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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.17.2005.tde-31072006-145520
Documento
Autor
Nome completo
Ticiana Melo de Sá Roriz
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2004
Orientador
Banca examinadora
Ferreira, Maria Clotilde Therezinha Rossetti (Presidente)
Funayama, Carolina Araujo Rodrigues
Silva, Rosalina Carvalho da
Título em português
"Inclusão/exclusão social e escolar de crianças com paralisia cerebral, sob a óptica dos profissionais de saúde"
Palavras-chave em português
Inclusão / exclusão
Paralisia Cerebral
Profissionais de Saúde
Resumo em português
A discussão sobre “inclusão social” ganha crescente relevância na nossa sociedade. Ela trata do respeito às diferenças, dos direitos e da participação igualitária dos cidadãos. A diversidade de pessoas que evoca essa premissa é imensa, decorrente de aspectos étnicos, sócio-econômicos, sexuais e ligados às necessidades especiais. No caso de crianças com necessidades especiais, particularmente daquelas com deficiências, a inclusão abarca sua participação na sociedade em geral e, especificamente, em instituições de educação regular (“inclusão escolar”). Porém, a despeito da criação de leis e regulamentações, os preconceitos, além da não observância de aspectos como capacitação de educadores e acessibilidade física, dificultam a concretização da inclusão. Considerando a relevância e complexidade do problema e, ainda, que esse processo é freqüentemente mediado por profissionais de saúde, traçou-se como meta estudar a inclusão de crianças com Paralisia Cerebral, com foco nesses profissionais. Indagou-se como eles concebem a e participam da inclusão dessas crianças. Foram investigados os vários profissionais que atendiam duas crianças de três anos, em seguimento em serviços de saúde da região de Ribeirão Preto - SP. O corpus para análise foi obtido por entrevistas semi-estruturadas (neurologista infantil, pediatra, médico de saúde da família, enfermeira, fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e assistente social), por visita domiciliar às crianças e famílias e por notas de campo. A coleta e análise foram feitas com base na Rede de Significações. As crianças pivôs - Davi e Letícia - têm comprometimentos decorrentes da Paralisia Cerebral. Porém, cada criança apresenta características distintas. Em Letícia os comprometimentos motores são mais evidentes no lado esquerdo, ela não tem comunicação verbal e usualmente rejeita contato interpessoal. Em Davi a limitação motora é mais evidenciada nos membros inferiores, além disso, ele comunica-se verbalmente e busca o outro. Cada família se organiza e participa no tratamento de maneira bem diversa. A família de Davi é bastante participativa e a de Letícia demonstra-se confusa, quanto ao quadro e tratamento da criança. Os profissionais que atendem às crianças atuam em contextos diversos (serviços públicos primário/secundário/terciário, além de serviços filantrópicos e universitários particulares). Constatou-se que cada contexto proporciona distintas oportunidades aos e práticas discursivas dos profissionais e das pessoas que neles são atendidas, estes aspectos influenciando a forma de atuação com relação à inclusão daquelas crianças. Predominantemente, o olhar destes profissionais é dirigido de maneira descontextualizada à criança individualmente. Porém, tanto as características das crianças, como a organização dos contextos familiares, revelaram-se importantes circunscritores das concepções, expectativas, relações e atuações dos profissionais. A articulação de todos aqueles elementos contribui para circunscrever, para os profissionais, o papel de competente/ impotente frente ao caso, participativo/não-participativo dos processos de inclusão. Ainda, explicita muitas vezes a sobreposição de exclusões, tendo os profissionais dificuldade em lidar com estas situações. Constatamos que o processo de inclusão social e escolar de crianças com Paralisia Cerebral não é algo naturalizado, e sim, a acontecer. E, finalmente, que o processo de inclusão se faz na dialética da inclusão/exclusão das crianças e suas famílias, abarcando situações que nem sempre se dão de maneira digna e decente.
Título em inglês
Social and scholar inclusion/exclusion processes regarding children with Cerebral Palsy: the health professionals’ perspectives.
Palavras-chave em inglês
Cerebral Palsy
health professionals
Inclusion / exclusion
Resumo em inglês
The debate regarding “social inclusion” increasinly acquires relevance in our society. It highlights issues such as respect to differences, common rights and citizens egalitarian social participation. The diversity of groups who evokes the inclusion premise is enormous, mostly related to ethnic, socio-economic, sexual and special needs aspects. In the case of children with special needs, especially those with disabilities, inclusion encompasses their participation in society in general, besides in regular education institutions (“scholar inclusion”). Although there has been the creation of laws and resolutions concerning inclusion, its concretization is being considered as a difficult task, as there are problems such as prejudices, lack of teachers’ training and the presence of architectonic barriers. On account of the relevance and complexity of this issue, besides considering that this processes are usually mediated by health professionals, we set our objective in studying the children with special needs inclusion, focusing on these professionals. The aim is to investigate how health professionals conceive the and participate of the inclusion processes. The various professionals who consult two three-year-old children with Cerebral Palsy were investigated. The emprical data was obtained by semi-structures interviews (child neurologist, pediatrician, family health doctor, nurse, physiotherapist, phonoaudiologist, occupational therapist, psychologist and social assistant), besides domiciliary visit and field notes. Data collection and analysis were made based on the Network of Meanings perspective. The pivot children – Davi and Letícia – have limitations due to the Cerebral Palsy. However, each child presents distinct characteristics. In Letícia, motor limitations are more evident in the child’s left side; besides she does not speak and usually rejects interpersonal contact. In Davi, the motor limitations are highly manifested on the lower limbs; besides, he speaks clearly and he often aims to interact with other people. Regarding the families, both organization and participation in the treatment reveals very diverse characteristics among them. Davi’s family is very much participative, unlikely in Letícia’s family who demonstrates confusion concerning the child’s clinical findings and treatment. The professionals who follow up the children exercise their practices in very diverse contexts (public services - primary, secondary, tertiary -, besides philanthropical and private universitary services). Analysis made evident that, besides the professional graduation, each service context provides distinct opportunities to and discursive practices for the professionals and the families who are attended in that place, constraining diversely the way they conceive and enact regarding those children’s inclusion processes. Predominantly, that professionals act considering the individual child, in a de-contextualized manner. Moreover, the children’s characteristics and the family organization also revealed to be important constraints of the professionals conceptions, expectations, relations and performances. Those elements were undestood to constrain the situation not by themselves, but through their intrinsic articulation, helping to set the professionals on competent/incompetent roles regarding the case; leading them to feel as a participant / not participant in the inclusion processes. Dominantly, it could be identified the superposition of several exclusions, within which the health professionals have difficulties to cope. We have evidenced that the inclusion processes of children with special needs is not a naturalized one, but is continously in development. Finally, it can be said that the children’s and their families’ inclusion processes happen in an inclusion/exclusion dialectics, in which the inclusion situations does not always happen in a decent and respectable manner.
 
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Data de Publicação
2006-08-02
 
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