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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.21.2019.tde-17012019-103719
Documento
Autor
Nome completo
Igor Gustavo da Fonseca Carrasqueira
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Jovane, Luigi (Presidente)
Júnior, Francisco William da Cruz
Savian, Jairo Francisco
Título em português
500 mil anos de evolução climática no continente Indiano-Asiático: um registro eólico das Maldivas
Palavras-chave em português
Monção Indiana
Paleoclima
Paleomagnetismo
Resumo em português
A monção indiana está diretamente relacionada a inversão sazonal dos ventos controlada pela migração latitudinal da Zona de Convergência Intertropical (ITCZ). Em longo período os sistemas de monções são fortalecidos em resposta a períodos interglaciais (quentes e húmidos) e enfraquecidos em resposta a períodos glaciais (frios e secos). Durante os últimos 500 mil anos o clima global tem oscilado com uma periodicidade de ∼100 mil anos sendo controlado principalmente pela forçante orbital. Dados de testemunhos do Mar da Arábia, mostram que o aporte de sedimentos fluviais ocorre principalmente na parte noroeste com valores reduzidos à sudeste onde está localizada a República das Maldivas, que compreendem uma região distante o bastante das fontes fluviais de sedimento, sendo um local ideal para a obtenção de registros de sedimentos eólicos. Dados de satélite da pluma de poeira nas quatro diferentes estações do ano mostram que as Maldivas estão fortemente sob a influência da pluma de poeira relacionada a monção de inverno com ventos vindos de nordeste, tornando esta, uma região ideal parra o estudo das condições de aridez na área fonte na massa de terra indiano-asiática. Aqui nós apresentamos dados não destrutivos em alta resolução da Fluorescência do Raio X (XRF) e de magnetismos ambiental e de rocha dos vinte metros superiores do testemunho U1471, IODP EXP. 359, compreendendo um registro continuo de 500 mil anos. As boas correlações entre os diferentes elementos associados aos sedimentos terrígenos indicam que as variações nos dados de Fe, K, Al e Ti são robustas, sendo destes, o Fe, o elemento que menos apresentou ruído. Com a premissa de que, o aumento na extensão de regiões áridas na área fonte durante períodos frios está relacionada com o aumento na quantidade de elementos terrígenos que fluíram para as Maldivas, construímos um modelo de idade correlacionando os dados de Fe com os dados de δ18O, a alta resolução dos nossos dados e a boa correlação com os dados de δ18O permitiram identificar os Marine Isotope Stages (MIS) 1 ao 14. Dados de próxies paleoclimáticos como as razões, Al/Si, Fe/K e Sr/Ca indicam eventos abruptos extremamente húmidos em especial durante a transição MIS 5-6 sucedendo em poucas centenas de anos o evento Heinrich 11 (H11). Os dados de magnetismos ambiental e de rocha apontam para forte diagênese redutora de magnetita, formando minerais compostos de sulfeto de ferro, associada com a transição sulfato metano (SMT) na coluna sedimentar, abaixo desta transição a resposta magnética fica extremamente reduzida, mas ainda conserva as variações do sinal anterior a diagênese. Dados de First Order Reverse Curve (FORC) e de X Ray Absorption Near the Edge Structure (XANES) apontam a presença de magnetita bacteriana no topo do registro, mas devido ao caráter redutor do sedimento coluna abaixo e ao tamanho extremamente reduzido, Single Domain (SD), da magnetita bacteriana, este sinal está restrito ao topo do registro.
Título em inglês
500 thousand years of climatic evolution of the Indian-Asian land mass: an eolian record from Maldives
Palavras-chave em inglês
Indian monsoon
Paleoclimate
Paleomagnetism
Resumo em inglês
The Indian monsoon is directly related to the seasonal inversion of the winds driven by the latitudinal migration of the Intertropical Convergence Zone (ITCZ). Over a long term, monsoon systems are strengthened in response to interglacial periods (hot and humid) and weakened in response to glacial periods (cold and dry). Over the last 500 thousand years the global climate has oscillated with a periodicity of ∼100 thousand years being controlled mainly by the orbital forcing. Data from the Arabian Sea cores show that the contribution of fluvial sediments occurs mainly in the northwestern part with reduced values to the southeast where the Republic of the Maldives is located, which comprise a region far enough from the fluvial sediment sources, being an excellent place for the obtaining records of dust. Satellite data of the dust in the four different seasons of the year show that the Maldives are strongly influenced by the winter monsoon with north-easterly winds, making this an ideal region for the study of arid conditions in the source area in the Indian-Asian landmass. Here we present non-destructive high-resolution X-ray Fluorescence (XRF) and, environmental and rock magnetisms data from the upper twenty meters of the U1471, IODP EXP. 359, comprising a continuous record of 500 thousand years. The good correlations between the different elements associated to the terrigenous sediments indicate that the variations in the Fe, K, Al and Ti data are robust, of which Fe is the least noise element. With the premise that the increase in the extent of arid regions in the source area during cold periods is related to the increase in the amount of terrigenous elements that flowed into the Maldives, we constructed an age model by correlating the Fe data with the data of δ18O, the high resolution of our data and the good correlation with the data of δ18O allowed to identify the Marine Isotope Stages (MIS) 1 to 14. Paleoclimatic proxy data as the reasons, Al / Si, Fe / K and Sr / Ca indicate extremely humid abrupt events, especially during the MIS 5-6 transition succeeding in a few hundred years the event Heinrich 11 (H11). Environmental and rock magnetism data point to strong magnetite reduction diagenesis, forming minerals composed of iron sulphide, associated with the methane sulphate transition (SMT) in the sedimentary column, below this transition the magnetic response is extremely reduced, but still conserved the variations of the pre-diagenesis signal. First Order Reverse Curve (FORC) and X Ray Absorption Near the Edge (XANES) data indicate the presence of bacterial magnetite at the top of the core, but due to the reduced character of the sediment column below and the extremely small size, Single Domain (SD), of bacterial magnetite, this signal is restricted to the top.
 
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Data de Publicação
2019-01-29
 
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