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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.17.2014.tde-21052014-153321
Documento
Autor
Nome completo
Graziele Zenaro Manin
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2014
Orientador
Banca examinadora
Zamboni, Dario Simões (Presidente)
Alves Filho, José Carlos Farias
Faria, Ana Maria Caetano de
Título em português
Identificação dos componentes do Sistema Imune que participam na resistência de camundongos em modelo de infecção letal por Legionella longbeachae
Palavras-chave em português
Legionella longbeachae
CCR2
CCR5
Doença dos legionários
IL-17
Resumo em português
A doença dos legionários consiste em uma broncopneumonia severa e atípica, que acomete de 2 a 7% das pessoas infectadas com Legionella spp e que apresenta taxa de mortalidade que varia de 5 a 30%, sendo considerada uma importante causa de morbidade e mortalidade mundial. A patologia causada pela espécie L. pneumophila tem sido amplamente estudada em modelos experimentais e suas características clínicas foram extensivamente descritas. No entanto, este modelo não representa adequadamente a doença que acomete seres humanos, pois L. pneumophila não é letal aos camundongos como é para humanos. Recentemente, uma nova espécie de bactéria do gênero Legionella, denominada Legionella longbeachae, foi descrita como importante agente de doença dos legionários em países do hemisfério sul. A pneumonia induzida por L. longbeachae em humanos não difere da induzida por L. pneumophila. No entanto, L. longbeachae é letal para camundongos em doses baixas, o que torna esse modelo murino de doença dos legionários mais fidedigno ao que ocorre com humanos. Com a acentuada mudança dos hábitos de nossa sociedade, há o aumento do número de pessoas com fatores que predispõe a doença, como idade elevada ou tratamento imunossupressor. Assim, entender melhor a relação patógeno-hospedeiro no curso da doença dos legionários por meio da utilização de um modelo experimental adequado é importante para a descoberta de novos meios de combater este patógeno. Neste trabalho, geramos uma cepa de L. longbeachae mutante para rpsL, que se torna resistente à estreptomicina. Essa cepa pode ser utilizada para infecções in vivo nas quais a quantificação da CFU foi estimada em placas contendo antibiótico, o que culmina em maior eficiência experimental e menor quantidade de contaminações. Essa cepa foi utilizada em experimentos in vivo para avaliar os componentes do sistema imune que operam na resistência diante de uma dose letal bacteriana administrada pela via intranasal. Demonstramos que camundongos deficientes para as citocinas IFN ou TNF e para o receptor de quimiocinas CCR2 são mais susceptíveis à infecção do que os camundongos selvagens. No entanto, camundongos deficientes para o receptor de quimiocinas CCR5, para o receptor de IL-17, para a citocina IL-6 ou para o receptor citoplasmático NOD2 são mais resistentes à infecção quando comparados com animais selvagens. A descoberta destas moléculas em um modelo de infecção letal in vivo ressalta a importância de alguns componentes da imunidade para a resistência durante a doença dos legionários experimental e possíveis alvos terapêuticos para essa doença.
Título em inglês
Identification of Immune System components involved in mice resistance to Legionella longbeachae lethal infection
Palavras-chave em inglês
Legionella longbeachae
CCR2
CCR5
IL-17
Legionnaires disease
Resumo em inglês
Legionnaires disease is a severe and atypical bronchopneumonia, which affects 2-7% people infected with Legionella spp and has a mortality rate of 5 to 30%, therefore it is considered an important cause of mortality and morbidity worldwide. Disease caused by Legionella pneumophila has been largely studied in experimental models and its clinical characteristics was extensively described. However this model does not adequately represent the disease that affects humans, because L. pneumophila is not lethal to mice, as it is to humans. Recently, a new species of bacterium from Legionella genus, called Legionella longbeachae, was described as an important agent of Legionnaires disease in the southern hemisphere. The pneumonia induced by L. longbeachae in humans is not different from pneumonia induced by L. pneumophila. However, a low dose of L. longbeachae is lethal to mice, which makes this murine infection model of Legionnaires disease more reliable than that which occurs in humans. Because our society is changing, there is an increase in the number of persons with predisposing factors, like higher age or immunosuppressive treatment. So, a better understanding of host-pathogen relationship by using a suitable experimental model is important to find new ways to fight this pathogen. Here, we generated a strain of rpsL mutant L. longbeachae, which becomes resistant to streptomycin. This strain could be used in in vivo infections, when CFU quantification was estimated in plates with antibiotic, culminating in greater experimental efficiency and lower contamination. This strain was used in in vivo experiments to evaluate components of the immune system that participates in resistance against lethal dose of bacteria administered intranasally. We showed that Tnf-/-, Ifn-/- or Ccr2-/- mice are more susceptible to infection than wild type mice. However Ccr5-/-, Il17r-/-, Il6-/- or Nod2-/- mice are more resistant to infection than wild type animals. The discovery of these molecules in a lethal infection model in vivo highlights the importance of some components of immunity to resistance during experimental Legionnaires disease and potential therapeutic targets to disease.
 
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Manin_GZ.pdf (3.02 Mbytes)
Data de Publicação
2015-05-29
 
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