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Doctoral Thesis
DOI
10.11606/T.22.2007.tde-19122007-152429
Document
Author
Full name
Leticia Cortaza Ramírez
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Ribeirão Preto, 2007
Supervisor
Committee
Luis, Margarita Antonia Villar (President)
Gutierrez, Maria Gaby Rivero de
Nóbrega, Maria do Perpétuo Socorro de Sousa
Pedrão, Luiz Jorge
Santos, Manoel Antonio dos
Title in Portuguese
Sou eu, mas não sou eu: as interações de mulheres mexicanas com o álcool
Keywords in Portuguese
Álcool
Interações
Mulher
Violência.
Abstract in Portuguese
O consumo de álcool na mulher é uma problemática cada dia maior devido ao aumento nos padrões de consumo e na idade precoce em que se da o início do consumo de bebidas alcoólicas. O processo de adição é complexo e afeta a mulheres de todas as classes sociais, estas mulheres vistas em uma perspectiva externa não parecem ter muitas coisas em comum, mas compartilham o consumo de álcool de maneira impulsiva. Daí surge a finalidade deste estudo que foi compreender em que momento o álcool começou a fazer parte da vida da mulher que o consome e que significado atribui para o seu consumo. Diante da natureza do problema, este foi abordado segundo a metodologia qualitativa, tendo como referencial metodológico o estudo de caso, sob a perspectiva teórica de alguns dos pressupostos do Interacionismo Simbólico. Participaram deste estudo 10 mulheres que reconheceram consumir ou ter consumido bebidas alcoólicas. A história oral temática foi a técnica utilizada para a coleta de informação. As entrevistas gravadas foram transcritas, codificadas e categorizadas tomando como referência a análise de conteúdo. A análise de dados obteve como categorias centrais: O mundo das mulheres e sua interação com os objetos que as conformam e Encadeando ações em direção ao consumo de álcool. A partir das interações se evidenciou que a perspectiva da maioria das mulheres sobre o seu mundo foi uma visão continua de eventos de maustratos e objetos (pai, mãe e marido) agressores, atribuindo significados às situações vivenciadas como: dor e sentimentos associados, como ódio, raiva, revolta e humilhação. O relacionamento conjugal da maioria foi com pessoas que consumiam álcool, as quais influenciaram seu comportamento aumentando seu consumo de bebidas alcoólicas. As relações sexuais foram complexas, pois a maioria sofreu abusos sexuais, dessa forma quando se encontravam em uma situação de intimidade com um homem reviviam a situação do abuso, o que impedia ou dificultava o encontro. No tocante aos filhos a agressividade mãe - filho colocou-as numa situação de dor quando recordavam suas agressões, reproduzindo o esquema aprendido em sua infância. Na interação consigo mesma emergem sentimentos de desvalorização pessoal ante os outros em decorrência da vida levada tanto na infância como na idade adulta, percebendo que seu status dentro da sociedade era diminuído. O consumo de álcool deu-se em geral estimulado pelos grupos de referência como: a família, os amigos, seu parceiro e colegas de trabalho. Compartilhando os significados e as perspectivas auferidas através do álcool, o consumo formava parte da cultura de todos os seus grupos de referência. Percebeu-se que o álcool permitia a expressão do seu "eu", aquele que elas queriam de fato ser; gostavam dele por que as fazia sentir-se bem, razão da continuidade do consumo, que ocorria em níveis cada vez mais elevados. Observou-se que o "eu" dessas mulheres se encontrava reprimido pelas suas vivencias no decorrer do seu desenvolvimento, consolidando um Self que era mais "mim" do que "eu", era fruto do contexto e que somente através do álcool esse "eu" podia expressar-se. Nesse momento descobriam que "sou eu, mas não sou eu" quando ingeriam álcool. Verificou-se que somente quando entram em um processo reflexivo do que havia sido a sua vida com o álcool são capazes de redirigir sua ação e pensar em alternativas de reabilitação, como a possibilidade de ser outra e deixar aflorar as potencialidades do seu "eu" sem a necessidade do álcool. A reflexão permite que descubram a possibilidade de serem elas próprias sem o álcool, enfrentando uma luta consigo mesmas nesse processo, pois a maioria das pessoas significativas que as rodeiam continua consumindo álcool.
Title in English
It was you, but it was not you: Interactions of Mexican women with alcohol.
Keywords in English
Alcohol
Interactions
Violence
Women
Abstract in English
Alcohol consumption among women is a growing problem due to the increase in consumption patterns and the early age at which they start consuming alcoholic beverages. The addiction process is complex and affects women from all social classes. From the outside, these women do not seem to have much in common, but what they share is the impulsive consumption of alcohol. This gives rise to the goal of this study, which is to understand at what moment alcohol started to be part of the lives of women who consume alcohol and what consumption means to them. In view of the nature of the problem, the qualitative methodology was used, adopting the Case Study as a methodological reference framework, and considering the theoretical perspective of some of the premises of Symbolic Interactionism. Study participants were ten women who accepted that they were consuming or had consumed alcoholic beverages. The Oral Thematic History was the technique used for information collection. The recorded interviews were transcribed, coded and categorized, using content analysis as a reference framework. Data analysis resulted in the central categories: The women's world and their interaction with the objects that constitute it, and Linking actions towards alcohol consumption. About the interactions, it was considered that most of the women's perspective on their world was a continuous view of mistreatment events and aggressive objects (father, mother, husband), attributing meanings to the experienced situations as: pain and associated feelings, such as hate, rage, courage and humiliations. In most cases, the marriage relationship was with alcohol consumers, who influence their behavior and increase the consumption of alcoholic beverages. Sexual relations were complex, due to the fact that most participants had been sexually abused. Hence, when they were in a situation (sexual relation), they had a view of the relation, returning to and recovering the image of the abuse, which impeded or made the encounter more difficult. With respect to the children, the mother-child aggressiveness put them in a situation of pain when they reminded how they had assaulted them, repeating the scheme learned in their childhood. When they interact with themselves, feelings of personal devaluation towards other people emerge, due to the life they led in their childhood as well as in adult age. They perceived that their status in society had decreased. Alcohol consumption was regularly stimulated by their reference groups, such as the family, friends, partners and work. In sharing the meanings and perspectives alcohol provided them with, consumption was part of the culture of all their reference groups. It is perceived that alcohol allowed them to release their "I", which seemed to be what they wanted to be, they liked it because it made them feel good; which is why they continued consuming increasing levels of beverages. These women's "I" was enclosed by their experiences, consolidating a Self that was more "me" than "I", it was a result of the context. It was only when they drank that alcohol stimulated the expression of the "I" and it was at this moment that they discovered that it was you but it wasn't you, when they consumed alcohol. It was also observed that it was only when they started a reflexive process about what their life with alcohol had been that they seemed to reorient they action and thought about rehabilitation alternatives as the possibility of being another woman and releasing the potentials of their "I" without the need for alcohol. This reflection allows them to discover that they can be themselves without the alcohol and start a big fight with themselves in this process, although most significant persons around them still consume alcohol.
 
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Publishing Date
2008-01-02
 
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