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2018
Orientador
Banca examinadora
Cardoso, Lucilene (Presidente)
Pereira Junior, Gerson Alves
Pereira, Sandra de Souza
Sticca, Marina Greghi
Título em português
Cultura e clima organizacional e sua relação com o estresse entre profissionais de um serviço de emergência
Palavras-chave em português
Clima organizacional
Cultura organizacional
Estresse
Profissionais da saúde
Urgência e emergência
Resumo em português
Introdução: Os profissionais que atuam na área de emergência lidam constantemente com diversas mudanças, tornando uma área de atuação que exige muito dos profissionais. Estima-se que o estresse afete mais de 90% da população mundial e que, por não ser considerada uma doença em si, é subestimado, tendo como consequência a ausência de tratamentos e prevenção ao adoecimento. Entende-se cultura organizacional condutas experimentais e símbolo em processo de assimilação, padrões e hábitos razoavelmente estabelecidos. Clima organizacional é o indicador do grau de satisfação dos membros de uma empresa, em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização. O estresse pode ocasionar graves consequências e entre trabalhadores em saúde sua ocorrência ainda carece ser avaliada em estudos ampliados que contemplem sua complexidade de maneira mais abrangente, considerando fatores pessoas, ambientais e psicossociais. Dessa forma, avaliar o clima e cultura organizacional é importância para entender como funcionam as instituições, quais são os pontos fortes e frágeis do local e assim propor melhorias aos pontos frágeis e potencializar os pontos fortes. Objetivo: O objetivo do estudo é identificar o clima e a cultura organizacional de uma organização de um serviço hospitalar de emergência e sua relação com a prevalência de estresse. Métodos: Foi desenvolvido um estudo transversal, analítico, exploratório, de abordagem quantitativa. Em um serviço público de emergência de Ribeirão Preto. A amostra do estudo foi constituída por 155 participantes. O estudo foi realizado no período de janeiro de 2016 a outubro de 2018, em um serviço público de emergência de Ribeirão Preto/SP. Resultados: Na amostra estudada observou-se 47,1% de profissionais com estresse atual, sendo que entre estes profissionais que tinham estresse: 82,2% eram mulheres. Os resultados evidenciaram que os profissionais com estresse estavam em sua maioria na fase de resistência (76,7%), 17,8% na fase de quase-exaustão, 4,1% na fase de exaustão e 1,4% na fase de alerta. Destaca-se maiores escores médios relacionados à cultura organizacional e o estresse atual, notadamente no fator 2 "Rigidez na estrutura hierárquica de poder" (média 3,02 + dp 0,77) e no fator 3 "Profissionalismo competitivo e individualista" (2,28 + dp 0,66). Destaca-se maiores escores médios do clima organizacional e o estresse atual no fator 1 "Apoio da chefia e da organização" (média 2,69 + dp 0,71), fator 2 "Recompensa" (1,91 + dp 0,63), fator 3 "Conforto físico" (2,97 + dp 0,84) e fator 5 "Coesão entre colegas" (2,95 + dp 0,72). Os resultados evidenciaram que nas análises entre o estresse com as variáveis sóciodemográficas e de trabalho, apenas a variável sexo esteve associada com o estresse, já nas análises entre cultura e clima organizacional houve correlação estatisticamente significativa entre o fator 1 - "Profissionalismo cooperativo", 4 - "Satisfação e bem-estar dos empregados", 5 - "Práticas de integração externa" e 6 - "Práticas de recompensa e treinamento" da cultura organizacional com todos os fatores do clima organizacional (Apoio da chefia e da organização, Recompensa, Conforto físico, Controle/Pressão e Coesão entre colegas), todas com um nível de significância abaixo de 0,01. No teste da regressão foi possível observar a relação do estresse com as variáveis: sexo (p 0,017; Exp(B) 2,766), vínculo empregatício (p 0,049; Exp(B) 1,403) e o fator 2 "Recompensa" da escala de clima organizacional (p 0,002; Exp(B) 0,396). Conclusões: O presente estudo possibilitou concluir a influencia da cultura e clima organizacional de uma organização de saúde hospitalar de emergência e sua relação com a prevalência de estresse. Também identificou a ligação entre cultura e clima organizacional, mostrando a influência da cultura sobre o clima organizacional
Título em inglês
Culture and organizational climate and its relation with the stress among professionals of an emergency service
Palavras-chave em inglês
Health Professionals
Organizational Climate
Organizational Culture
Stress
Urgency and Emergency
Resumo em inglês
Introduction: The professionals who work in the emergency area constantly deal with several changes, making it an area of practice that demands a lot of professionals. It is estimated that stress affects more than 90% of the world population and, because it is not considered a disease in itself, is underestimated, resulting in the absence of treatments and prevention of illness. Organizational culture is understood as experimental conduct and symbol in process of assimilation, patterns and habits reasonably established. Organizational climate is the indicator of the degree of satisfaction of the members of a company, in relation to different aspects of the culture or apparent reality of the organization. Stress can cause serious consequences and among health workers, its occurrence still needs to be evaluated in expanded studies that contemplate its complexity in a more comprehensive way, considering personal, environmental and psychosocial factors. Thus, assessing the climate and organizational culture is important to understand how the institutions work, what are the strengths and weaknesses of the site and thus propose improvements to the fragile points and potentiate the strengths. Objective: The objective of the study is to identify the organizational climate and organizational culture of an emergency hospital service and its relation to the prevalence of stress. Methods: A transversal, analytical, exploratory, quantitative approach was developed. In an emergency public service of Ribeirão Preto. The study sample consisted of 155 participants. The study was conducted from January 2016 to October 2018, in a public emergency service in Ribeirão Preto / SP. Results: In the sample studied, 47.1% of professionals with current stress were present, and among these professionals who had stress: 82.2% were women. The results showed that the professionals with stress were mostly in the resistance phase (76.7%), 17.8% in the near-exhaustion phase, 4.1% in the exhaustion phase and 1.4% in the phase of exhaustion. alert. It is worth mentioning that higher scores are related to organizational culture and current stress, especially in factor 2 "Rigidity in the hierarchical structure of power" (average 3.02 + dp 0.77) and factor 3 "Competitive and individualistic professionalism" (2 , 28 + dp 0.66). It is worth noting the higher average scores of the organizational climate and the current stress in the factor 1 "Support of management and organization" (average 2.69 + dp 0.71), factor 2 "Reward" (1.91 + dp 0.63 ), factor 3 "Physical comfort" (2.97 + dp 0.84) and factor 5 "Cohesion among colleagues" (2.95 + dp 0.72). The results showed that in the analyzes between stress and socio-demographic and work variables, only the gender variable was associated with stress. In the analyzes between culture and organizational climate, there was a statistically significant correlation between factor 1 - "Cooperative professionalism" , 4 - "Employees' satisfaction and well-being", 5 - "External integration practices" and 6 - "Reward and training practices" of organizational culture with all organizational climate factors (Support of leadership and organization, Reward , Physical Comfort, Control / Pressure and Cohesion among colleagues), all with a level of significance below 0.01. In the regression test, it was possible to observe the relationship of stress with the variables: sex (p 0.017, Exp (B) 2,766), employment bond (p 0.049, Exp (B) 1,403) and factor 2 "Reward" organizational (p 0.002; Exp (B) 0.396). Conclusions: The present study made it possible to conclude the influence of the organizational culture and climate of an emergency hospital health organization and its relation with the prevalence of stress. It also identified the link between culture and organizational climate, showing the influence of culture on the organizational climate
 
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Data de Publicação
2019-05-13
 
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