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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.17.2018.tde-24042018-175647
Documento
Autor
Nome completo
Marina Rodrigues Montaldi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2017
Orientador
Banca examinadora
Dantas, Roberto Oliveira (Presidente)
Ricz, Lilian Neto Aguiar
Cola, Paula Cristina
Pontes Neto, Octávio Marques
Título em português
Avaliação Fonoaudiológica clínica e videofluoroscópica da deglutição em indivíduos sem restrição de dieta após sofrerem acidente vascular encefálico
Palavras-chave em português
Acidente Vascular Encefálico
Avaliação fonoaudiológica clínica da deglutição
Avaliação videofluoroscópica da deglutição
Disfagia
Resumo em português
A deglutição é caracterizada por ser uma função biológica complexa e coordenada que envolve o sincronismo entre as ações de músculos e sua conexão neurológica, na qual o alimento passa da cavidade oral para o estômago. Quando ocorre qualquer alteração no transporte do bolo alimentar da boca até o estômago, conseqüente a doenças neurológicas, trauma ou câncer de cabeça e pescoço, nós denominamos disfagia. Uma das principais causas neurológicas da disfagia é o acidente vascular encefálico (AVE). Dessa forma buscamos verificar a presença de sinais sugestivos de disfagia em um grupo de indivíduos que sofreram um ou mais AVE isquêmicos há no mínimo 3 meses e que estavam sem restrição de dieta, por meio de avaliação clínica fonoaudiológica e por meio do exame de videofluoroscopia da deglutição, e comparamos seus achados aos de um grupo considerado saudável. A hipótese foi de que, mesmo não tendo restrição relacionada à dieta ingerida por via oral, os pacientes poderiam ter ainda alguma alteração da deglutição. Foram avaliados e analisados, 33 pacientes e 19 pessoas saudáveis, no período de janeiro de 2015 a agosto de 2016. Os resultados demonstram que a idade média para os pacientes foi de 61,5 anos, e para os saudáveis de 59,9 anos. Na avaliação das estruturas da dinâmica da deglutição, observamos que a condição do grupo controle mostrou-se melhor que a do grupo estudo. Na avaliação clínica da deglutição observamos que houve sinais sugestivos de disfagia somente para a consistência líquida e para indivíduos do grupo estudo. Com relação aos resultados obtidos pelo exame de videofluoroscopia observamos que houve para ambos os grupos: movimentação de cabeça, presença de deglutições múltiplas, perda prematura do alimento para faringe e permanência de resíduo alimentar em valécula e/ou recessos piriformes, após as deglutições. Além disso, os resultados quantitativos não demonstraram significância entre os grupos, a exceção para o tempo preparatório oral para a consistência líquida no volume de 5 mL. Concluímos que não houve diferenças significativas entre os grupos estudados, ou seja, os pacientes não apresentaram alterações relevantes na deglutição. Tais achados nos levam a refletir e propor novos estudos, a fim de investigar de forma mais apurada a deglutição de indivíduos acometidos por AVE.
Título em inglês
Clinical and videofluoroscopic evaluation of swallowing in individuals without dietary restriction after a cerebrovascular accident
Palavras-chave em inglês
Clinical phonoaudiological assessment of swallowing
Dysphagia
Stroke
Videofluoroscopic swallowing assessment
Resumo em inglês
The deglutition is described as a complex coordinated biological function that involves synchronized muscle action and its neurological connection, with the food going from oral cavity to the stomach. When there is any alteration in the bolus transportation from the mouth to the stomach as a consequence of neurological disease, trauma or head and neck cancer, it is referred as Dysphagia. One of the most common neurological causes of dysphagia is a stroke (Cerebrovascular Accident). In this sense, we look for symptomatic signals that suggest dysphagia in a group of individuals who had one or more strokes in the last 3 months and had no restricted diet. The assessment is carried through clinical and videofluoroscopic evaluation of swallowing and the results are compared with that of a healthy control group. The hypothesis discussed here consider that even without a restricted diet oral ingestion the patients could still have some deglutition alteration. The study was conducted with 54 volunteers of which 33 were patients with mean age of 61.5 years old (the study group) and 19 healthy individuals with mean age of 59.9 years old that makes the control group. The study was performed from January 2015 to August 2016. In the dynamic of swallowing structure, the healthy control group was in a better state compared to the study group. The results from the videofluoroscopic examination showed for both groups: head movement, multiple deglutitions, premature loss of food to the pharynx and presence of food residue in vallecula and/or piriform recess. Moreover, the quantitative results did not show much differences between the groups, unless for the oral preparatory time for 5 mL in liquid state. Therefore, we conclude that there was no considerable mismatch between the groups, which means that the patients did not present major changes in deglutition. This leads us to wonder other questions and suggest new research lines to thoroughly investigate the deglutition in patients who had a stroke.
 
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Data de Publicação
2018-07-20
 
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